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Pesquisadora morre de Peste Bubônica na Rússia; quarentena na Sibéria e previsão mística de surto

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Autoridades russas impuseram uma quarentena em uma localidade da região de Irkutsk, na Sibéria, após a confirmação da morte de uma pesquisadora por Peste Bubônica. O incidente, que resultou em mais de 200 pessoas sob observação médica, coincide com a divulgação de uma previsão de um vidente conhecido como “Profeta do Fim do Mundo” sobre o surgimento de uma nova e perigosa “doença biológica”.

Morte por Peste Bubônica e a resposta na Sibéria

Darya Shipilova, uma pesquisadora que trabalhava no Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk, na Sibéria e Extremo Oriente, faleceu vítima de Peste Bubônica. Relatos indicam que o contágio pode ter ocorrido após a pesquisadora quebrar acidentalmente um tubo de testes contendo a bactéria Yersinia pestis. Apesar da morte e da subsequente quarentena na região, as autoridades russas têm negado qualquer vínculo direto entre a doença que vitimou Shipilova e suas atividades no centro de pesquisa.

A gravidade da situação levou à imposição de medidas de contenção, com mais de duas centenas de indivíduos que tiveram contato com a pesquisadora sendo colocados sob observação médica. O governador regional, Igor Kobzev, tem evitado nomear publicamente a doença, referindo-se a ela apenas como “uma doença infecciosa perigosa”, e cancelou todos os eventos públicos na área para evitar a propagação.

Previsões de um “Profeta do Fim do Mundo” sobre surtos

O vidente Craig Hamilton-Parker, que se autodenomina “Profeta do Fim do Mundo”, publicou um vídeo no início de outubro, cerca de uma semana antes da morte de Shipilova, alertando para um surto que afetaria o peito e os pulmões. Em uma seção de um vídeo anterior, de 24 de setembro, intitulada “Aviso de Outra Futura Pandemia”, Hamilton-Parker afirmou que dois monges tibetanos o teriam visitado “de surpresa” e comunicado sobre um surto “diferente”.

Segundo as declarações do vidente, essa nova doença seria “mais como um tipo de doença biológica, muito mais difícil de controlar” e “muito mais perigosa, porque pode se espalhar muito mais rapidamente”. Hamilton-Parker, que ganhou notoriedade por supostamente ter previsto com alguma precisão a pandemia de COVID-19 e o falecimento da Rainha Elizabeth II, também mencionou que os monges teriam conhecimento de uma cura para o surto, escondida em textos antigos, e que a humanidade teria a capacidade de evitar o pior, utilizando ferramentas de inteligência artificial para “vencer essa praga”.

Contexto histórico e comparações com eventos globais

A Peste Bubônica, historicamente conhecida como a “Peste Negra”, é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Yersinia pestis, que pode ser fatal se não tratada rapidamente. Sua reemergência, mesmo em casos isolados e controlados, sempre gera preocupação devido ao seu alto potencial de letalidade e rápida disseminação em ambientes sem saneamento adequado ou tratamento médico eficaz.

A quarentena imposta na região de Irkutsk está sendo amplamente comparada ao cenário inicial em Wuhan, na China, considerado o epicentro da pandemia de Covid-19. Um influente canal russo, “Nezygar”, conhecido por divulgar informações de bastidores políticos, chegou a postar que “a situação em Shelekhov, na região de Irkutsk — onde foi decretada quarentena devido à peste —, lembra o caso de Wuhan”. Essa comparação sublinha a seriedade com que as autoridades locais estão tratando o incidente, apesar da relutância em nomear a doença publicamente, ecoando as primeiras fases da crise sanitária global de 2020.