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Pneus C1, C2 e C3: Pirelli detalha escolha para o exigente GP da Grã-Bretanha de F1

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A Pirelli, fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1, divulgou as especificações dos compostos que serão utilizados no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2026, marcando a próxima etapa do campeonato mundial.

Após uma intensa disputa no Grande Prêmio da Áustria, as onze equipes da Fórmula 1 se preparam para o icônico circuito de Silverstone, onde o Grande Prêmio Britânico acontecerá neste fim de semana.

Crédito: Formula1.com

Para a corrida no lendário autódromo, palco da prova inaugural da F1 em 1950, a escolha da Pirelli recaiu sobre os compostos mais resistentes de sua linha: o C1 como duro, C2 como médio e C3 como macio. Essa decisão se deve à alta exigência da pista, conhecida por causar desgaste significativo nos pneus.

Devido ao formato de Sprint, a distribuição total de pneus por piloto será reduzida de 13 para 12 conjuntos. Cada competidor receberá duas unidades do pneu duro (identificado pela faixa branca), quatro do médio (faixa amarela) e seis do macio (faixa vermelha), além dos pneus intermediários verdes e os de chuva forte azuis, disponíveis em caso de necessidade.

Análise Detalhada do Circuito de Silverstone e Seus Desafios

O traçado atual do circuito britânico apresenta 18 curvas, sendo dez para a direita e oito para a esquerda. Algumas dessas seções são notórias por gerar forças laterais extremas e exigir mudanças rápidas de direção em alta velocidade dos carros.

Sequências icônicas como Maggotts-Becketts-Chapel, intercaladas com longas retas, são tão desafiadoras que levaram Lewis Hamilton, recordista de vitórias em Silverstone, a comparar a experiência de pilotar ali com estar no comando de um caça a jato.

A escolha dos compostos mais duros da gama, C1, C2 e C3, para este fim de semana, é uma resposta direta à severidade do circuito. Essa característica do traçado é um fator determinante para o desgaste dos pneus ao longo das voltas.

Em certas partes da pista, as acelerações laterais podem ultrapassar 5G, um nível comparável ao observado em autódromos como Suzuka e Spa. O eixo dianteiro é o mais sobrecarregado, com o pneu dianteiro esquerdo sofrendo maior estresse e desgaste devido à predominância de curvas para a direita.

Apesar da intensidade, o asfalto de Silverstone não é considerado excessivamente abrasivo e possui uma rugosidade relativamente baixa. O circuito já oferece um bom nível de aderência, beneficiado pelo uso constante ao longo da temporada para diversas competições de duas e quatro rodas.

Considerando todos esses aspectos, a expectativa é que as equipes busquem uma estratégia de apenas uma parada para a corrida de domingo, priorizando os compostos C2 e C3, que oferecem maior aderência. Historicamente, o C3 é o único que apresentou um leve “graining” em edições anteriores, enquanto o C1 e o C2 demonstraram maior consistência mecânica.

Com o formato de Sprint implementado este ano, é bastante provável que o pneu duro, de faixa branca, seja amplamente utilizado durante o primeiro treino livre.

A possibilidade de chuva também é um fator a ser considerado no Reino Unido. Nos últimos dois anos, as corridas de domingo foram afetadas por precipitações, levando os pilotos a utilizarem os pneus Cinturato Intermediários.

O clima britânico é conhecido por sua instabilidade, e mesmo durante os meses de verão, aguaceiros repentinos não são uma raridade. Diante desse cenário de imprevisibilidade climática e demandas elevadas do circuito, a escolha e gestão dos pneus se mostram cruciais para o desempenho e sucesso das equipes no Grande Prêmio da Grã-Bretanha.