IPhone Duo: Dobradiça resiste a testes rigorosos, mas vinco da tela flexível se aprofunda com o uso

IPhone Duo: Dobradiça resiste a testes rigorosos, mas vinco da tela flexível se aprofunda com o uso

Crédito: Mixvale.com.br

O mecanismo de articulação do iPhone Duo, o aguardado smartphone dobrável da Apple, superou uma série de avaliações rigorosas em laboratórios nos Estados Unidos e na China, confirmando sua durabilidade estrutural. No entanto, análises divulgadas na última quarta-feira (21) por especialistas independentes indicam que o vinco central do display flexível pode se acentuar com o uso contínuo, um ponto de atenção para os consumidores que aguardam o lançamento global nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026.

Nos experimentos conduzidos em ambas as nações, a funcionalidade de abertura e fechamento do aparelho manteve-se quase idêntica à original. Apesar disso, medições técnicas realizadas em ambiente laboratorial documentaram um leve aumento na rigidez da dobradiça e alterações visuais na região da dobra do painel interno. “Na experiência cotidiana, a percepção foi praticamente a mesma do primeiro dia. Incrivelmente impressionante”, comentou a jornalista de tecnologia Joanna Stern, em declaração traduzida, ao avaliar o desempenho físico do dispositivo após ser submetido a quatro noites consecutivas de movimentação incessante em uma máquina.

Detalhes dos testes de resistência realizados nos Estados Unidos

Para verificar a resiliência física do novo lançamento nos Estados Unidos, Joanna Stern utilizou a máquina conhecida como Hingey. Esse equipamento, desenvolvido pelo especialista em prototipagem Aron Cohen, conta com ajustes de velocidade e ângulo para simular o uso prolongado. O dispositivo operou o celular de forma ininterrupta por quatro noites, realizando a abertura completa do aparelho sem fechá-lo totalmente a cada ciclo, e sem que a jornalista acompanhasse as mudanças no vinco do display durante o processo.

Antes e após o experimento, a dupla aplicou um medidor de força calibrado, um instrumento chamado push-pull gauge, que calcula a tensão mecânica exercida. Os resultados revelaram que a dobradiça se tornou ligeiramente mais firme, embora essa mudança não tenha comprometido a experiência prática do usuário ao manusear o smartphone.

Estúdio chinês investiga comportamento do display flexível em condições extremas

Na China, o estúdio Mediastorm concentrou seus ensaios na avaliação do comportamento do display flexível e da dobradiça de titânio sob condições severas de temperatura e pressão estrutural inversa. Já nas primeiras 500 aberturas realizadas manualmente, Tim Pan observou uma modificação no vinco central, que se tornou mais evidente após as fases de testes em máquinas automatizadas, apesar de o toque e a qualidade da imagem do painel permanecerem sem falhas.

Além da marca mais profunda na área da dobra, uma inspeção microscópica do laboratório chinês identificou que o revestimento fosco de nanotextura da tela interna tende a reter suor, oleosidade da pele e maquiagem com facilidade, dificultando a limpeza a seco no dia a dia do consumidor. Este é um ponto importante para a manutenção da estética do aparelho a longo prazo.

Durabilidade oficial: Apple não divulga estimativas em comparação com concorrentes

Apesar da aprovação mecânica obtida nos testes independentes, a Apple optou por não emitir uma estimativa oficial de vida útil em número de dobras para a tela e a dobradiça de seu primeiro modelo flexível. No segmento de concorrentes diretos, a Samsung Display, fabricante sul-coreana, anunciou em 22 de julho de 2025 que o painel OLED dobrável do Galaxy Z Fold 7 alcançou 500 mil dobras em um teste laboratorial, conduzido por 13 dias a 25 °C, pela certificadora internacional Bureau Veritas.

Esse volume de movimentos equivale a mais de uma década de uso para um consumidor que abre e fecha o dispositivo aproximadamente 100 vezes por dia. Contudo, é crucial notar que os números da certificação de 2025 e os testes do aparelho da Apple não são diretamente comparáveis, pois empregaram critérios e equipamentos distintos, além de não replicarem condições cotidianas como poeira e quedas, o que significa que a expectativa de durabilidade real pode variar para o usuário final.

Outras críticas iniciais ao iPhone Duo: peso, aquecimento e ausência do Face ID

Além da questão do vinco na tela, as avaliações iniciais da imprensa especializada destacaram outras críticas ao dispositivo. Foram apontados o peso elevado do aparelho, a falta de otimização de alguns aplicativos de terceiros e um aquecimento perceptível da estrutura durante o uso prolongado da câmera e em chamadas de vídeo pelo FaceTime. “Sim, vou queimar minha mão. Essa coisa está ficando muito quente”, relatou Joanna Stern sobre a temperatura alcançada pelo telefone em uma ligação de vídeo.

Os avaliadores também registraram insatisfações com a lentidão intencional do sensor de impressões digitais Touch ID em comparação com o reconhecimento facial Face ID, que está ausente neste formato do iPhone Duo. Essa constatação levou a jornalista norte-americana a expressar: “Face ID, não consigo expressar o quanto sinto sua falta”, ressaltando a importância de um método de autenticação rápido e eficiente para a experiência do usuário.