
Mergulhador chinês é preso na Indonésia após matar com arpão tartaruga ameaçada de extinção — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com
Autoridades indonésias prenderam um instrutor de mergulho chinês sob a acusação de caçar ilegalmente uma tartaruga-de-pente, espécie em risco de extinção, utilizando um arpão. O homem, que teria cozinhado e consumido o animal em um jantar registrado em redes sociais, foi detido no Aeroporto Internacional Sultan Hasanuddin, na Indonésia.
A sequência de eventos, datada entre 9 e 11 de setembro, foi capturada em vídeo, tornando-se uma peça chave na investigação. As gravações mostram o indivíduo perseguindo o réptil marinho, que descansava próximo a uma formação de coral em Piaynemo, no leste da Indonésia.
A abordagem, feita de forma furtiva, culmina com um disparo de arpão à queima-roupa, atingindo o pescoço da tartaruga. O animal, visivelmente ferido, exibe sinais de sofrimento e debate-se na água, em cenas que geraram grande comoção após a divulgação das imagens.
A ação ocorreu na região de Piaynemo, localizada no leste da Indonésia, gerando indignação generalizada entre moradores e defensores do meio ambiente. A legislação indonésia proíbe a caça de tartarugas marinhas desde 1999, e a pesca com arpão é especificamente vedada na Zona de Proteção Marinha de Raja Ampat, onde o incidente aconteceu.
A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) é classificada como criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Sua importância para os ecossistemas marinhos é inestimável; esses animais desempenham um papel vital na saúde dos recifes de coral, alimentando-se de esponjas que, se não controladas, podem sufocar os corais. A diminuição de sua população impacta diretamente a biodiversidade e o equilíbrio dos oceanos, tornando a caça uma infração grave não apenas legalmente, mas ambientalmente.
A identidade do suspeito foi confirmada como Wei Shang, um instrutor de mergulho de nacionalidade chinesa. Ele foi interceptado por oficiais de imigração indonésios em 14 de setembro, no Aeroporto Internacional Sultan Hasanuddin, enquanto tentava embarcar em um voo com destino a Kuala Lumpur, na Malásia. As autoridades o apontam como o protagonista do vídeo chocante.
Apesar das evidências em vídeo, Wei Shang refuta as acusações, negando ser a pessoa filmada durante a caça. O processo de investigação segue em andamento para apurar todos os detalhes do ocorrido.
O episódio provocou uma onda de protestos e discussões nas plataformas digitais. A repercussão nas redes sociais foi intensa, com um vídeo do episódio viralizando rapidamente. Um dos comentários, amplamente compartilhado, ressaltava: “Tartarugas marinhas são um patrimônio vital para o ecossistema marinho indonésio, não um alvo para caça ou um mero alimento pessoal!”.
O caso serve como um lembrete contundente sobre a necessidade de fiscalização e conscientização para a proteção da vida marinha, especialmente em áreas de alta biodiversidade como Raja Ampat, onde a conservação é fundamental para o planeta.