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La Monumental: A Curva de Madring Que Promete Redefinir a Experiência da Fórmula 1

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O circuito de Madring, em fase de construção na capital espanhola, prepara-se para introduzir uma curva que promete redefinir a experiência da Fórmula 1. A Curva 12, batizada de La Monumental, está sendo projetada para ser um ponto singular no calendário da categoria, combinando alta velocidade e um design inspirado em arenas esportivas.

Embora a Fórmula 1 seja repleta de setores icônicos, como a Eau Rouge, Copse e 130R, que gravaram seus nomes na história do automobilismo, o traçado de Madri se destaca com a criação de um ponto que promete superar as expectativas. À medida que as obras avançam no novo circuito de Madring, uma seção particular ganha contornos que sugerem uma experiência sem precedentes para pilotos e espectadores.

A Curva 12, denominada La Monumental, foi concebida para fundir a emoção de uma passagem em alta velocidade com a grandiosidade de uma arena esportiva. Sem sombra de dúvida, representa uma das empreitadas de design mais audaciosas já idealizadas para um circuito de Grande Prêmio, elevando o patamar de circuitos urbanos.

O termo “monumental” evoca algo de grande significado, imenso e impressionante. Ao se posicionar no centro da curva com inclinação acentuada, a dimensão da La Monumental se revela. É fácil visualizar um carro de Fórmula 1 em aceleração máxima proporcionando um espetáculo inigualável quando o circuito de Madring, com seus 5,4 km, sediar o Grande Prêmio da Espanha entre 11 e 13 de setembro.

O nome La Monumental é uma homenagem a uma das mais célebres praças de touros da Espanha. A curva de 270 graus exibirá a característica de um vasto estádio circular, envolto por milhares de torcedores. Na parte interna da curva, haverá dois espaços de hospitalidade, e toda a área está situada dentro de um terreno de meio milhão de metros quadrados, que abrigará a maior Fan Zone já vista em qualquer pista de F1, prometendo uma imersão total para o público.

A Engenharia por Trás das Curvas Inclinadas

Ao analisar as curvas inclinadas na Fórmula 1 contemporânea, as duas seções de Zandvoort vêm prontamente à mente: a sinuosa Curva 3 e a última Arie Luyendykbocht, que conduz à reta principal. Ambas as curvas no circuito holandês apresentam uma inclinação progressiva, onde a borda externa da pista possui uma inclinação superior à interna.

Conforme Carlos Jimenez, Diretor de Operações de Madring, responsável pela supervisão da construção do traçado de 22 curvas e £125 milhões, a única limitação imposta à La Monumental foi a de “não ultrapassar um gradiente de 24%”, o que corresponde a 13,5 graus de inclinação, um fator crucial para a segurança e o desempenho dos veículos.

Com 18 graus, as curvas de Zandvoort são mais íngremes. No entanto, a principal distinção reside no fato de que elas surgem após duas curvas de baixa velocidade, permitindo que os pilotos acelerem com segurança através delas, o que as torna menos desafiadoras em termos de entrada.

A particularidade da La Monumental, por outro lado, é que ela será abordada em alta velocidade. O piloto da Williams, Carlos Sainz, estima que os carros a adentrarão entre 180 e 200 km/h, mantendo a aceleração por toda a sua extensão de 550 metros, o que exigirá máxima precisão e coragem dos pilotos.

Carlos Sainz, embaixador de Madring, esteve presente como convidado, ao lado de outras autoridades e executivos, em uma cerimônia oficial de inauguração na última terça-feira. Na ocasião, foi questionado sobre suas impressões a respeito da La Monumental, logo após o hasteamento da maior bandeira da Espanha no final da reta dos boxes.

“Preciso de um simulador para fornecer detalhes precisos sobre a sensação, mas já posso afirmar que parece impressionante, pois entraremos nessa curva em altíssima velocidade”, declarou Sainz, que já percorreu o traçado em um carro de rua Ford Mustang GT. “Minha percepção é que a curva será feita com o acelerador totalmente pressionado e criará uma oportunidade de ultrapassagem na próxima esquerda fechada, o que é excelente para o espetáculo.”

“A inclinação permitirá que você posicione o carro mais acima ou mais abaixo, caso queira obter ar limpo para seguir. Contudo, se for fácil de fazer em aceleração máxima, também será uma curva onde, ao se manter próximo, você gerará um bom vácuo, similar ao que se observa em Zandvoort”, explicou Sainz, detalhando as estratégias que os pilotos poderão adotar.

Apesar de a pista possuir 12 metros de largura na La Monumental, a proximidade do muro externo transformará a curva em um desafio intimidador quando percorrida em aceleração total. Embora algumas estimativas de velocidade de entrada superem a sugestão de Sainz, a velocidade final será impulsionada pela existência de algumas curvas mais lentas, especialmente uma entrada cega em subida na Curva 8, que precede o setor.

Isso implica que a geração atual de carros de Fórmula 1 recuperará energia nessas seções, possibilitando aos pilotos empregar a potência máxima da bateria ao longo da Curva 12, um fator que pode ser decisivo para a performance e as ultrapassagens.

Adicionalmente, há uma elevação na saída da La Monumental, que deixará os pilotos temporariamente sem visibilidade, olhando para o céu. Esse conceito inspirou a arte do pôster do evento, com o slogan “De Madring al cielo” (De Madring ao céu). A curva emblemática também serviu de inspiração para o design dos troféus do evento, concebidos pela Pininfarina, reforçando seu status icônico.

Traçado com Duas Faces Distintas

O circuito de Madring apresenta duas características bem definidas. Nesta fase, os fãs não conseguirão transitar de um lado para o outro, pois o traçado é dividido por uma via expressa, com a pista serpenteando por duas passagens subterrâneas, o que confere uma dinâmica única ao layout.

A seção sul utiliza vias públicas, com os pavilhões de exposição da IFEMA servindo como boxes, conferindo-lhe uma sensação de circuito de rua. Após passar sob a rodovia, o traçado adentra a região de Valdebebas, conhecida por suas subidas e descidas. No retorno aos boxes, a pista incorpora algumas curvas rápidas e amplas, assemelhando-se mais a uma instalação construída especificamente para corridas, criando um contraste interessante.

A capacidade total para 140.000 espectadores será dividida entre as seções norte e sul, em uma proporção de 60/40. Ambas as áreas do circuito serão atendidas por estações de trem distintas, cada uma a poucos minutos do Aeroporto Internacional de Barajas e a 20 minutos do centro da cidade, garantindo fácil acesso para o público.

A capital espanhola não sediava um Grande Prêmio há 45 anos, desde a última edição no circuito de Jarama, ao norte da cidade. Quando a Fórmula 1 retornar a Madri em setembro para a rodada final da temporada europeia, pilotos e fãs serão, sem dúvida, impactados pela grandiosidade e pelo espetáculo monumental da épica Curva 12 de Madring, marcando um novo capítulo na história do automobilismo espanhol.