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O piloto Lando Norris, da McLaren, expressou preocupação com o desempenho de sua equipe nos treinos livres para o Grande Prêmio da Itália, em Monza. Segundo o britânico, o time de Woking terá um extenso trabalho pela frente antes da sessão de classificação deste sábado (31).
Após as sessões de sexta-feira no Autódromo Nacional de Monza, Norris demonstrou um semblante desanimado, afirmando categoricamente que a McLaren “não tem chances de lutar pela pole position” na configuração atual do carro. A avaliação sombria reflete um desafio inesperado para a equipe.
Ao final do primeiro dia de atividades na pista italiana, Norris ocupava a quarta posição no grid, com um tempo 0,384 segundos mais lento que o líder. Ele ficou atrás da dupla da Mercedes, George Russell e Kimi Antonelli, e de Charles Leclerc, da Ferrari, indicando uma competitividade acirrada no topo.
Analisando suas duas sessões ao volante, Norris comentou que o dia não foi “muito decente”, e que a equipe está “sofrendo muito com o ritmo”. Ele destacou uma inversão curiosa: “Para ser honesto, nas curvas que esperávamos ser bons, estamos ruins. E nas curvas que esperávamos ser ruins, não estamos tão ruins. Mas ainda estamos aquém.”
O piloto acrescentou que a equipe não se encontra em uma “ótima situação no momento”, mas que esperam conseguir melhorias durante a noite. Contudo, ele previu um fim de semana “mais difícil do que antes, com certeza”, sinalizando a complexidade dos ajustes.
A percepção de Norris contrasta fortemente com suas recentes vitórias e pole positions em circuitos de alta pressão aerodinâmica, como Hungaroring e Zandvoort. Monza, conhecido por suas longas retas e curvas de baixa pressão aerodinâmica, exige uma configuração de carro completamente diferente, o que pode estar expondo vulnerabilidades no pacote atual da McLaren para este tipo específico de traçado.
Questionado sobre o que a equipe poderia alcançar com ajustes positivos no carro, Norris foi enfático em sua incerteza. “Não faço ideia. A disputa está acirrada entre muitos pilotos na frente. E os que estão atrás não estão tão distantes, então podem facilmente nos surpreender”, disse, reiterando que a McLaren não está na briga pela pole e que o foco deve ser em “conseguir um resultado decente”.
Neil Houldey, Diretor Técnico de Engenharia Aplicada da McLaren, compartilhou uma visão similar à de Norris após o segundo treino livre. Embora ele acredite que a equipe estará “um pouco mais próxima” na classificação, Houldey admitiu que lutar pela pole “será certamente complicado neste fim de semana”.
Apesar das dificuldades, houve um ponto positivo notável para a McLaren na sexta-feira. A equipe realizou com sucesso uma série de testes com novas peças no MCL40, incluindo a inovadora asa traseira rotativa que eles batizaram de “H-Wing”, demonstrando o esforço contínuo em desenvolvimento.
“A H-Wing funcionou exatamente como pretendíamos”, afirmou Houldey. Ele se mostrou satisfeito tanto com o desempenho aerodinâmico quanto mecânico da peça em Monza. Após mais algumas inspeções, a expectativa é que o componente seja mantido para o restante do fim de semana, adicionando performance ao carro.
Analisando o cenário geral, Houldey pontuou o déficit de quatro décimos como algo a ser recuperado. Ele também observou um bom equilíbrio entre as curvas de alta e baixa velocidade. No entanto, ressaltou que ainda há “trabalho a ser feito” na otimização da energia, um desafio constante em Monza, com oportunidades de encontrar mais recuperação e implantação para ganhar tempo de volta.
Concluindo sua avaliação, o diretor técnico expressou o desejo de ter visto a equipe em uma posição mais alta na tabela de tempos, mais próxima da frente. Contudo, Houldey se mostrou confiante de que a McLaren conseguirá “colocar um pouco mais de performance no carro antes de amanhã”, buscando uma melhoria significativa.