
Sarah Belle quer ter a menor cintura do mundo — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com
Uma moradora de Portland, Oregon, nos Estados Unidos, dedicou-se a uma meta singular: alcançar a cintura mais estreita do mundo. Sarah Belle, de 50 anos, utiliza um espartilho por até 24 horas diárias, inclusive durante o sono e atividades físicas, com o objetivo de superar a marca histórica de 38 centímetros, registrada no Guinness Book.
A jornada de Sarah com os espartilhos teve início em 2012, quando buscava uma solução para problemas de má postura, decorrentes de anos curvada sobre projetos artísticos e trabalhos criativos. Contudo, o que começou como um “tratamento” rapidamente evoluiu para uma paixão estética, com Sarah fascinada pela silhueta marcante que as peças podiam moldar.
Ela descreve seu método como um “treino de cintura”, uma prática que exige disciplina constante. Sarah dorme com o espartilho e o mantém mesmo ao sair para correr, chegando a percorrer distâncias de até 4,8 quilômetros. Embora não realize todos os seus treinos de maratona com a peça apertada, ela opta por um modelo mais folgado para os exercícios intensos, demonstrando a adaptabilidade de sua rotina.
Desde que iniciou essa rotina, Sarah Belle conseguiu reduzir sua cintura de 68 centímetros para 58 centímetros. Apesar do progresso notável, ela ainda considera a medida “insatisfatória” em sua busca pelo recorde. O objetivo é superar a marca de Cathie Jung, que atingiu os impressionantes 38 centímetros, e se aproximar de Ethel Granger, que detém o recorde de menor cintura já registrada em uma pessoa de estatura normal, com apenas 33 centímetros, alcançados entre 1929 e 1939.
A dedicação a essa transformação física, que envolve o uso quase ininterrupto de uma peça de vestuário por anos, ressalta a intensidade com que alguns indivíduos perseguem padrões estéticos ou recordes. O ‘porquê isso importa’ reside na compreensão da tenacidade e da redefinição dos limites do corpo humano, mesmo que sob controvérsia, por meio de práticas como o “treino de cintura”, que remetem a épocas passadas onde a silhueta era moldada por tais artifícios.
Um aspecto notável da jornada de Sarah Belle é que ela mesma confecciona os espartilhos que utiliza em seu “treino”. Além de fabricar as peças para seu uso pessoal, ela também as vende para outras mulheres, transformando sua paixão em um ofício. Essa habilidade artesanal adiciona uma camada de personalização e controle sobre o processo de modelagem de sua cintura.
Sua persistência em diminuir ainda mais a medida, apesar das reduções já conquistadas, demonstra um comprometimento profundo com seu objetivo, ecoando a determinação de outros recordistas em diversas áreas. A busca pela cintura mais fina transcende a mera estética para se tornar um projeto de vida e superação pessoal.