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Nesta terça-feira (6), a capital argentina, Buenos Aires, se prepara para um momento histórico no futebol mundial. Lionel Messi fará sua última aparição com a camisa da seleção nacional em um amistoso internacional contra Benim, agendado para as 20h no Estádio Monumental de Núñez. Este confronto marca o desfecho de uma trajetória de 21 anos do craque pela equipe principal, uma despedida que encerra a atual Data Fifa para os sul-americanos e será transmitida ao vivo pelos canais sportv e ge tv.
A demanda por assentos no estádio do River Plate foi extraordinária, com todas as 85 mil entradas disponibilizadas para a venda online esgotando-se em meros 90 minutos. Os valores dos bilhetes variavam entre 90 mil e 480 mil pesos argentinos, o que corresponde a aproximadamente R$ 308 a R$ 1.640, evidenciando o alto interesse dos fãs em testemunhar o evento. Para a ocasião, a Associação do Futebol Argentino (AFA) preparou um uniforme especial, adornado com detalhes dourados, referências ao Sol de Maio e símbolos que celebram as mais de duas décadas de dedicação do atacante à seleção.
O treinador Lionel Scaloni optou por poupar o astro nos dois primeiros amistosos deste período internacional. A Argentina conquistou vitórias expressivas contra a Bolívia por 4 a 0 em Córdoba e goleou a equipe sub-23 de Burkina Faso por 7 a 0, assegurando que Messi estivesse em plenas condições físicas para sua derradeira partida. Como parte de uma transição planejada na liderança do grupo, Scaloni definiu que o zagueiro Cristian Romero assumirá o posto de primeiro capitão definitivo da seleção argentina após o término deste ciclo, com o goleiro Dibu Martínez sendo nomeado como segundo capitão.
A jornada do camisa 10 pela equipe nacional começou em agosto de 2005 e foi marcada por períodos de intensa pressão e expectativa. Após amargar derrotas em finais da Copa do Mundo de 2014 e nas edições da Copa América em 2015 e 2016, Messi chegou a anunciar uma breve aposentadoria da seleção. Essa decisão, no entanto, foi revertida após uma onda de apelos populares e de companheiros de equipe.
A reformulação iniciada em 2018 sob a batuta de Lionel Scaloni virou a página dessa história. O novo ciclo culminou com a quebra de um jejum de 28 anos sem títulos da seleção principal na Copa América de 2021, em uma vitória histórica contra o Brasil. O ápice veio com o título da Copa do Mundo do Catar em 2022, seguido pelo bicampeonato continental em 2024 e o vice-campeonato mundial em 2026, solidificando seu legado como um dos maiores da história do futebol.
A equipe visitante de Benim desembarcou em Buenos Aires ciente do clima festivo, mas com o foco voltado para uma exibição esportiva de alto nível. O atacante Steve Mounié, capitão da seleção beninense, expressou que o grupo vê o evento como uma oportunidade ímpar para se destacar. “Chegamos à partida como uma celebração e com a ambição de que o mundo nos veja. Mas não vamos jogar simplesmente como um amistoso, queremos mostrar que podemos jogar futebol, porque é um grande cenário. O mundo todo vai assistir a esta partida”, declarou Mounié.
Na meta adversária, o goleiro Marcel Dandjinou assegurou em entrevista que fará o possível para defender qualquer finalização, incluindo cobranças de pênalti, ressaltando que nenhum atleta profissional oferece facilidades em campo. O apito inicial em Buenos Aires marcará o 208º jogo de Lionel Messi pela seleção da Argentina, encerrando formalmente sua presença em campo pela equipe nacional.