A inteligência artificial Siri, desenvolvida pela Apple, passará a compreender e responder em português a partir de outubro de 2026. A novidade foi oficializada durante o evento “Surprise and Shine” em 9 de setembro, cumprindo uma expectativa que vinha desde a conferência WWDC26, na qual a empresa apresentou seus sistemas mais recentes.
A inclusão do português integra um conjunto de novas línguas que a assistente virtual da gigante de tecnologia passará a suportar. Além do idioma falado no Brasil, o pacote internacional para o próximo mês contempla francês, japonês, coreano e espanhol. A fabricante de Cupertino ainda não detalhou em qual atualização de sistema essas novas capacidades de fala serão implementadas, mas a funcionalidade já era bastante aguardada por usuários globalmente.
Com a adoção do português brasileiro, os proprietários de dispositivos Apple poderão comandar a Siri AI integralmente por voz, eliminando a necessidade de manter o sistema configurado em inglês. Anteriormente, essa exigência restringia a maioria das interações para usuários não-nativos do inglês a comandos escritos ou a uma experiência limitada, o que representava uma barreira significativa para a usabilidade.
Durante a fase de testes iniciais, as interações da Siri em idiomas diferentes do inglês eram limitadas a mensagens de texto digitadas nos aparelhos compatíveis. A iminente atualização representa um avanço crucial, ao permitir que a comunicação por áudio seja plenamente integrada aos recursos de inteligência artificial, oferecendo uma experiência mais natural e acessível.
Este conjunto de línguas foi selecionado para atender a uma vasta gama de usuários em diferentes partes do mundo que empregam os dispositivos da Apple em seu dia a dia.
Contudo, consumidores em Portugal e nos demais países-membros da União Europeia não terão acesso à Siri AI neste lançamento inicial. A Apple esclareceu que essas limitações no continente europeu são resultado de processos regulatórios complexos que ainda estão sendo negociados com as entidades governamentais locais, envolvendo aspectos como privacidade de dados e governança de IA. A China também permanecerá excluída da área de cobertura do software, citando razões burocráticas e diplomáticas semelhantes.