
Adeline Tedesco, turista dos EUA, viralizou com reação de pânico ao entrar em rio da Amazônia com botos-cor-de-rosa — Foto: Reprodução/TikTok Crédito: Extra.globo.com
Adeline Tedesco, uma moradora de Nova York, teve sua aventura na Amazônia marcada por um encontro surpreendente e aterrorizante com os famosos botos-cor-de-rosa, uma experiência que rapidamente se transformou em um vídeo viral na internet. O que ela esperava ser um momento “divertido e fofo” com os cetáceos em seu habitat natural, revelou-se um mergulho em águas turvas e uma sensação de pânico incontrolável.
Adeline, de 31 anos, embarcou em uma excursão pela região brasileira, ansiosa por vivenciar a rica biodiversidade local. Seu roteiro incluiu avistamentos de macacos e bichos-preguiça, a colheita de açaí e o aprendizado sobre plantas medicinais da floresta.
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A expedição de um dia, que partiu de Manaus, envolveu duas horas de carro, uma caminhada de igual duração pela bacia e passeios de barco por canais estreitos durante a estação seca. Durante a jornada, a turista chegou a pescar piranhas e observar jacarés ao entardecer, encarando tudo como parte normal da aventura amazônica.
Apesar do cansaço, a perspectiva de interagir com os botos-cor-de-rosa despertou um novo entusiasmo em Adeline. Ela, que nutre um profundo respeito por animais em seus habitats, decidiu incluir a atividade em sua lista, buscando absorver cada detalhe da jornada.
Contudo, a realidade superou as expectativas. Ao entrar na água com colete salva-vidas, em um trecho raso onde os golfinhos costumam aparecer, a visibilidade era nula. A água marrom-escura impedia Adeline de ver sequer as próprias mãos, criando um cenário de incerteza.
Antes que pudesse reagir, os golfinhos fluviais – animais de grande porte, força considerável e textura peculiar – começaram a roçar seus corpos nas pernas e tronco da turista. A incapacidade de ver os animais, sentindo apenas seus movimentos potentes ao redor, gerou uma “sensação profundamente perturbadora e sinistra”, segundo Adeline. Ela descreveu a experiência como um estado de pânico constante, agravado pelos movimentos súbitos dos animais que emergiam sem aviso. Em contraste com a imagem dócil muitas vezes associada a golfinhos de aquário, os botos-cor-de-rosa são predadores selvagens e adaptados ao seu ambiente, o que pode surpreender quem espera uma interação passiva. Sua natureza selvagem e imprevisível, em um ambiente de visibilidade zero, transformou a expectativa em apreensão genuína.
O vídeo do momento de pânico de Adeline, postado em maio, rapidamente se espalhou, acumulando mais de 19 milhões de visualizações e gerando vasta discussão sobre encontros com a vida selvagem.
Apesar do susto, a americana chegou a acariciar os dois animais e até retornou à água uma segunda vez, num esforço para superar o medo. No entanto, seu corpo “deu o aviso final”, e ela decidiu encerrar a interação, emergindo da água com uma mistura de alívio, realização e uma leve preocupação.
Refletindo sobre a experiência, Adeline Tedesco encoraja outros a buscarem aventuras semelhantes, mas é categórica quanto a si mesma: “Acho que nunca mais conseguiria entrar naquela água.” Sua história serve como um lembrete vívido da imprevisibilidade da natureza e da importância de respeitar os limites entre o homem e a vida selvagem, um contexto crucial para o turismo ecológico.