Um levantamento recente do Instituto Paraná Pesquisas aponta o senador Omar Aziz (PSD) na dianteira da corrida eleitoral para o governo do Amazonas. Os dados revelam que o parlamentar domina todos os cenários de segundo turno simulados, consolidando uma posição de destaque no panorama político estadual.
A pesquisa, que avaliou diversas candidaturas, mostra que o atual governador, Roberto Cidade (União), e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), travam uma disputa acirrada pela segunda colocação, com suas posições variando conforme as diferentes simulações apresentadas aos eleitores.
Este cenário inicial destaca a preferência do eleitorado amazonense, que já começa a delinear as tendências para as próximas eleições. A performance de Aziz, somada à divisão entre os outros principais concorrentes, sugere um pleito com contornos bem definidos desde já.
Os resultados oferecem um panorama detalhado sobre as preferências e rejeições dos eleitores, além de uma análise da aprovação da atual gestão.
No primeiro cenário estimulado, que incluiu um leque mais amplo de candidatos, Omar Aziz obteve 29,7% das intenções de voto. Em seguida, Roberto Cidade aparece com 21,4%, enquanto a Professora Maria do Carmo (PT) soma 19,5% e David Almeida registra 16,7%.
Outros nomes como Cabo Daciolo (Novo), Isael Munduruku (PSOL) e Gilberto Vasconcelos (PSTU) não ultrapassaram a marca de 5% individualmente. A parcela de eleitores que declarou voto em branco, nulo ou se mostrou indecisa totalizou 7,6% do universo pesquisado, um número que pode ser decisivo em um pleito apertado.
A análise demográfica revela nuances importantes sobre o apoio a cada candidato. Omar Aziz demonstra maior força entre os eleitores mais velhos, com 43% de preferência na faixa etária de 60 anos ou mais, e entre aqueles com ensino fundamental, onde atinge 32,4%. Já Roberto Cidade encontra seu melhor desempenho entre os mais jovens, liderando na faixa de 16 a 24 anos com 26,8%, e mantendo a mesma porcentagem entre os eleitores com ensino médio. David Almeida, por sua vez, tem seus índices mais expressivos entre os eleitores com ensino superior, alcançando 23,9%, e na faixa etária de 45 a 59 anos, com 21,6%. Essa distribuição de apoio por grupos demográficos indica que cada candidato possui bases eleitorais distintas, o que pode influenciar as estratégias de campanha e a busca por novos eleitores em diferentes segmentos da população amazonense.
As simulações de segundo turno reforçam a liderança de Omar Aziz, que se mostra vitorioso em todos os confrontos diretos propostos pela pesquisa. Contra o atual governador Roberto Cidade, o senador conquistaria 52,7% dos votos válidos, enquanto Cidade ficaria com 39,1%, uma diferença de 13,6 pontos percentuais. Nesse embate, 4,2% optariam por votos em branco ou nulos, e 4,1% se declararam indecisos.
Em uma disputa com David Almeida, Aziz manteria a dianteira com 51,8% dos votos, contra 36,2% do prefeito de Manaus. Neste cenário, os votos em branco e nulos somariam 7,1%, e 4,9% dos eleitores não souberam ou não quiseram opinar, o que demonstra uma parcela considerável de eleitores ainda a serem conquistados.
A vantagem se amplia ainda mais quando Omar Aziz é confrontado com a Professora Maria do Carmo. O senador alcançaria 63,5% dos votos válidos, contra 23,1% da petista, evidenciando uma grande disparidade. A alta taxa de brancos/nulos (8,4%) e indecisos (5,0%) nestes cenários de segundo turno sinaliza que, apesar das lideranças, há um contingente de eleitores que ainda não se sente completamente representado ou engajado com as opções apresentadas.
A pesquisa também abordou a rejeição dos candidatos, um fator crucial em qualquer eleição. Omar Aziz lidera este quesito, com 27,7% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum para governador. Este dado, embora contrastante com sua liderança nas intenções de voto, é comum para políticos com longa trajetória e alta visibilidade, que tendem a polarizar opiniões.
Na sequência, Cabo Daciolo registra 12,1% de rejeição, seguido pela Professora Maria do Carmo, com 9,5%. O governador Roberto Cidade apresenta uma rejeição de 8,5%, um índice relativamente baixo comparado aos principais concorrentes, o que pode indicar uma base de apoio mais estável ou menor antagonismo entre os eleitores.
A avaliação da administração do governador Roberto Cidade mostra uma divisão quase equitativa no eleitorado. Aproximadamente 49,8% dos entrevistados aprovam sua gestão, enquanto 45,4% a desaprovam. Uma pequena parcela de 4,8% não soube ou não quis opinar, reforçando a polarização de sentimentos em relação ao governo atual. Este equilíbrio na percepção da gestão é um elemento chave para entender o cenário político do Amazonas, onde a aprovação do atual mandatário pode influenciar diretamente o desempenho de seu grupo político nas próximas eleições.
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Paraná Pesquisas e registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-01118/2026. A metodologia envolveu a escuta de 1.350 eleitores, distribuídos em 38 municípios do estado do Amazonas. A abrangência geográfica e o número de entrevistados conferem robustez aos resultados apresentados.
A pesquisa possui uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que, se a pesquisa fosse repetida diversas vezes sob as mesmas condições, os resultados estariam dentro dessa margem em 95% das ocasiões. Tais parâmetros são essenciais para garantir a credibilidade e a validade estatística dos dados divulgados, oferecendo uma fotografia precisa do cenário eleitoral no momento da coleta.
Os resultados desta pesquisa delineiam um cenário político dinâmico e complexo no Amazonas, com Omar Aziz emergindo como o principal nome nas intenções de voto para o governo. A liderança do senador, tanto no primeiro quanto nos cenários de segundo turno, indica um forte reconhecimento e apoio por parte de uma parcela significativa do eleitorado.
A disputa pela segunda posição entre Roberto Cidade e David Almeida sugere que a campanha para as próximas eleições será intensa e focada na mobilização de suas respectivas bases. A capacidade de cada um em atrair os eleitores indecisos e aqueles que hoje optam por outros candidatos menores será determinante para consolidar uma posição no segundo turno.
A rejeição de Aziz, embora a mais alta, não parece ofuscar sua força eleitoral, um fenômeno comum em figuras políticas com vasta experiência. Este aspecto, no entanto, demandará atenção das equipes de campanha para mitigar percepções negativas e fortalecer os pontos positivos de sua trajetória.
A avaliação dividida da gestão de Roberto Cidade também é um fator a ser monitorado. Uma aprovação próxima da desaprovação pode indicar que o eleitorado está atento e crítico, e que os resultados de sua administração serão um pilar fundamental nos debates eleitorais vindouros. O panorama sugere que o Amazonas se prepara para um pleito com debates acalorados e estratégias bem definidas por parte dos principais atores políticos.