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A Polícia Federal (PF) deflagrou, em 4 de agosto de 2026, mais uma fase da Operação Sem Desconto, focada na apuração de um vultoso esquema de lavagem de dinheiro. Os recursos, segundo as investigações, teriam sido originados de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o território nacional. Entre os alvos dos mandados desta etapa estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que ocupa a posição de vice-líder do governo no Senado Federal.
A recente ofensiva policial concentra-se em indivíduos suspeitos de envolvimento na complexa teia de lavagem de capitais. O objetivo central é rastrear e desvendar as transações que visam dissimular a origem ilícita dos valores obtidos através das deduções fraudulentas nos benefícios previdenciários. Esta expansão da investigação sublinha a profundidade e a amplitude das atividades criminosas que estão sendo desvendadas.
É importante salientar que, nesta etapa específica da Operação Sem Desconto, o senador Weverton Rocha não foi alvo direto de mandados de busca e apreensão. Contudo, seu nome figura entre os investigados do caso, e ele já havia sido alvo de diligências semelhantes em uma fase anterior, ocorrida em dezembro do ano passado. A inclusão de membros de sua família nesta nova etapa contextualiza a continuidade e a ramificação das apurações sobre o esquema, que agora se debruça sobre a movimentação financeira e patrimonial de seus parentes próximos, buscando entender como os valores desviados foram “limpos” e integrados à economia legal.
As investigações da Polícia Federal, iniciadas em abril de 2025, revelaram um sofisticado esquema criminoso. Ele se dedicava a aplicar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, abrangendo um período entre 2019 e 2024. As análises apontam que o montante desviado por meio dessas práticas pode atingir a expressiva cifra de R$ 6,3 bilhões, demonstrando a magnitude da fraude que motivou a Operação Sem Desconto.
As diligências desta fase, que começou em 4 de agosto, são fundamentadas na identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas. A PF suspeita que essas transações foram realizadas por meio de:
Tais métodos são comumente empregados para ocultar a verdadeira origem e o destino final dos recursos provenientes de atividades ilícitas.
O advogado Willer Tomaz também está entre os indivíduos cujas propriedades foram alvo de mandados nesta operação. Em uma nota oficial, sua defesa esclareceu que a busca e apreensão em sua residência ocorreu exclusivamente pelo fato de ele ser proprietário de uma aeronave utilizada, em caráter particular e amistoso, pelo senador Weverton Rocha em uma viagem já de domínio público. O advogado enfatizou que não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer ligação com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal, reafirmando sua confiança na apuração serena dos fatos e sua disposição em colaborar com as autoridades.
Ao todo, os agentes federais estão cumprindo 18 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo executadas simultaneamente no Distrito Federal e no estado do Maranhão. A Polícia Federal reiterou que o propósito dessas ações é dar prosseguimento às investigações, visando aprofundar o conhecimento sobre a real procedência e o destino final do dinheiro, bem como os motivos dos repasses e a individualização das condutas de todos os envolvidos no esquema.