Isack Hadjar relativiza superioridade da Red Bull na Fórmula 1 e aponta Ferrari como mais rápida em Singapura

Isack Hadjar relativiza superioridade da Red Bull na Fórmula 1 e aponta Ferrari como mais rápida em Singapura

Crédito: Formula1.com

O piloto Isack Hadjar minimizou a percepção de superioridade da Red Bull no cenário da Fórmula 1, mesmo após seu colega de equipe, Max Verstappen, ter conquistado as duas últimas vitórias consecutivas. A declaração levanta questões sobre o real equilíbrio de forças no grid, sugerindo que o desempenho recente da equipe pode não refletir uma vantagem de velocidade absoluta.

Hadjar expressou sua convicção de que a Red Bull não possui “o carro mais rápido”, apesar dos recentes êxitos na Malásia e em Singapura. O francês, inclusive, apontou a Ferrari como a escuderia de maior velocidade no grid na etapa mais recente, adicionando um elemento de controvérsia à discussão sobre o domínio da equipe austríaca.

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Enquanto Max Verstappen conseguiu aproveitar as significativas atualizações da Red Bull para garantir duas vitórias aguardadas, Hadjar enfrentou impedimentos decorrentes de problemas mecânicos em seu carro, os quais estavam além de seu controle.

Uma sequência de falhas técnicas em Singapura o impediu de participar da Classificação Sprint e exigiu que a equipe realizasse alterações na unidade de potência. Isso o levou a largar do pit lane no Grande Prêmio, de onde ele conseguiu uma notável recuperação para a décima posição.

Apesar da evidente disparidade de resultados entre os companheiros de equipe, Hadjar refutou qualquer inferência de que as performances de Verstappen comprovassem que a Red Bull agora detém o carro mais veloz para as corridas finais da temporada. Essa perspectiva de dentro da equipe oferece um contraponto interessante à análise externa.

A visão de Isack Hadjar sobre a verdadeira velocidade da Red Bull

Em declaração antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos, Hadjar foi direto: “Não. Não creio que tenhamos o carro mais rápido.” Ele argumenta que a habilidade do piloto pode estar ofuscando a performance intrínseca do veículo.

“Acredito que o carro ainda é muito difícil de pilotar. Na Malásia, foi dominante, mas não acho que em Singapura tenha sido o carro mais rápido. Essa é a minha convicção. Penso que, se colocasse Max na Ferrari, ele teria vencido a corrida com uma margem ainda maior – essa é a minha opinião. Em Singapura, eu acho que [a Ferrari] tinha o carro mais rápido”, detalhou Hadjar, sublinhando a influência do talento individual de Verstappen.

Ele complementou sua análise: “[Verstappen] conquistou a pole por meio décimo. A Ferrari não tinha pneus novos na corrida – quero dizer, os macios. Isso também tem um efeito. Ele colocou todas as chances a seu favor, fez a diferença no Q3 e isso foi suficiente.” A observação de Hadjar ressalta como a estratégia de pneus e a performance do piloto em momentos cruciais podem ser decisivas, mesmo quando o carro não é inequivocamente superior.

Desafios em Singapura e a preparação de Hadjar para o GP dos EUA

Apesar da má sorte em Singapura, Hadjar demonstrou otimismo em deixar as frustrações para trás, concentrando-se em obter um resultado positivo no Circuito das Américas, onde na temporada anterior terminou em 16º pela Racing Bulls.

“Foi um daqueles fins de semana em que você tem uma falha em cada sessão”, refletiu Hadjar. “Você aprende com isso e apenas segue em frente. Estou feliz por estar aqui no Texas. Gosto da pista e o carro – em termos de desempenho – tem funcionado muito bem nestes últimos fins de semana”, disse, mostrando resiliência e foco.

Ele acrescentou: “Estamos confiantes como equipe, mas é claro que estamos cientes das atualizações nas outras garagens. Ainda estamos com os pés no chão e ainda conhecemos as nossas fraquezas no carro.” Essas declarações apontam para uma consciência da competitividade do grid e a contínua busca por melhorias internas.

“Ainda estamos trabalhando nisso. Só quero entrar na pista e ter uma corrida limpa, porque os últimos dois fins de semana foram muito frustrantes, considerando o carro que me foi dado.” A busca por um desempenho sem intercorrências é crucial para que ele possa extrair o máximo do potencial do veículo.

Oscar Piastri analisa a evolução da Red Bull e o cenário competitivo

Oscar Piastri, da McLaren, também foi questionado sobre a posição da Red Bull na hierarquia das equipes e prontamente reconheceu que as atualizações implementadas permitiram que eles se aproximassem dos outros líderes.

“Acho que a Red Bull definitivamente deu um grande salto adiante no último ‘triple header'”, afirmou o australiano. “Quaisquer que sejam as atualizações que colocaram no carro em Baku foram muito fortes – obviamente eles tiveram um pódio duplo lá, e então venceram as duas corridas seguintes com Max.” Essa análise externa valida o impacto das melhorias da Red Bull, mas também aponta para a dinâmica constante da Fórmula 1, onde o progresso de uma equipe estimula a reação das outras.

“Não foi surpresa que a Ferrari estivesse muito forte em Singapura. Na análise de dados, eles são sempre os mais rápidos ou os mais rápidos em praticamente todas as curvas este ano, mas perdem em todas as retas – seja por arrasto, por potência, não sei.” Piastri destaca as características específicas da Ferrari, que a tornam formidável em certos traçados, mas vulnerável em outros, evidenciando a complexidade da performance dos carros.

“Certamente esperávamos que a Ferrari fosse a referência em Singapura, mas esperávamos que eles fossem a referência em outros circuitos e não foi o caso. Acho que eles são muito fortes.” A inconsistência da Ferrari em diferentes pistas é um fator que complica a leitura de quem realmente detém a vantagem.

“Claramente a Red Bull estava muito forte. Ambas são mais fortes que nós, com certeza. Acho que nas últimas semanas, a Red Bull definitivamente se tornou o carro mais consistentemente rápido, mas acho que a cada fim de semana os desafios estão mudando.” A observação final de Piastri encapsula a natureza fluida da Fórmula 1, onde a liderança pode ser contestada e redefinida a cada nova etapa do campeonato.