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Menino de 3 anos passa por múltiplas cirurgias após ataque em jaula de crocodilos na Inglaterra

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Um garoto de apenas três anos está em processo de recuperação intensiva após ter sido gravemente atacado por crocodilos no zoológico Johnsons of Old Hurst, em Cambridgeshire, Inglaterra. O incidente, ocorrido em 18 de junho, envolveu a suposta ação de um homem que teria impulsionado a criança para dentro do cercado dos animais, resultando em múltiplas lesões e sete cirurgias até o momento.

Detalhes do Ataque e Resgate Imediato

A criança visitava o parque com seus pais quando um homem de 30 anos, diagnosticado com deficiência intelectual, teria se aproximado e arremessado o menino na direção do recinto que abrigava doze crocodilos. Rapidamente, funcionários do zoológico que testemunharam o ocorrido agiram para resgatar a vítima, que foi prontamente levada ao Hospital Addenbrooke’s, localizado nas proximidades.

A criança foi atacada por 12 crocodilos — Foto: David Gray | AFP Crédito: Extra.globo.com

O estado do menino era crítico ao chegar ao centro médico, apresentando ferimentos extensos. Ele sofreu mordidas nos braços, pescoço, cabeça e rosto, além de múltiplas fraturas ósseas, evidenciando a brutalidade do ataque.

A Complexa Recuperação e o Apoio Familiar

Os pais do garoto descreveram as primeiras doze horas após o incidente como as mais terríveis de suas vidas. Eles relataram ter assinado documentos de consentimento que incluíam a possibilidade de reanimação e até mesmo amputação de membros, diante da gravidade dos ferimentos. Felizmente, não foi necessário amputar nenhuma parte do corpo da criança, mas uma das cirurgias mais complexas envolveu a reconstrução de um dos braços.

Para restaurar a funcionalidade do braço esquerdo, foi preciso remover um nervo da perna do menino e transplantá-lo. A família criou uma página online para arrecadar fundos e custear o tratamento hospitalar, já tendo acumulado mais de R$ 462 mil em doações. Eles expressaram gratidão pela evolução do filho: “Quatro semanas depois, o garotinho travesso que tanto amamos está conversando com as enfermeiras, brincando com os pés e sorrindo novamente. Estamos impressionados com o quanto ele evoluiu”, afirmaram.

A expectativa da família é que esta tenha sido a última intervenção cirúrgica por ora e que, em breve, o menino possa retornar para casa. Contudo, eles reconhecem que um longo caminho de reabilitação física e psicológica o aguarda, motivo pelo qual ambos os pais se afastaram temporariamente de seus empregos para dedicar-se integralmente ao acompanhamento do filho.

As Implicações Legais e a Investigação sobre o Suspeito

O homem suspeito de empurrar a criança foi detido sob a acusação de tentativa de homicídio. No entanto, ele foi liberado após o pagamento de fiança. A Polícia Civil local informou que o indivíduo foi “considerado inapto para ser interrogado”, e que não possui qualquer vínculo com o menino ou sua família. Este aspecto da investigação sublinha a complexidade de casos envolvendo pessoas com deficiência intelectual, onde a capacidade de discernimento e a responsabilidade legal são avaliadas de forma específica.

Embora a administração do zoológico não esteja sendo investigada criminalmente pelo incidente, os tutores do homem com deficiência intelectual estão sob apuração. O Conselho do Condado de Norfolk iniciou um inquérito para verificar se o suspeito sofreu abusos ou negligência enquanto estava sob a supervisão de seus cuidadores, adicionando uma camada de investigação sobre as condições de amparo e responsabilidade.

Posicionamento da Direção do Zoológico

Em nota oficial, Andy e Tracey Johnson, proprietários do Johnsons of Old Hurst, manifestaram-se sobre o ocorrido. “Fomos alertados sobre relatos de que uma criança teria sido jogada em um dos recintos de crocodilos na Casa Tropical. Todos que estavam presentes naquele dia agiram com incrível rapidez e determinação”, declararam.

Eles destacaram a eficiência da equipe: “Poucos minutos após o primeiro contato via rádio, a criança já havia sido resgatada do recinto e estava recebendo os primeiros socorros. Estamos imensamente orgulhosos de nossa equipe, que respondeu sem hesitar e fez tudo o que pôde para ajudar e apoiar a criança até que os serviços de emergência assumissem o controle da situação”, concluíram os proprietários, ressaltando o preparo e a dedicação dos funcionários em uma situação de tamanha emergência.