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Nova expedição ao Pacífico busca avião de Amelia Earhart com base em pista fotográfica inédita

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Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, prepara-se para uma expedição crucial ao Oceano Pacífico, confiantes de que podem estar à beira de resolver um dos mais persistentes mistérios da aviação do século XX: o desaparecimento da pioneira Amelia Earhart. A missão, prevista para outubro, visa encontrar os destroços de seu avião, o Lockheed 10-E Electra, na remota ilha de Nikumaroro.

Equipe ruma a ilha isolada após adiamento

Os pesquisadores, liderados pelo arqueólogo-chefe Richard Pettigrew, diretor executivo do Instituto do Legado Arqueológico (ALI), expressaram grande otimismo sobre a empreitada. A jornada para Nikumaroro, uma ilha controlada pelo Kiribati, havia sido inicialmente agendada para o ano passado, mas precisou ser postergada devido à severidade da temporada de ciclones na região. Pettigrew afirmou ao “USA Today” estar “muito confiante” e “muito empolgado” com as perspectivas da nova busca.

Novas fotos podem desvendar o mistério sobre o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart 88 anos atrás — Foto: Reprodução/Purdue University; Reprodução/heritagetac.org Crédito: Extra.globo.com

Fotografias aéreas de 1938 revelam objeto intrigante

A renovada esperança em torno da localização da aeronave de Earhart e seu navegador, Fred Noonan, surge a partir da análise de fotografias aéreas capturadas em 1938. As imagens revelam uma “anomalia misteriosa” submersa em uma lagoa na ilha de Nikumaroro, situada entre o Havaí e Fiji. Este estranho objeto metálico, que foi apelidado de “Objeto Taraia”, é considerado um indício bastante robusto de que o lendário avião de Amelia Earhart pode, de fato, estar ali, a apenas um ano de seu desaparecimento em 1937.

A Universidade de Purdue, instituição à qual os arqueólogos estão vinculados, anunciou que essas imagens reforçam significativamente a crença de que o enigma do paradeiro da aviadora está próximo de ser desvendado. Encontrar a aeronave não seria apenas a solução de um mistério, mas um marco histórico, como ressaltou Pettigrew, que há anos sustenta a teoria de que Nikumaroro guarda a chave para o destino de Amelia.

O legado de Amelia Earhart e a importância da descoberta

O desaparecimento de Amelia Earhart, uma das mais célebres aviadoras de todos os tempos, transcende a mera curiosidade histórica. Ela foi uma figura emblemática da coragem e da quebra de barreiras para as mulheres na aviação, sendo a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico. A resolução deste mistério não apenas preencheria uma lacuna de 88 anos na história, mas também solidificaria seu lugar no panteão dos grandes exploradores, possivelmente revelando os detalhes finais de sua audaciosa tentativa de circunavegação do globo. A descoberta forneceria um fechamento para uma saga que capturou a imaginação de milhões e inspirou gerações.

Especialistas dividem-se entre otimismo e cautela

Embora a comunidade de especialistas em aviação esteja intrigada com a nova expedição, uma dose de cautela persiste. Dorothy Cochrane, curadora aposentada do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, expressou sua convicção de que Earhart e Noonan estavam mais próximos da Ilha Howland, baseando-se em registros históricos. Rachel Hartigan, autora e observadora de longa data do caso, adicionou uma nota de prudência: “Seria incrível se encontrassem algo. Mas já houve muitas pistas promissoras que não deram em nada”. A expedição, portanto, carrega a esperança de finalmente superar as decepções do passado e trazer à luz a verdade sobre o voo final de Amelia Earhart.