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Samsung Galaxy S27 pode adotar limite de carga por software para baterias maiores

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A Samsung, gigante sul-coreana da tecnologia, estuda implementar um sistema de restrição de carga via software em sua próxima série de smartphones, o Galaxy S27. Essa estratégia reflete uma abordagem já empregada pela Apple em seus modelos mais recentes, visando cumprir as rigorosas diretrizes internacionais para o transporte aéreo de mercadorias. A medida promete intensificar a corrida por inovações em capacidade de bateria no competitivo mercado de aparelhos móveis.

O mecanismo opera através de um bloqueio programático que limita a capacidade energética da bateria enquanto o produto permanece lacrado, desde a linha de montagem até os centros de distribuição. A Apple, por exemplo, detalhou em um documento técnico de 18 de setembro de 2026 que o iPhone 18 Pro Max “emprega uma solução de firmware de bateria inovadora que restringe a capacidade para menos de 20 Wh desde a fabricação até o envio, sendo este limite desativado assim que o usuário ativa o dispositivo”, conforme tradução.

Xiaomi 18 Pro – Divulgação/ Xiaomi Crédito: Mixvale.com.br

As regulamentações globais de segurança da aviação comercial impõem critérios estritos para o transporte aéreo de eletrônicos que utilizam células de íons de lítio únicas com capacidade superior a 20 Wh. Até então, fabricantes que buscavam integrar baterias maiores que esse patamar eram obrigadas a utilizar arquiteturas com duas células conectadas em série ou a submeter suas remessas a protocolos logísticos de materiais perigosos, o que acarretava um aumento significativo nos custos operacionais de distribuição em larga escala.

Com essa metodologia inovadora, a Apple conseguiu certificar o iPhone 18 Pro Max, mesmo com especificações de bateria que alcançam 5.567 mAh na versão norte-americana com chip virtual, o que corresponde a 21,75 Wh de capacidade nominal. Para o mercado europeu, onde o aparelho mantém o slot físico para chip, a capacidade registrada é de 5.391 mAh, equivalente a 21,06 Wh. O sistema operacional da empresa também incorporou uma função denominada “Prepare to Ship”, que permite descarregar e bloquear o módulo abaixo de 20 Wh, caso o proprietário precise enviar o aparelho para assistência.

Documentos de homologação protocolados em órgãos reguladores, como o Bureau of Indian Standards e a agência chinesa 3C, revelaram baterias identificadas pelos códigos EB-BS957CBY e EB-BS958DBY. Esses certificados apontam capacidades nominais de 5.087 mAh e 5.534 mAh, dados que se traduzem em valores típicos de mercado de 5.200 mAh para o esperado Galaxy S27 Pro e de 5.700 mAh para o futuro Galaxy S27 Ultra.

Essa alteração sinaliza o fim do padrão de 5.000 mAh que a marca coreana mantinha em seus principais modelos de ponta desde o lançamento do Galaxy S20 Ultra. Além do aumento da capacidade energética, as certificações obtidas na China também indicam suporte para carregamento rápido com fio de 60 W para os dois modelos que estão sendo preparados pela empresa.

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Informações do setor industrial, divulgadas nesta quinta-feira (24), apontam que a expansão da capacidade energética nos dispositivos da Samsung é resultado de debates técnicos complexos. Essas discussões envolvem tanto os benefícios proporcionados pelo bloqueio lógico de carga para transporte quanto a transição para ânodos de silício-carbono, uma tecnologia desenvolvida em parceria com a subsidiária Samsung SDI e já presente na linha Galaxy Z Fold.

Ainda aguardam confirmação oficial da fabricante os nomes comerciais definitivos dos novos smartphones, as datas de lançamento global e a possível incorporação de um recurso para esvaziamento prévio de carga, acessível diretamente na interface One UI 9.5.