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A Polícia Civil do Ceará deflagrou uma operação para localizar João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, de 22 anos, cujo corpo foi descoberto em 20 de setembro de 2026, em um complexo residencial na capital cearense. A investigação se aprofunda na análise de registros de segurança que capturaram os últimos momentos da jovem, buscando esclarecer as circunstâncias de sua morte.
As autoridades policiais concentram esforços na análise minuciosa de filmagens internas do condomínio, que documentam a movimentação da vítima e de seu companheiro. Como parte das diligências, o aparelho celular de Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João e coordenadora de saúde prisional na Secretaria de Administração Penitenciária, foi apreendido em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, após sua localização.
Equipes da Perícia Forense também empregaram tecnologia avançada, utilizando drones para mapear a área externa do edifício, situado em um bairro nobre. Os peritos realizaram uma vistoria detalhada nos pontos onde o corpo de Isabelle foi encontrado, buscando elementos cruciais para a elucidação do caso.
Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto iniciaram o relacionamento em julho do mesmo ano, após se conhecerem em um escritório de advocacia onde ele atuava em funções jurídicas e ela como estagiária. A jovem residia no apartamento com o parceiro, o cunhado e a sogra.
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, revelou que sua filha expressava preocupação com episódios constantes de vigilância por parte do companheiro. Segundo Isorlanda, Isabelle relatava que João frequentemente aparecia nos locais onde ela estava, seja em lanches com amigas do trabalho ou até mesmo em saídas rápidas para comprar medicamentos.
Os registros do circuito interno do condomínio revelam uma sequência de eventos no dia 20 de setembro. Isabelle entrou no prédio às 17h58, sendo recepcionada por João no hall e subindo com ele pelo elevador social. Pouco depois, às 18h33, João foi visto deixando o edifício, mexendo em um anel antes de passar pela portaria.
A jovem, que havia passado parte do dia na residência materna, enviou uma mensagem de texto à noite, às 19h22, relatando um desconforto muscular no pescoço e a intenção de descansar. Momentos antes, às 19h12, as câmeras registraram Isabelle utilizando o elevador, com destino ao 23º pavimento, um andar acima do apartamento onde o casal vivia, no 15º andar. O falecimento de Isabelle foi oficialmente registrado pela polícia às 20h40. João retornou ao condomínio às 22h48, quando as equipes periciais já estavam na área da garagem.
Moradores do condomínio e manifestantes realizaram um protesto em frente ao prédio, exigindo esclarecimentos sobre a morte de Isabelle. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará divulgou que os traumas físicos observados no corpo da vítima são compatíveis com uma queda. Análises laboratoriais complementares afastaram a presença de substâncias químicas ou drogas em seu organismo.
Isorlanda Caracristi só tomou conhecimento da tragédia ao ir pessoalmente ao imóvel, após diversas tentativas frustradas de contato com o namorado da filha. Ela relatou ter ligado para João várias vezes e percebeu que havia sido bloqueada no WhatsApp. A família de João Munhoz Neto não se manifestou sobre os pedidos de esclarecimento desde a identificação do paradeiro da mãe dele.
A polícia já colheu quatro depoimentos formais e agendou a oitiva de mais quatro testemunhas, que serão confrontadas com os registros visuais. O laudo cadavérico definitivo, aguardado para os primeiros dias de outubro, fornecerá detalhes sobre a trajetória da queda e a causa precisa da morte, sendo um documento fundamental para a continuidade da rigorosa apuração do caso.