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Jovem herda casa e trava batalha judicial para permanecer em condomínio sênior na Flórida

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Uma mulher de 28 anos nos Estados Unidos está em um embate legal com a associação de moradores de um condomínio para idosos após herdar a residência de seu pai, falecido em 2023. Bethany Michel, que reside na comunidade Arbor Mill, em Jacksonville, Flórida, é alvo de uma ação de expulsão sob a alegação de não atender aos critérios de idade do local, destinado a pessoas com mais de 55 anos.

A controvérsia ganhou destaque depois que Michel divulgou em redes sociais que a associação de moradores está exigindo uma contribuição compulsória de US$ 1 mil de cada um dos 155 residentes para custear o processo judicial que visa retirá-la do imóvel. Essa medida gerou indignação entre alguns membros da comunidade, muitos deles com renda fixa, que se veem obrigados a financiar a disputa.

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Conflito sobre as regras de idade em condomínios

Bethany Michel já vivia no condomínio desde 2020, quando se mudou para a Flórida com o objetivo de cuidar de seu pai, que enfrentava uma doença terminal. Após o falecimento dele, a jovem recebeu um comunicado oficial três meses depois, informando que não se enquadrava mais nas diretrizes etárias da comunidade. Desde então, ela relata ter sido impedida de usufruir de áreas comuns e de outros serviços oferecidos aos moradores.

A situação de condomínios com restrição de idade, como o Arbor Mill, é comum nos Estados Unidos. Essas comunidades são projetadas para oferecer um estilo de vida específico para idosos, muitas vezes com amenidades e serviços adaptados, e podem ter benefícios fiscais ou legais associados à sua designação como “55+”. As regras internas geralmente exigem que pelo menos um morador por residência tenha 55 anos ou mais, e proíbem a permanência de pessoas muito jovens, como as com menos de 19 anos, como é o caso das normas acessadas pelo jornal New York Post para a comunidade em questão.

Tentativas de venda e a oposição dos vizinhos

Em meio à pressão, Michel chegou a divulgar um vídeo em 2024 afirmando ter sido forçada a colocar a casa à venda. Curiosamente, o anúncio foi feito com o imóvel sendo oferecido pelo dobro do preço de mercado, uma atitude que pode ser interpretada como uma forma de protesto ou de desestimular compradores, dada a sua intenção declarada de não deixar a residência.

Apesar da ação da associação, a iniciativa de expulsão não é unânime entre os moradores. Um residente, em entrevista à emissora News4Jax, expressou seu descontentamento com a medida. “Como pai, não considero justo simplesmente expulsá-la e tirá-la de sua casa. A maioria das pessoas aqui discorda disso. São poucos os que realmente apoiam essa ideia”, afirmou, destacando a divisão de opiniões dentro da própria comunidade.

A defesa da moradora e o significado da casa

Para Bethany Michel, que atua com podcasts e análises gastronômicas, a casa representa um legado importante de seu pai. Ela questiona a dificuldade de jovens em adquirir propriedades atualmente e enfatiza o esforço de seu pai para lhe proporcionar um lar. “Quantas pessoas na faixa dos 20 ou 30 anos conseguem realmente comprar uma casa hoje em dia? É quase impossível. Meu pai se dedicou para me deixar em uma situação onde eu tivesse uma casa, e me disseram que eu poderia ficar. Isso tem um significado enorme para mim”, declarou à News4Jax.

Michel mantém sua posição de não sair do imóvel, reiterando sua determinação em permanecer na residência. “Amo vocês, mesmo aqueles que não gostam de mim. Vocês verão meu sucesso pelo resto da vida, estejam felizes com isso ou não. Eu não vou a lugar nenhum”, concluiu, demonstrando sua firmeza diante da batalha jurídica e da pressão da associação de moradores.