
Vivian Alexandra Gomez (à esquerda) foi condenada pela morte de Christina Ashten Gourkani, sósia de Kim Kardashian — Foto: Reprodução/Broward County Sheriff; Reprodução/Instagram
Justiça dos EUA condena brasileira a quatro anos por morte de sósia de Kim Kardashian em procedimento clandestino
A brasileira Vivian Alexandra Gomez, de 53 anos, foi sentenciada a quatro anos de prisão nos Estados Unidos por seu papel na morte de uma paciente que buscava aprimorar sua aparência para se assemelhar à estrela Kim Kardashian. A condenação, proferida nesta terça-feira (16), resulta de um procedimento ilegal de aumento de glúteos que culminou na fatalidade.
Um júri no condado de San Mateo, na Califórnia, declarou Vivian culpada de homicídio culposo e de praticar medicina sem a devida licença. O caso chocou a comunidade e reacende o debate sobre os perigos das intervenções estéticas realizadas fora do ambiente médico regulamentado.
O promotor responsável pelo caso revelou que Vivian, sem qualquer habilitação profissional, administrou múltiplas injeções de silicone em Christina Ashten Gourkani. Conhecida publicamente como Ashten G, a vítima veio a óbito em abril de 2023, após complicações relacionadas ao procedimento, popularmente chamado de BBL (Brazilian Butt Lift).
Após ouvir a decisão do tribunal, a brasileira declarou que não pretende recorrer da sentença. Segundo informações do jornal “Daily Journal”, ela manifestou o desejo de “simplesmente ir para a prisão e cumprir sua pena”, indicando uma aceitação do veredicto.
Christina Ashten Gourkani, de 34 anos, dedicava sua vida a emular a imagem de Kim Kardashian. Além de manter uma página no OnlyFans, ela buscava incessantemente a silhueta, roupas, maquiagens e estilos da multimilionária para fortalecer sua persona. A intenção dos procedimentos era acentuar ainda mais sua semelhança com a celebridade.
O falecimento de Christina foi atribuído a insuficiência respiratória e embolia pulmonar, complicações diretamente ligadas às intervenções ilegais de aumento do bumbum. A tragédia destaca os riscos extremos associados à busca por padrões estéticos irreais, especialmente quando envolvem procedimentos não autorizados.
Os procedimentos realizados por Vivian ocorriam em quartos de hotel na Califórnia, um cenário que amplifica exponencialmente os riscos à saúde dos pacientes. A prática de injetar substâncias em ambientes não esterilizados, por pessoas sem formação médica, é um grave alerta para os perigos do mercado clandestino de cirurgias plásticas.
Em locais como quartos de hotel, não há garantia de higiene, ausência de equipamentos de emergência ou de suporte médico em caso de complicações. As substâncias utilizadas são frequentemente de origem duvidosa e podem causar reações adversas severas, infecções e, como neste caso, levar à morte. A falta de regulamentação e a ausência de supervisão médica transformam a busca por beleza em uma roleta russa para a vida dos indivíduos.
Nas suas redes sociais, Ashten G compartilhava com seus seguidores as viagens que realizava para diversos destinos glamourosos, como Mykonos, na Grécia, e Cabo San Lucas, no México. Em uma de suas publicações, ela escreveu: “Há sempre um lado selvagem em um rosto inocente”, refletindo sua personalidade.
Familiares e amigos lamentaram a perda, descrevendo Christina como uma pessoa de “espírito livre, carinhosa e amorosa”, que sempre encontrava um jeito de fazer as pessoas ao seu redor sorrirem. Um parente destacou sua habilidade em se conectar com os outros: “Ela era o tipo de pessoa que se ajoelhava e conversava com crianças olhando nos olhos, procurava a pessoa solitária no canto e a fazia se sentir especial, pois tinha um dom incrível para se conectar com as pessoas.”
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