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Desenvolvedores independentes e a NVIDIA estão travando uma disputa tecnológica acerca da funcionalidade de Geração Múltipla de Quadros do DLSS, especificamente em relação às placas de vídeo GeForce RTX 40, baseadas na arquitetura Ada Lovelace. Este embate destaca a tensão entre as restrições impostas pela fabricante e a busca da comunidade por otimização de desempenho.
A capacidade de produzir múltiplos frames foi ativada nesses hardwares depois que especialistas em programação conseguiram extrair dados essenciais do jogo NBA 2K27. Essa adaptação experimental permitiu que o recurso operasse de imediato nos modelos RTX 4080 e RTX 4090, surpreendendo muitos usuários.
Análises subsequentes indicaram que até mesmo modelos de placas das séries RTX 20 e RTX 30 conseguiam executar rotinas do DLSS 5, embora com um desempenho consideravelmente limitado em comparação às gerações mais recentes.
A NVIDIA, por sua vez, mantém o suporte oficial para a Geração Múltipla de Quadros restrito à vindoura linha RTX 50, limitando as placas Ada Lovelace à duplicação de quadros em 2X. Em resposta às modificações da comunidade, a empresa lançou uma atualização visando desativar o método.
Contudo, uma nova intervenção técnica por parte dos modders conseguiu anular essa barreira, liberando multiplicadores de 3X e 4X para as placas GeForce RTX 40. Essa ferramenta desenvolvida pela comunidade opera diretamente com o código original da NVIDIA, projetado para renderização por inteligência artificial, sem recorrer a alternativas como o gerador de quadros da AMD ou programas como o Lossless Scaling.
Apesar da eficácia demonstrada, o suporte para essa funcionalidade permanece bloqueado oficialmente pela fabricante, indicando uma postura de não reconhecimento das adaptações feitas pelos usuários.
Os primeiros testes práticos foram conduzidos no popular título Cyberpunk 2077, confirmando a efetividade da modificação em tempo real. A intervenção aplica ajustes na alocação de memória para forçar a execução das instruções do módulo DLSS-G diretamente nos núcleos de processamento da arquitetura Ada Lovelace.
Apesar de variações na latência e na estabilidade observadas entre as arquiteturas Ada Lovelace e Blackwell, os processadores gráficos da série RTX 40 demonstraram capacidade física para implementar o recurso, mesmo sem o aval da NVIDIA. Isso levanta questões sobre a segmentação de recursos por parte da empresa.
A lista de jogos utilizados pelos usuários para testar a funcionalidade abrangeu produções com elevada demanda gráfica. Títulos como Cyberpunk 2077 e NBA 2K27 foram cruciais para as primeiras validações técnicas da ferramenta desenvolvida pela comunidade.
A NVIDIA reagiu novamente, distribuindo a versão 310.9 do provedor DLSS-G através de seu sistema de atualizações automáticas. Este pacote alterou a estrutura dos descritores e renomeou o kernel temporal do sistema, com o objetivo de desativar o desbloqueio que estava ativo nas placas RTX 40.
Usuários que atualizaram os arquivos do sistema por meio do aplicativo NVIDIA App prontamente reportaram a perda da capacidade de geração estendida de quadros, confirmando a eficácia da contramedida da fabricante.
Em uma resposta ágil, os desenvolvedores da comunidade lançaram a versão 0.4 do projeto, restabelecendo a compatibilidade com o provedor 310.9. O ajuste corrigiu a marcação temporal na arquitetura Ada Lovelace, eliminando instabilidades no ritmo de quadros e imagens duplicadas nos modos 3X e 4X.
A biblioteca gráfica mais recente da empresa voltou a habilitar a Geração Múltipla de Quadros no hardware da RTX 40 logo após a breve interrupção, demonstrando a resiliência da solução comunitária.
A ativação dessa tecnologia na família RTX 40, contudo, permanece sem qualquer respaldo contratual ou garantia de funcionamento pleno por parte da fabricante. Os consumidores não têm acesso às rotinas de verificação ou à assistência técnica que seriam oferecidas para a linha RTX 50, o que é um risco. A agilidade da comunidade em adaptar-se às mudanças no módulo DLSS-G comprova a viabilidade técnica de rodar o código proprietário nos chips Ada Lovelace, evidenciando que a restrição do recurso é mais uma decisão comercial da empresa do que uma limitação de hardware, afetando diretamente a experiência do usuário e o valor percebido de seus investimentos em tecnologia.
Os repositórios públicos na plataforma GitHub continuam a registrar atualizações frequentes desenvolvidas para os proprietários de placas GeForce. A celeridade com que esses códigos são enviados supera a velocidade de publicação dos comunicados oficiais sobre a tecnologia.