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Maestro é Flagrado Assediando Cantora em Ensaio no Peru; Vídeos Forçam Demissão e Investigação

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Imagens de câmeras de segurança revelaram um maestro de orquestra assediando sexualmente uma cantora em Lima, no Peru, durante um ensaio. O incidente, que inicialmente não resultou em ação por parte da instituição, ganhou repercussão após a divulgação dos vídeos nas redes sociais, levando à demissão do agressor e ao início de um processo judicial que pode culminar em uma pena de até 17 anos de prisão.

Vídeos Capturam Comportamento Inaceitável do Maestro

Os registros visuais mostram César Sánchez Chavesta, maestro da Orquestra La Bella Luz, abordando Naldy Saldaña, de 26 anos, em duas ocasiões distintas. A primeira sequência exibe a cantora saindo de um banheiro e sendo interceptada por Chavesta, que se lança sobre ela e a agarra. Apesar da clara tentativa de Naldy de se afastar, o maestro persiste em sua investida. Um segundo vídeo reitera o padrão de assédio, com Chavesta novamente se aproximando da artista, que consegue se desvencilhar e deixar o local.

Denúncia Imediata e a Falha na Resposta Institucional

Naldy Saldaña agiu prontamente, registrando um boletim de ocorrência em 18 de junho, um dia após os incidentes. A cantora esperava que a Orquestra La Bella Luz tomasse medidas disciplinares contra o maestro. No entanto, apesar da gravidade da denúncia e das evidências em vídeo, a instituição permaneceu inerte. Sem o apoio esperado, Naldy permaneceu no grupo por mais um mês antes de decidir se desligar, sentindo-se desamparada pela orquestra. Esse tipo de inação institucional é, infelizmente, um padrão comum em casos de assédio, onde a vítima é muitas vezes desestimulada a buscar justiça.

Impacto das Redes Sociais e Desdobramentos Legais

A situação mudou drasticamente somente após as imagens dos assédios serem amplamente compartilhadas em plataformas digitais. A pressão pública gerada pela viralização dos vídeos compelou a direção da Orquestra La Bella Luz a finalmente agir, resultando na demissão de César Sánchez Chavesta. O caso agora está sob análise da Justiça peruana. De acordo com informações do site Infobae, Chavesta pode enfrentar uma condenação de até 17 anos de reclusão. As circunstâncias do crime, como o ambiente de trabalho, a relação de dependência hierárquica entre agressor e vítima, e a dificuldade de Naldy em escapar da situação, são consideradas agravantes cruciais para a pena.

Apoio Familiar e Busca por Justiça Ampla

A investigação criminal está em andamento, e as autoridades buscam determinar se Chavesta cometeu atos semelhantes contra outras pessoas, um procedimento comum em casos de assédio para identificar possíveis múltiplos agressores e proteger outras vítimas. Gerardo Saldaña, pai de Naldy, viajou a Lima para oferecer suporte à filha e expressou sua profunda indignação. “É uma situação muito grave, mas não ficará impune. É muito doloroso para nós”, afirmou. A mãe da cantora, Dermelina Toro, relatou que Naldy a procurou chorando no mesmo dia do ocorrido, destacando a coragem da filha em denunciar, apesar da dificuldade. “Ela esperava que a orquestra tomasse alguma providência e a defendesse, mas não o fizeram. Ela estava reunindo coragem para falar sobre o que estava acontecendo com ela, porque não é fácil”, concluiu.