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Flávio Bolsonaro lidera apuração presidencial de 2026 com mais de 50% dos votos iniciais; Lula em segundo

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A contagem dos votos para a eleição presidencial de 2026 teve início com uma surpresa nas primeiras parciais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro (PL) desponta na liderança, superando a marca de 50% dos votos válidos, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, ocupa a segunda posição. Os dados iniciais refletem a apuração de pouco mais de 9% das urnas em todo o Brasil, estabelecendo um cenário distinto das projeções de véspera.

O boletim do TSE, consolidado às 17h52min50s, apontava uma diferença de quase dez pontos percentuais, precisamente 9,84 p.p., entre os dois principais concorrentes, o que se traduzia em mais de um milhão de votos a favor de Flávio Bolsonaro. Este cenário inicial contrasta significativamente com as projeções de véspera, que indicavam um empate técnico entre os dois candidatos. A performance do candidato do Partido Liberal, acima dos 50% desde o começo, sugere a possibilidade de uma definição em turno único, algo que as pesquisas não antecipavam e que seria incomum para um pleito presidencial brasileiro.

Crédito: Mixvale.com.br

Desempenho dos líderes da apuração

Com 5.355.277 votos nominais nos primeiros resultados, Flávio Bolsonaro, cuja chapa tem Alfredo Gaspar como vice e concorre com o número 22, atingiu 50,79% dos votos válidos. Esse percentual é crucial, pois supera a margem de “metade mais um” exigida pela legislação eleitoral brasileira para a vitória já no primeiro turno, evitando uma segunda rodada de votação.

Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, registrou 4.317.024 votos, o que corresponde a 40,95% dos sufrágios válidos até o momento. Sua candidatura, que conta com Geraldo Alckmin como vice e utiliza o número 13, é sustentada por uma ampla federação de partidos, incluindo PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede Sustentabilidade. Analistas apontam que a parcial inicial pode ser influenciada pela ordem de processamento dos dados, com uma maior proporção de votos de regiões onde a oposição tradicionalmente demonstra mais força.

Até o momento da divulgação, 45.329 seções eleitorais haviam sido totalizadas, o que representa uma pequena fração do total de 499.248 urnas distribuídas pelo Brasil e no exterior. O processo de apuração, que ainda tem mais de 90% das seções a serem computadas, segue de forma contínua e automatizada, com atualizações a cada 30 segundos, garantindo a agilidade na divulgação dos resultados.

Outros candidatos e as primeiras posições

A terceira posição na disputa presidencial foi ocupada pelo escritor Augusto Cury (Avante), que angariou 3,00% dos votos válidos, somando 315.772 sufrágios. Cury, cuja chapa tem Júlio Delgado como vice e concorre pelo número 70, superou nomes de partidos com maior tradição política já nas primeiras parciais da eleição.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com Gilberto Kassab como vice na chapa 55, surge em quarto lugar, obtendo 2,39% dos votos válidos, totalizando 252.121. Em seguida, na quinta colocação, está Renan Santos (Missão), com 2,31% (243.648 votos), tendo o Coronel Medina como vice pela chapa 14.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, ocupa o sexto lugar da apuração, com 0,32% dos votos válidos e 33.216 eleitores, em chapa que tem o senador Eduardo Girão como vice (número 30). Outros candidatos registraram percentuais abaixo de meio ponto percentual nesta primeira etapa da apuração.

Entenda a contagem de votos válidos

O total de votos válidos, que serve de base para o cálculo dos percentuais de cada candidato, somou 10.543.143 sufrágios nominais entre os doze concorrentes. Importante ressaltar que este montante exclui votos em branco e nulos, focando apenas nas escolhas direcionadas a chapas registradas, conforme a legislação eleitoral brasileira.

Abstenção e votos inválidos no início da apuração

O Brasil possui um colégio eleitoral com 158.745.502 cidadãos aptos a votar nas Eleições de 2026. Na análise das 45.329 seções já apuradas, o TSE indicou a presença de 10.973.109 eleitores, o que corresponde a 78,51% do universo de seções processadas até o momento.

A abstenção preliminar alcançou 21,49%, com 3.004.329 eleitores que não compareceram às urnas dentro do horário legal. Este índice segue um padrão histórico em eleições gerais no país, onde fatores como deslocamento e a situação cadastral do título eleitoral influenciam a participação dos votantes.

Dentre os eleitores que compareceram e manifestaram sua escolha, 169.026 registraram voto em branco, totalizando 1,54% da amostra. Os votos nulos somaram 260.940 ocorrências, equivalente a 2,38% dos votos digitados. É importante lembrar que, pela legislação eleitoral brasileira, nem votos em branco nem nulos são contabilizados para a proporção final dos candidatos, funcionando como uma expressão de desaprovação às opções disponíveis.

Como os candidatos se saíram nas regiões iniciais de apuração

A análise regional do TSE começou a delinear o desempenho dos principais candidatos. No Distrito Federal, onde a apuração foi mais ágil, com 61,90% das urnas computadas, Flávio Bolsonaro manteve a liderança, obtendo 51,13% dos votos válidos, consolidando sua força na capital federal.

No Centro-Oeste, os relatórios preliminares indicaram uma forte vantagem para Flávio Bolsonaro. Em Goiás, com 7,03% das seções apuradas, o senador do PL alcançou 57,17% dos votos válidos. Já no Mato Grosso, onde 22,25% das urnas foram totalizadas, o percentual de Flávio Bolsonaro se mostrou ainda mais elevado.