
Apresentadora de TV Julie Stewart-Binks tirou parte de orelha para reconstruir o nariz após remover câncer que 'parecia espinha' — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
A apresentadora de televisão Julie Stewart-Binks, conhecida por seu trabalho na emissora SNY e como repórter de hóquei, revelou publicamente ter se submetido a uma intervenção cirúrgica delicada para extrair um câncer de pele do nariz. O procedimento, que durou horas, incluiu uma reconstrução facial inovadora, onde parte da orelha esquerda da jornalista foi utilizada para remodelar a área afetada.
Aos 39 anos, a profissional canadense passou por uma cirurgia que, além de garantir a remoção total das células cancerígenas, envolveu um enxerto de pele e cartilagem. Uma porção de sua orelha esquerda foi cuidadosamente transplantada para o nariz, um método que visa restaurar a funcionalidade e a estética da região. Stewart-Binks expressou otimismo quanto à recuperação, comparando sua resiliência à de um jogador de hóquei, esporte que pratica há anos.
Em uma publicação em suas redes sociais, Julie Stewart-Binks compartilhou a experiência, destacando que inicialmente confundiu a lesão com uma espinha persistente. “Eu achava que era uma espinha que não sumia, mas acabou sendo câncer”, escreveu a jornalista, explicando que o diagnóstico foi de carcinoma de células escamosas. Sua intenção ao divulgar o caso é encorajar outras pessoas a procurar avaliação médica caso notem qualquer alteração incomum na pele, reforçando a importância da detecção precoce.
Além dos desafios físicos, a apresentadora também abordou abertamente o impacto emocional do período de recuperação, especialmente por viver sozinha. Ela descreveu a dualidade de sentir gratidão pela remoção do câncer e, ao mesmo tempo, lidar com sentimentos de depressão e isolamento. A reflexão sobre a solidão em momentos de vulnerabilidade trouxe à tona a dificuldade de aceitar ajuda prática, mesmo diante de ofertas de apoio.
O carcinoma de células escamosas é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, frequentemente associado à exposição prolongada e desprotegida à radiação ultravioleta do sol. Embora seja agressivo, quando identificado e tratado em estágios iniciais, as chances de cura são significativamente altas. A história de Julie Stewart-Binks serve como um lembrete vital para a vigilância constante da pele e a realização de exames dermatológicos periódicos, enfatizando que qualquer “espinha” que não cicatriza ou uma mancha que muda de aspecto deve ser investigada por um especialista.