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Mercedes iguala recorde histórico da Ferrari em vitórias na Fórmula 1 com triunfo de Kimi Antonelli

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A categoria máxima do automobilismo testemunhou um marco significativo recentemente, quando a Mercedes ampliou seu impressionante currículo de vitórias com o desempenho de Kimi Antonelli no Grande Prêmio da Espanha de 2026. Este feito impulsionou a montadora alemã para uma posição de destaque, lado a lado com a equipe mais icônica da história da Fórmula 1 em termos de sucesso de suas unidades de potência.

Embora a Ferrari seja inegavelmente um ícone, reconhecida por seus carros vermelhos vibrantes e uma constelação de pilotos lendários, a Mercedes alcançou a escuderia italiana no topo da lista dos fabricantes de motores mais vitoriosos. A conquista foi selada pela vitória de Kimi Antonelli no circuito espanhol, ressaltando o domínio recente da marca na era moderna da F1.

Crédito: Formula1.com

Desde esses dois gigantes do automobilismo até empresas que já não existem, como a Coventry Climax e a BRM, o levantamento detalhado a seguir apresenta os dez principais produtores de motores que mais triunfaram na Fórmula 1 ao longo dos seus 76 anos de história.

A trajetória vitoriosa da Ferrari na Fórmula 1

A Ferrari, um nome sinônimo de Fórmula 1, participa da temporada inaugural desde 1950 e manteve uma presença ininterrupta na competição. Ao longo das décadas, a equipe de Maranello desfrutou de um sucesso estrondoso, impulsionada por pilotos lendários como Alberto Ascari, Niki Lauda e Michael Schumacher, que se tornaram figuras centrais em sua gloriosa história.

Com seus próprios propulsores, a Scuderia acumulou um extraordinário total de 251 vitórias. A 250ª dessas conquistas foi celebrada por Charles Leclerc no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2026. Curiosamente, uma vitória adicional veio em 2008, quando Sebastian Vettel triunfou pela primeira vez com a Toro Rosso, então uma equipe cliente da Ferrari, demonstrando a abrangência e impacto de sua engenharia além de seu próprio time principal.

Remontando ainda mais na história, o primeiro triunfo da Ferrari em um Grande Prêmio foi alcançado por José Froilán González, carinhosamente conhecido como “O Touro dos Pampas”. O piloto argentino integrou a equipe em cinco etapas de 1951, garantindo pódios em todas elas, incluindo a vitória memorável em Silverstone, que marcou o início de uma era de sucesso sem precedentes.

A ascensão e retorno triunfal da Mercedes

A Mercedes teve uma participação inicial breve na Fórmula 1, competindo apenas nas temporadas de 1954 e 1955 antes de um longo hiato. A marca retornou ao esporte na metade dos anos 1990, inicialmente como fornecedora de motores para equipes como Sauber e McLaren, expandindo posteriormente sua lista de clientes para incluir Brawn GP e Racing Point.

Durante sua primeira fase na F1, a montadora alemã conquistou dois Campeonatos de Pilotos com o lendário Juan Manuel Fangio. Contudo, suas mais notáveis realizações na era moderna como fornecedora de unidades de potência são atribuídas a Mika Hakkinen, campeão mundial pela McLaren em 1998 e 1999, Jenson Button, que levou a Brawn GP ao título em 2009, e, de forma mais proeminente, à reentrada completa da própria Mercedes na categoria em 2010 como construtora.

Apesar de seu retorno como equipe de fábrica com pilotos de renome como Michael Schumacher e Nico Rosberg, a Mercedes levou dois anos para registrar sua primeira vitória e mais dois para garantir seu primeiro título mundial. Essa fase de adaptação foi crucial para o sucesso que viria.

Após essa fase inicial, Lewis Hamilton juntou-se à equipe e foi responsável por impressionantes 85 das vitórias totais da Mercedes. Além dele, pilotos como Nico Rosberg, Kimi Antonelli, Valtteri Bottas e George Russell também contribuíram significativamente para o recorde de triunfos da escuderia, consolidando sua posição como uma das forças dominantes da Fórmula 1 contemporânea.

Cosworth DFV: O motor que dominou uma era

O motor Cosworth DFV é amplamente considerado um dos propulsores mais influentes e dominantes já vistos na Fórmula 1. Ele impulsionou carros de equipes como Team Lotus, Brabham, Tyrrell e Williams a 155 vitórias, tornando-se a escolha preferencial para qualquer equipe que não fabricava seus próprios motores entre as décadas de 1960 e 1980. Sua popularidade e desempenho o transformaram em um pilar da categoria.

A primeira vitória do DFV foi conquistada por Jim Clark no Grande Prêmio da Holanda de 1967, onde ele realizou uma recuperação espetacular do oitavo para o primeiro lugar com o Lotus 49. Contudo, o verdadeiro indicativo de seu sucesso avassalador reside no fato de que todas as corridas das temporadas de 1969 e 1973 foram vencidas por carros equipados com motores DFV, um feito inigualável que sublinha o impacto democratizador deste motor para equipes independentes.

Com a transição para a era turbo, a Ford Cosworth foi compelida a inovar, resultando em variantes posteriores do motor que adicionaram mais 21 vitórias ao seu impressionante total. Essas conquistas foram predominantemente alcançadas por equipes como Benetton e McLaren. A última vitória do motor Cosworth foi registrada por Giancarlo Fisichella no Grande Prêmio do Brasil de 2003, pilotando um Jordan.

A inovação e as múltiplas fases da Renault na F1

Ao abordar a história dos motores turboalimentados na Fórmula 1, é impossível não mencionar a Renault. A montadora francesa foi pioneira no uso regular dessa tecnologia. Após duas temporadas marcadas por uma fiabilidade agonizantemente baixa – levando 14 corridas para completar sua primeira prova – o ano de 1979 finalmente trouxe o avanço tão aguardado e necessário para a equipe.

Jean-Pierre Jabouille, que havia suportado pacientemente todos os abandonos anteriores, garantiu a vitória no Grande Prêmio da França daquele ano. No entanto, foi a chegada de Alain Prost em 1981 que verdadeiramente desvendou o potencial da Renault. Após três anos e nove triunfos, a equipe de fábrica entrou em declínio com a saída de Prost, culminando em sua retirada da categoria em 1986.

Ironicamente, a Renault alcançou um sucesso ainda maior após a proibição dos motores turbo em 1989, quando começou a fornecer unidades de potência para a Williams. Colaborações subsequentes com Benetton e Red Bull impulsionaram seu número total de vitórias para 169. Esteban Ocon conquistou a última dessas vitórias no Grande Prêmio da Hungria de 2021, demonstrando a adaptabilidade e o valor de sua engenharia.

A Renault, mais uma vez, encerrou sua participação oficial na Fórmula 1 ao final da temporada de 2025. Essa decisão levou a equipe Alpine a migrar da fabricante francesa para a Mercedes, adotando os novos regulamentos de motores que entrarão em vigor a partir de 2026, marcando mais uma mudança estratégica no cenário da F1.

A presença intermitente e os picos de sucesso da Honda

Assim como a Renault, a Honda teve uma trajetória um tanto descontínua na Fórmula 1, com sua primeira incursão em 1964. A montadora japonesa encontrou sucesso rapidamente ao desenvolver seu próprio motor e chassi, culminando na vitória de Richie Ginther no Grande Prêmio do México de 1965, um feito notável para a época.

Após um período de foco nos carros de produção, a empresa retornou como fornecedora de motores para diversas equipes, incluindo Spirit, Williams, Lotus, McLaren e Tyrrell, entre 1983 e 1992. Embora nem todas as equipes recebessem o mesmo nível de suporte de fábrica, pilotos como Nigel Mansell, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost comprovaram a capacidade da Honda de fornecer propulsores imbatíveis, estabelecendo uma era de ouro para a marca.

No entanto, a Honda retirou-se novamente por razões financeiras, antes de adquirir a BAR, que se transformou na Brawn GP após mais uma saída abrupta da Honda em meio à crise econômica de 2008. Finalmente, a empresa desfrutou de uma parceria extremamente frutífera com a Red Bull a partir de 2019, com Max Verstappen garantindo sua primeira vitória na era dos motores V6 turbo-híbridos, reafirmando sua capacidade de retorno e sucesso.

Ao longo de quatro períodos distintos na Fórmula 1, a Honda acumulou um total de 89 vitórias. O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2021 marcou o último triunfo registrado sob sua bandeira oficial. Contudo, essa não foi a despedida definitiva da Honda da F1, com indicações de futuras colaborações e envolvimentos que prometem manter a marca presente no cenário do automobilismo.

Coventry Climax: Da evolução ao domínio nos anos 50 e 60

A Coventry Climax, uma empresa com raízes na fabricação de motores desde o início do século XX, só fez sua estreia em carros de corrida na década de 1950. Embora Stirling Moss tenha conquistado a primeira vitória da marca no Grande Prêmio da Argentina de 1958, ficou evidente que o motor padrão de 2 litros não possuía a potência necessária para competir consistentemente com os rivais mais fortes da categoria.

A situação mudou drasticamente em 1959, quando uma versão aprimorada de 2.5 litros levou Jack Brabham ao Campeonato Mundial. Este motor demonstrou ser extremamente valioso em chassis de equipes como Lotus, Cooper, Brabham e Lola, acumulando um total de 40 Grandes Prêmios vencidos entre 1958 e 1965, consolidando a Coventry Climax como uma força a ser reconhecida.

A despedida da Coventry Climax da Fórmula 1 foi em grande estilo, com Jim Clark assegurando o título de 1965, em seu terceiro e último Grand Slam da carreira no Grande Prêmio da Alemanha, marcando um final glorioso para a trajetória da empresa no esporte a motor.