Dois coletivos foram alvos de incêndio criminoso na Rodovia Washington Luís (BR-040), na tarde de 23 de julho de 2026, nas proximidades de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias. O ato de vandalismo, que paralisou o tráfego na Baixada Fluminense, ocorreu durante uma manifestação popular motivada pela trágica morte de uma criança no Morro do Juramento, localizado no Rio de Janeiro.
Imagens amplamente divulgadas nas redes sociais mostravam um dos ônibus completamente em chamas em uma das faixas da rodovia. A poucos metros de distância, outro veículo também era consumido pelo fogo na pista oposta. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que os ataques levaram à interdição da via, mobilizando equipes no local.
#BalançoGeralRJ 🚁 Dois ônibus foram incendiados na Rodovia Washington Luís, em Santa Cruz da Serra, na Baixada Fluminense. O caso começou após um protesto e mobilizou a PRF, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
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— Record Rio (@record_rio) July 23, 2026
A interdição de uma das pistas no sentido Rio de Janeiro durou aproximadamente uma hora. Contudo, a PRF informou que ambas as faixas foram liberadas pouco depois, e o fluxo de veículos na importante via foi normalizado. Até o momento desta publicação, não havia informações sobre pessoas feridas ou detidas em conexão com os incidentes.
A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) detalhou que os coletivos pertenciam à Viação Trel, que operava a rota 486C (Central x Xerém), e à Viação União, da linha 46 (Ilha do Governador x Duque de Caxias).
Em comunicado oficial, a Semove manifestou seu repúdio aos atos de vandalismo e informou que os coletivos danificados não possuíam seguro, aumentando o prejuízo das operadoras. A federação ressaltou que colabora ativamente com as forças de segurança nas ações de prevenção e combate a esse tipo de crime.
A entidade estima que o custo acumulado pela reposição de ônibus destruídos em ocorrências semelhantes no estado, desde 2014, já ultrapassa a impressionante marca de R$ 373 milhões. Nesse período, um total de 440 veículos foram incendiados, evidenciando um problema crônico de segurança e prejuízo ao setor de transporte.
Cada perda de um ônibus, segundo a Semove, impede o transporte de aproximadamente 70 mil passageiros durante os seis meses necessários para a aquisição e regularização de um novo veículo. Essa interrupção gera um impacto direto e significativo na mobilidade urbana e na rotina diária da população.
A Semove esclareceu que os ataques aos ônibus foram uma resposta à morte de uma criança no Morro do Juramento. Este contexto é crucial para entender a dimensão da revolta e a escalada da violência que se manifestou na Rodovia Washington Luís, refletindo a tensão social e a busca por justiça por parte da comunidade afetada pela tragédia.