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O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontram-se em uma situação de empate técnico, conforme revela a mais recente pesquisa Quaest sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14). No levantamento, Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto totais, enquanto Lula registra 44%. Considerando a margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a disputa se mostra extremamente apertada entre os dois principais candidatos.
No cenário estimulado, onde os nomes dos postulantes são apresentados aos entrevistados, a soma daqueles que declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem comparecer às urnas totaliza 9%. A parcela de eleitores que ainda se mostram indecisos representa apenas 1% da amostra consultada pela Quaest.
Ao analisar os votos válidos, metodologia adotada pela Justiça Eleitoral que exclui brancos, nulos e indecisos, o parlamentar do PL alcança 51% das intenções de voto. Já o atual chefe do Executivo federal registra 49% neste mesmo recorte. Este cálculo é fundamental para a projeção final de um pleito.
A pesquisa também avaliou a percepção do eleitorado de forma espontânea, sem a apresentação prévia dos nomes dos candidatos. Nesse quesito, Flávio Bolsonaro é mencionado por 43% dos participantes, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva é lembrado por 42%. Nesta modalidade, 8% dos entrevistados indicam voto em branco, nulo ou a ausência nas urnas, e 7% ainda não definiram seu voto.
Um dado relevante coletado pelo instituto indica a consolidação da escolha dos eleitores. Para 91% das pessoas ouvidas, a decisão sobre o candidato já é definitiva, demonstrando uma base sólida para ambos os lados. Contudo, 9% dos eleitores afirmam que ainda podem reconsiderar seu voto até a data do pleito, sugerindo que a campanha ainda tem espaço para movimentações.
No que diz respeito aos índices de rejeição, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 54% dos eleitores. O presidente Lula apresenta uma taxa de rejeição ligeiramente inferior, com 53%. Esses números são cruciais para entender as dificuldades que cada candidato pode enfrentar para expandir sua base eleitoral.
O levantamento também incluiu uma avaliação da gestão atual. A desaprovação do governo Lula está em 48%, uma pequena queda em relação aos 49% da pesquisa anterior. A aprovação, por sua vez, subiu de 44% para 45%. O percentual de 7% de eleitores que não souberam ou não quiseram responder manteve-se estável.
É importante contextualizar os resultados atuais com o histórico recente. Em uma simulação de segundo turno anterior, realizada pela Quaest e divulgada às vésperas do primeiro turno das eleições (sob o registro BR-02197/2026), Flávio Bolsonaro já aparecia à frente, com 44% das intenções de voto totais, contra 42% de Lula. Naquela ocasião, brancos e nulos somavam 13%, e os indecisos eram 1%.
Essa sequência de dados é significativa: o senador do PL terminou a votação oficial do primeiro turno das eleições presidenciais na primeira posição, obtendo 47,03% dos votos válidos. Ele superou o presidente da República, que registrou uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos a menos nas urnas. A manutenção de Flávio Bolsonaro na liderança das intenções de voto em diferentes momentos e cenários, inclusive após o primeiro turno oficial, indica uma tendência de consolidação de sua posição, enquanto o desafio para Lula é reverter essa percepção e buscar uma virada até 2026.
Para a elaboração deste estudo, a Quaest conduziu entrevistas presenciais com 2.154 eleitores a partir de 16 anos de idade, abrangendo diversas regiões do território nacional. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, assegurando um nível de confiança de 95%. Os dados foram devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08729/2026, garantindo a transparência e a conformidade com as normas eleitorais.