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Músico com amputação dupla escala monte de 158 metros para apoiar acessibilidade na indústria da música

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O músico e ativista Mark Antony Humphries, conhecido artisticamente como Kray-Z Legz, realizou uma notável proeza física na Inglaterra, escalando de quatro o famoso pico Glastonbury Tor, que se eleva a 158 metros de altura. O desafio, cumprido em 26 de junho, teve como objetivo principal angariar fundos e visibilidade para a organização Levelling the Field (LTF), uma entidade dedicada a promover a inclusão de pessoas com deficiência no cenário musical. Até o momento, a iniciativa já arrecadou o equivalente a aproximadamente R$ 7 mil.

A exigente ascensão ao Glastonbury Tor

A jornada de Humphries até o cume do Glastonbury Tor, localizado em Somerset, foi marcada por um esforço físico intenso. Utilizando apenas a força dos braços e o arrasto do corpo, ele superou a inclinação do terreno até alcançar a Torre de São Miguel, uma estrutura histórica e sem teto que coroa o famoso monte. A escalada simbolizou a superação de barreiras, ecoando a própria missão da causa que ele defende.

Mark Antony Humphries no Glastonbury Tor — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com

A trajetória pessoal de Mark Antony Humphries

Com 37 anos, o músico, que já colaborou com grandes nomes da música como Snoop Dogg, tem uma história de vida marcada por desafios. Nascido com espinha bífida, uma má-formação na coluna vertebral que afetou o movimento de suas pernas, ele dependeu de cadeira de rodas desde a infância. A pressão constante sobre os membros inferiores resultou no desenvolvimento de úlceras severas.

A evolução dessas feridas para uma infecção grave culminou na necessidade de amputação de ambas as pernas, uma medida preventiva contra um choque séptico. Apesar das adversidades, Mark encontrou na música e no ativismo um caminho para inspirar e advogar por um mundo mais inclusivo.

Levelling the Field: Promovendo a inclusão na música

O propósito de Mark ao enfrentar o Glastonbury Tor transcende a performance individual; ele busca holofotes para a Levelling the Field (LTF), uma iniciativa que ele próprio mentorou em 2025. A organização se dedica a criar um ambiente mais acessível e equitativo na indústria musical para artistas com deficiência.

Humphries ressalta a importância do trabalho da LTF, destacando as dificuldades que ele próprio enfrentou devido à falta de acessibilidade em muitos locais e eventos. Para ele, a experiência pessoal é um motor para a mudança, evidenciando a necessidade de apoio a projetos que facilitam o acesso e o desenvolvimento de talentos com deficiência.

A LTF oferece um programa abrangente para seus estagiários, que inclui:

  • Cursos remunerados de desenvolvimento de carreira.
  • Oportunidades de experiência prática em grandes festivais de música ao vivo, abrangendo gestão de palco, contato com artistas e produção de eventos.
  • Sessões de mentoria individualizada para orientação profissional.
  • Treinamento em Língua Gestual Britânica para promover a comunicação e inclusão.

A mensagem de Mark é clara: “Como artista com deficiência física, compreendo o quão desafiador é navegar na indústria da música, já que a maioria dos espaços e eventos ainda não são acessíveis a todos. É por essa razão que faço questão de apoiar a LTF, para que eles possam continuar seu trabalho transformador”, afirmou ele, reforçando a relevância do projeto.