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Primeiros resultados do exterior nas Eleições 2026 mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

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As primeiras urnas das Eleições 2026, apuradas em nações da Oceania e da Ásia, já apontam os resultados iniciais da corrida presidencial para os eleitores brasileiros que residem fora do território nacional. Neste domingo (4), os dados preliminares indicam que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), obteve vantagem em localidades como Nova Zelândia, Singapura e Coreia do Sul. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro, postulante do Partido Liberal (PL), liderou a contagem de votos no Japão e nas Filipinas, sinalizando um embate equilibrado desde o início da jornada eleitoral.

Apurações Iniciais em Fusos Horários Diferenciados

O encerramento das atividades nas seções eleitorais situadas nos países orientais ocorreu antes mesmo do início da votação no Brasil, uma consequência direta das diferenças de fusos horários. A totalização e a subsequente divulgação dos resultados oficiais, incluindo todas as seções internacionais, terão início a partir das 17h, horário de Brasília, sob a coordenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Crédito: Mixvale.com.br

A legislação eleitoral brasileira estabelece que os cidadãos registrados para votar no exterior participam exclusivamente da escolha para os cargos de presidente e vice-presidente da República. As informações divulgadas logo após o fechamento das urnas são baseadas nos boletins impressos e afixados publicamente pelas representações diplomáticas, um procedimento padrão antes do envio criptografado dos dados à Justiça Eleitoral.

Desempenho dos Candidatos nas Urnas do Exterior

Na Nova Zelândia, o primeiro país a concluir a votação globalmente, os boletins de urna registraram 234 votos para Lula, correspondendo a 70,48% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 64 votos na nação insular, atingindo 19,28% dos sufrágios válidos apurados no consulado. Em Singapura, o presidente Lula manteve a liderança com 190 votos (54,60%), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 92 votos (26,44%). Outros candidatos como Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) também registraram votos, com 22, 21 e 6 votos, respectivamente.

Na Coreia do Sul, a apuração dos boletins de urna mostrou uma vitória de Lula, com 123 votos (56,94%). Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 72 votos (33,33%), e Ronaldo Caiado e Augusto Cury empataram com 6 votos cada. Por outro lado, nas Filipinas, Flávio Bolsonaro assegurou a liderança com 33 votos (53,23%), superando Lula, que somou 26 votos (41,94%) na jurisdição de Manila.

Um dos maiores colégios eleitorais de brasileiros no exterior, o Japão confirmou uma vitória expressiva de Flávio Bolsonaro. Com a soma de 119 boletins de urna de Tóquio, Nagóia e Hamamatsu, o senador do PL acumulou 24.601 votos, representando 73,4% dos votos válidos. Lula, por sua vez, registrou 5.234 votos, o equivalente a 15,6% dos votos válidos apurados em território japonês.

A Expansão Histórica do Eleitorado Expatriado

O pleito deste ano marca uma expansão histórica no eleitorado brasileiro apto a votar fora do país. Nas eleições presidenciais de 2022, o número de votantes fora das fronteiras era de 697,1 mil pessoas. Para 4 de outubro de 2026, esse contingente cresceu para 918.876 cidadãos, um avanço notável de 31,8% no eleitorado expatriado. Este aumento reflete o fluxo contínuo de emigração observado nos últimos anos e demonstra a crescente relevância do voto de brasileiros residentes em outros países para o resultado final da eleição presidencial.

A ampliação do número de eleitores no exterior significa que a diáspora brasileira tem um peso cada vez maior na definição dos rumos políticos do país. Os candidatos, portanto, precisam considerar as pautas e necessidades dessa parcela da população, que, embora distante fisicamente, permanece engajada no processo democrático nacional.

Estrutura e Logística para a Votação Global

A gestão de todo o processo de votação fora do Brasil é uma operação complexa, coordenada pela Zona Eleitoral do Exterior (ZZ), que está vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Essa coordenação é realizada em cooperação técnica com a vasta rede de embaixadas e consulados do Ministério das Relações Exteriores (MRE), garantindo a capilaridade necessária para a realização do pleito em diferentes continentes.

A jornada de votação dos brasileiros no exterior é um processo contínuo que se estende por mais de 29 horas. As primeiras urnas foram abertas em Wellington, Nova Zelândia, às 16h de sábado (3), no horário de Brasília. As últimas seções eleitorais do primeiro turno estão programadas para fechar às 21h deste domingo (4), em cidades da costa oeste dos Estados Unidos, como San Francisco e Los Angeles, e em Vancouver, no Canadá. Caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta dos votos válidos em nível nacional, o segundo turno será realizado em 25 de outubro de 2026.