
Passageiro com sangue na camisa após incidente em que copiloto esfaqueou o piloto durante voo de Dubai a Tel Aviv, segundo emissora israelense — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com
Um incidente chocante abalou um voo comercial da Flydubai com destino a Tel Aviv, quando o comandante da aeronave foi agredido com uma faca pelo próprio copiloto dentro da cabine de comando. O ataque inesperado resultou em uma dramática perda de altitude de quase 20 mil pés em poucos minutos, gerando grande temor de um ataque terrorista entre os passageiros.
A situação de emergência se desenrolou aproximadamente duas horas e meia após a decolagem de Dubai, com o Boeing 737 Max 8 voando a uma altitude de cruzeiro de cerca de 34 mil pés. Segundo relatos, o copiloto tentou tomar o controle da aeronave e desferiu múltiplos golpes contra o piloto. Passageiros a bordo descreveram cenas de pânico, com gritos sendo ouvidos e, após a abertura da porta da cabine, a visão de sangue confirmando a gravidade do ocorrido.
O avião, que transportava 174 passageiros, incluindo 27 crianças, emitiu um sinal de emergência internacional (código 7700), seguido por um código 7500, indicando interferência ilegal a bordo. A aeronave alterou sua rota abruptamente, próximo à fronteira entre a Jordânia e a Arábia Saudita, após o início do ataque.
Em um desfecho que evitou uma tragédia ainda maior, pilotos que viajavam como passageiros intervieram e assumiram o controle da aeronave. Eles conseguiram estabilizar o avião, que permaneceu a uma altitude de aproximadamente 15 mil pés por cerca de uma hora. A perícia desses profissionais foi crucial para guiar o Boeing em segurança para um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, localizado em Tabuk, na Arábia Saudita.
Após a aterrissagem bem-sucedida, o piloto ferido e o copiloto agressor foram prontamente hospitalizados com diversos ferimentos. A rápida e eficaz ação da tripulação reserva e o controle do tráfego aéreo foram decisivos para a vida de todos a bordo.
Autoridades israelenses, por meio do Shin Bet, a agência de segurança interna do país, iniciaram uma investigação aprofundada, tratando o incidente como um possível ato de terrorismo. A tentativa de derrubar uma aeronave por um membro da própria tripulação gerou comparações com eventos catastróficos, como os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e o sequestro do voo da Air France em 1976, ressaltando a gravidade da ameaça interna.
Este incidente sublinha a importância crítica dos protocolos de segurança na aviação, que precisam considerar não apenas ameaças externas, mas também potenciais riscos vindos de dentro da própria cabine. A saúde mental e a rigorosa triagem psicológica de tripulantes são aspectos vitais para a segurança dos voos, e eventos como este reforçam a necessidade de constante aprimoramento dessas medidas para proteger a vida de passageiros e tripulantes em todo o mundo.
Embora os nomes dos pilotos envolvidos não tenham sido divulgados oficialmente, informações preliminares sugerem que o copiloto agressor seria de origem omani, enquanto o piloto esfaqueado seria cidadão dos Emirados Árabes Unidos. Esses dados podem ser cruciais para a investigação em curso, que busca esclarecer as motivações por trás do ataque e verificar possíveis conexões com intenções criminosas ou terroristas.