
Malia Nummerdor arrecada fundos para sua batalha judicial em processo de zoofilia — Foto: Reprodução/Redes Sociais Crédito: Extra.globo.com
Uma mulher da Flórida, identificada como Malia Nummerdor, enfrenta sérias acusações de zoofilia após ser supostamente flagrada pelo marido em um ato obsceno com seu próprio cão. Apesar da gravidade do caso, a repercussão nas redes sociais surpreendeu as autoridades, com a mulher ganhando apoio e uma campanha de arrecadação de fundos lançada para cobrir despesas judiciais e necessidades imediatas.
Malia Nummerdor, de 38 anos, foi detida no condado de Charlotte após as denúncias. Posteriormente, ela foi liberada da cadeia mediante o pagamento de uma fiança de US$ 30 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 150 mil. A descoberta das supostas condutas veio à tona quando o próprio companheiro da mulher revisava imagens de um sistema de segurança residencial.
O circuito de câmeras havia sido instalado na residência com o objetivo inicial de investigar furtos de moedas de um cofrinho. Contudo, as gravações teriam revelado a mulher em uma interação inapropriada com o cão da família, chamado Ranger. A partir dessa evidência, a investigação evoluiu e resultou em acusações formais de prática sexual com animal, enquadradas nas leis de violência doméstica da Flórida.
Apesar do escândalo e da natureza das acusações, a página de Malia Nummerdor no Facebook foi inundada por mensagens de suporte e carinho. Diversos comentários a elogiavam, utilizando termos como “linda como sempre” e “gata”, demonstrando uma inesperada onda de solidariedade online.
Em depoimento à polícia, Malia admitiu a existência do vídeo, mas contestou veementemente qualquer ato ilícito. Ela alegou que estava “apenas acariciando o cachorro”. No entanto, o boletim de ocorrência detalha que as imagens a mostravam parcialmente despida durante o registro.
Aliados de Malia Nummerdor lançaram uma campanha de financiamento coletivo online, que foi compartilhada pela própria acusada em seu perfil no Facebook. A iniciativa, hospedada na plataforma SupportNow, argumenta que a vida de Malia e de seus dois filhos “foi virada de cabeça para baixo” por alegações que ela “sustenta serem falsas”.
O principal objetivo da vaquinha é arrecadar fundos para cobrir “custos legais significativos” e as “necessidades imediatas de subsistência” da família. O montante é crucial para garantir a defesa de Malia até a audiência, agendada para 19 de outubro. A descrição da campanha enfatiza a necessidade de “representação legal experiente” para que a mulher possa “defender-se plenamente por meio do processo adequado”. Além disso, o texto destaca o profundo impacto da situação nos filhos pequenos, solicitando privacidade, estabilidade e a maior normalidade possível para eles.
O xerife Bill Prummell, responsável pelo caso no condado de Charlotte, expressou forte repúdio aos fatos apurados. “Há poucas vezes na minha carreira em que fiquei sem palavras. Esta é uma delas. Simplesmente não consigo compreender esse comportamento”, declarou Prummell, visivelmente indignado.
O oficial reforçou que “nenhum animal deveria ser submetido a esse tipo de conduta” e garantiu que as autoridades tomarão as medidas cabíveis. Prummell também criticou a postura de Malia na foto policial: “E depois sorrir na foto policial? Não sei o que há para sorrir quando se foi preso por algo tão repugnante quanto isso”.
A zoofilia, ou bestialidade, é ilegal em todos os 50 estados dos Estados Unidos, embora as penalidades e a definição exata do crime possam variar. Na Flórida, a lei é rigorosa, classificando atos sexuais com animais como crime grave, com penas que podem incluir prisão e multas substanciais. A existência de apoio público a um acusado de tal crime é rara e levanta questões sobre a percepção social e a disseminação de informações em plataformas digitais, evidenciando uma polarização incomum.
Embora não haja registros oficiais que confirmem o divórcio de Malia, fontes policiais e veículos de notícias locais se referem a ela e a seu parceiro como um casal “afastado” ou em processo de separação. A situação familiar adiciona mais um elemento de complexidade ao caso.
A audiência preliminar para o caso de Malia Nummerdor está marcada para o dia 19 de outubro, quando novos desdobramentos sobre as acusações e a defesa da mulher deverão ser apresentados.