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Max Verstappen domina Grande Prêmio do Bahrein na Malásia em 2026 após corrida intensa

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O piloto Max Verstappen garantiu sua primeira vitória na temporada de 2026 da Fórmula 1, triunfando em um Grande Prêmio do Bahrein repleto de reviravoltas, disputado no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia.

O fim de semana do Grande Prêmio do Bahrein, sediado na Malásia, foi marcado por uma intensa dose de emoção e disputas acirradas, tendo como ápice a conquista do lugar mais alto do pódio por Verstappen, um feito inédito para ele neste campeonato.

Crédito: Formula1.com

Além da vitória, os três dias de atividades no Circuito Internacional de Sepang, que retornou ao calendário da Fórmula 1 com um espetáculo eletrizante, geraram diversos outros assuntos em destaque, incluindo o abandono inesperado de George Russell.

A seguir, detalhamos os principais acontecimentos que moldaram o Grande Prêmio do Bahrein de 2026, realizado na Malásia.

O sucesso do projeto de motor da Red Bull

A equipe Red Bull Racing enfrentou um desafio monumental ao se preparar para as novas regulamentações da F1 em 2026, com um investimento significativo na construção de sua própria fábrica de unidades de potência e o desenvolvimento de um motor totalmente novo.

Considerando esse empreendimento audacioso, o total de nove pódios combinados de Verstappen e seu colega de equipe, Isack Hadjar, nas primeiras quinze etapas da temporada, representou um desempenho notável. Isso demonstrou um grande potencial, apesar de algumas questões de confiabilidade terem gerado preocupações.

Contudo, Verstappen e a Red Bull são competidores natos, e meros pódios não seriam suficientes para satisfazer suas ambições a longo prazo.

Após quase conquistar a vitória no Grande Prêmio do Azerbaijão, perdendo por apenas dois décimos de segundo, o piloto holandês e sua escuderia mantiveram o ritmo ascendente ao chegar a Sepang, um local onde Verstappen já havia celebrado um triunfo na última passagem da F1 pela Malásia, em 2017.

Aplicando as lições aprendidas na primeira metade do ano e impulsionado por recentes atualizações no carro, Verstappen garantiu uma pole position crucial para 2026 no sábado, registrando um tempo quase três décimos de segundo mais rápido que seu rival mais próximo, Lewis Hamilton.

Embora o domingo tenha apresentado uma série de adversidades aos pilotos, como chuva intensa, largadas suspensas, atrasos, condições climáticas variadas e múltiplas relargadas sob Safety Car, nada foi capaz de impedir o tetracampeão mundial de transformar sua pole position em vitória na corrida.

Embora este triunfo possa ter chegado tarde demais para uma recuperação no campeonato deste ano, ele reforça a posição de Verstappen e da Red Bull como uma força a ser novamente considerada, indicando que a equipe deve iniciar a temporada de 2027 como forte candidata ao título.

Destinos opostos para os pilotos da Mercedes

Os dois pilotos da Mercedes experimentaram resultados bastante distintos em Sepang. Kimi Antonelli conquistou um pódio, ampliando sua vantagem na liderança do campeonato. Embora não tenha sido a vitória, o segundo lugar em um dia com condições traiçoeiras – que poderiam ter comprometido sua busca pelo título – foi um resultado extremamente positivo, ainda que a equipe o considerasse agridoce.

Isso se deve ao fato de George Russell não ter completado a prova, com sua unidade de potência apresentando falha a poucas voltas do final. Antes do abandono, o britânico já vinha enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo de seu companheiro de equipe na Malásia, mesmo tendo superado Antonelli no início da corrida.

Russell não conseguiu conter o italiano assim que Antonelli aqueceu seus pneus, e mesmo após o jovem piloto ter escapado da pista e atingido um poste de sinalização em um momento, o britânico não conseguiu manter-se próximo.

Apesar dos percalços, Russell estava a caminho de um respeitável terceiro lugar, o que o faria perder apenas mais três pontos para Antonelli na disputa pelo título. Seu abandono, no entanto, elevou a diferença entre os dois para 84 pontos, o equivalente a mais de três vitórias em Grandes Prêmios.

O abandono de Russell não foi o único motivo de frustração para a equipe, já que o primeiro grande pacote de atualizações instalado no carro desde o Grande Prêmio do Canadá não produziu o efeito esperado. A Mercedes demonstrou dificuldades em termos de ritmo em comparação com a Red Bull ao longo de todo o fim de semana, falhando em encontrar o ajuste ideal.

A equipe tem um trabalho árduo pela frente para compreender essas novas peças antes da próxima etapa em Singapura, mas, em Antonelli, eles contam com um piloto em excelente fase, que conseguiu superar seus erros cometidos em Baku e entregar o tipo de performance que o levou a uma liderança tão expressiva na classificação geral.

A aposta arriscada da Ferrari e suas consequências

A Ferrari não foi a única escuderia surpreendida pelas condições da pista, mas sua escolha de equipar ambos os carros com pneus macios no início da corrida quase se tornou um desastre. Em um asfalto molhado, Lewis Hamilton e Charles Leclerc despencaram na classificação, e o dia de Leclerc foi ainda mais complicado por um contato que o obrigou a uma parada precoce nos boxes.

Hamilton merece reconhecimento por sua calma e persistência, mantendo-se com os pneus macios enquanto outros pilotos percebiam o erro e trocavam para intermediários. Ele conseguiu fazer com que o composto C4 funcionasse a seu favor à medida que a pista começava a secar.

O piloto escalou o pelotão com uma performance que remete a algumas de suas melhores atuações do passado, e provavelmente teria disputado o terceiro lugar mesmo sem a intervenção do Safety Car no final, que agrupou os carros na pista.

Com esse terceiro lugar, o heptacampeão mundial alcançou seu primeiro pódio desde Silverstone, levando muitos a especular sobre o que poderia ter acontecido se ele tivesse optado pelos pneus intermediários desde o início, como fizeram os pilotos da Red Bull e da Mercedes.

Quanto a Leclerc, sua recuperação foi mais demorada, pois ele se viu na última posição devido ao contato e à parada nos boxes subsequente. No entanto, ele merece o mesmo reconhecimento por seu esforço em retornar ao top 10, com uma ultrapassagem tardia sobre Isack Hadjar que lhe garantiu o quarto lugar – uma posição que ele próprio acredita que teria alcançado independentemente dos incidentes.

O dia repleto de acontecimentos para a McLaren

Para a McLaren, a corrida também foi bastante agitada, com ambos os carros iniciando a prova com pneus médios lisos, em condições de pista que ainda estavam úmidas, uma escolha feita por poucos competidores.

Após recuar nas posições iniciais, Oscar Piastri fez uma parada nos boxes para trocar para pneus intermediários no final da primeira volta, enquanto Lando Norris optou por permanecer na pista – uma decisão que o britânico descreveu como uma “aposta” após a corrida.

À medida que a pista secava, ambos os pilotos avançaram no pelotão. O australiano, Piastri, terminou à frente de seu colega de equipe, mesmo tendo feito uma parada extra e não utilizando os pneus macios, que se mostraram claramente mais vantajosos em certas fases.

Um momento de tensão assustou o box da McLaren quando Norris quase colidiu na traseira de Piastri. Isso ocorreu devido ao agrupamento dos carros à frente, após o abandono de George Russell sob o Safety Car no final da prova, o que levou Norris a sair da pista e perder posições.

O atual campeão mundial conseguiu se recuperar para terminar em nono lugar – recebendo posteriormente uma repreensão por sua condução errática sob Safety Car – enquanto Piastri cruzou a linha de chegada na sexta posição.

Apesar do histórico de Fernando Alonso, que venceu três vezes com três equipes distintas em Sepang, havia uma expectativa de que este fim de semana pudesse ser desafiador para ele.