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A Samsung está intensificando seus testes internos com uma avançada tecnologia de reconhecimento facial, conhecida como Polar ID, visando integrar um sistema de autenticação mais seguro e eficiente em seus próximos smartphones da série Galaxy. Esta iniciativa surpreende, pois contraria especulações recentes que apontavam para uma possível descontinuação de projetos ópticos de ponta em sua divisão de semicondutores. O objetivo principal é desenvolver uma leitura facial de alta precisão que não exija os recortes amplos na tela, comuns em modelos de fabricantes concorrentes.
O recurso inovador encontra-se atualmente em fase de avaliação laboratorial rigorosa. Caso seja aprovado para implementação em produtos destinados ao consumidor final, ele não deverá levar o nome da empresa fornecedora, Metalenz. Em vez disso, a Samsung planeja registrá-lo sob denominações provisórias, como “Reconhecimento Facial 2.0” ou “Reconhecimento Facial Pro”. A continuidade desses experimentos foi confirmada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por informantes próximos ao segmento de semicondutores da Coreia do Sul.
Ao contrário das abordagens tradicionais de luz estruturada, que projetam múltiplos pontos tridimensionais sobre o rosto para mapeamento, o sistema desenvolvido pela Metalenz emprega os princípios da física da polarização da luz para capturar as particularidades anatômicas. Essa técnica analisa como a iluminação se reflete na superfície da pele, identificando uma “assinatura biológica” única do tecido humano. Tal método torna praticamente impossível a fraude por meio de fotografias bidimensionais, exibições de alta definição ou máscaras de silicone, elevando significativamente o nível de segurança.
Essa metodologia dispensa a necessidade de complexos conjuntos de projetores de pontos e sensores adicionais, integrando toda a capacidade de leitura em um arranjo meta-óptico extremamente compacto. Rob Devlin, CEO e cofundador da Metalenz, ressaltou o papel essencial de sua empresa na viabilização dessas superfícies especializadas para o ecossistema de dispositivos móveis. “A Metalenz é a viabilizadora crítica do mercado de metassuperfícies”, declarou Devlin, destacando a importância da companhia na indústria de sensores miniaturizados.
Informações divulgadas pelos analistas @phonefuturist e @kro_roe sugerem que a tecnologia Polar ID dificilmente fará sua estreia no aguardado Galaxy S27 Ultra. As análises conduzidas pela divisão System LSI da fabricante sul-coreana são de natureza experimental e não se alinham ao cronograma de fechamento de engenharia do próximo aparelho topo de linha, que está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2027.
Para a próxima geração de dispositivos, a prioridade da fabricante sul-coreana permanece focada no leitor de impressão digital ultrassônico integrado sob o display, um componente considerado maduro e estável na cadeia de produção. Fontes da indústria reportaram que a Samsung já deu início à produção em massa dos primeiros componentes industriais da família Galaxy S27, incluindo os wafers preliminares do processador Exynos 2700 e os lotes iniciais de painéis OLED pela Samsung Display, com um aumento de 10% no volume de fabricação dessas peças em comparação com a série anterior.
Em paralelo às avaliações biométricas da tecnologia Polar ID, a Samsung está desenvolvendo um arranjo de duas câmeras frontais integradas sob o display, destinado aos modelos mais premium de anos futuros. Neste planejamento de hardware, que visa eliminar recortes ou orifícios na tela, um sensor funcionaria de maneira convencional para capturas fotográficas, enquanto a segunda lente alternaria entre registros coloridos e monocromáticos para coletar dados mais detalhados de profundidade, aprimorando a segurança e funcionalidades.
O histórico da marca com sistemas avançados de biometria facial demonstra mudanças significativas ao longo da última década. Após introduzir o reconhecimento de íris no Galaxy S8 em 2017, a empresa sul-coreana optou por descontinuar os módulos dedicados a partir da linha Galaxy S10, em 2019. Essa decisão foi tomada para priorizar telas com bordas mais finas e o popular design com furo para a câmera, mantendo desde então apenas o desbloqueio facial básico via software, que opera com imagens convencionais em conjunto com o sensor ultrassônico sob o vidro.
Até o momento, não há qualquer confirmação sobre a aprovação comercial da tecnologia Polar ID pela diretoria executiva da Samsung, o que mantém a possibilidade de o recurso permanecer restrito a estudos laboratoriais. Além disso, ainda não foi definido qual modelo específico de celular da marca seria o primeiro a estrear o novo hardware, nem se o setor de marketing manterá as nomenclaturas “Pro” ou “2.0” em um eventual anúncio futuro, indicando que a decisão final sobre sua chegada ao mercado ainda está em aberto.