O mais recente lançamento da Apple, o iPhone 18 Pro, integra uma tecnologia inovadora em sua câmera: o sistema de abertura variável física da lente. Esta funcionalidade, que permite ajustar o diafragma da câmera, marca o retorno de uma solução que a Samsung havia introduzido com o Galaxy S9 em 2018, mas abandonou em suas gerações posteriores de smartphones.
O novo aparelho da gigante de Cupertino aprimora significativamente essa abordagem, disponibilizando quatro níveis de controle para a abertura, variando de f/1.8 a f/4. Essa flexibilidade superior permite um domínio mais preciso sobre a quantidade de luz que atinge o sensor e a profundidade de campo, indo além das duas únicas configurações (f/1.5 e f/2.4) oferecidas pelos modelos Galaxy S9 e S10 da Samsung. Tais ajustes impactam diretamente a qualidade final das imagens.
iPhone 18 Pro Max variable aperture is going to be insane 👀 pic.twitter.com/CxSpqAlMH5
— Saurav (@Saurav_DJ47) September 2, 2026
A quantidade de luz capturada pela câmera é uma função direta do tamanho da abertura do diafragma da lente. Um valor f/ menor significa uma abertura mais ampla, permitindo que mais luz chegue ao sensor. A configuração de f/1.8, por exemplo, é ideal para ambientes com pouca iluminação, como cenas noturnas, e contribui para um efeito de desfoque suave e orgânico no fundo da imagem, conhecido como bokeh.
Por outro lado, fechar a abertura para f/4 restringe a entrada de luz e expande a área da imagem que permanece nítida. Este modo é particularmente útil para fotografias de grupo, onde todos os rostos devem estar em foco, ou para capturar paisagens amplas, garantindo que tanto o primeiro plano quanto elementos distantes mantenham clareza e riqueza de detalhes.
Essa mesma fundamentação óptica orientou as escolhas da fabricante sul-coreana em seus modelos anteriores. No smartphone de 2018, a abertura de f/1.5 era a opção primária para ambientes escuros, ao passo que f/2.4 oferecia um balanço ideal de nitidez sob condições de luz abundante.
Os módulos de câmera traseiros dos antigos dispositivos Galaxy incorporavam elementos mecânicos em movimento. Um pequeno motor interno era responsável por deslocar componentes físicos, alternando entre as duas configurações de abertura predefinidas. Era, essencialmente, um sistema mecânico tradicional.
A Samsung persistiu com essa estrutura mecânica no Galaxy S10, contudo, a funcionalidade foi descontinuada a partir da série Galaxy S20. As gerações subsequentes de seus celulares optaram por uma estratégia diferente, focando em sensores maiores, múltiplos arranjos de lentes e o uso intensivo de inteligência artificial e algoritmos de fotografia computacional para controlar a exposição e a faixa dinâmica das imagens.
Embora a companhia nunca tenha explicitamente justificado o abandono dessa tecnologia, é sabido que módulos com elementos móveis e lâminas físicas elevam os custos de fabricação, demandam espaço valioso dentro do aparelho e foram progressivamente substituídos por soluções de software. A fotografia computacional, através de algoritmos avançados, consegue mimetizar muitos dos efeitos ópticos, como o desfoque, de forma digital, sem a necessidade de componentes mecânicos.
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O design interno do iPhone 18 Pro incorpora um mecanismo de rotor singular, conectado a um conjunto de seis lâminas móveis. Este sistema permite ajustar a abertura física da lente em quatro configurações distintas, oferecendo uma versatilidade muito maior do que as antigas opções binárias de “aberto” ou “fechado” vistas em gerações passadas.
Tal capacidade de ajuste confere ao dispositivo a habilidade de balancear a clareza da imagem e a quantidade de luz que alcança o sensor, adaptando-se às particularidades de cada cenário. Aberturas mais estreitas ampliam a área em foco, enquanto aberturas maiores concentram-se em desfocar o plano de fundo, um princípio fundamental da ótica.
A manipulação mecânica da abertura permanece um componente crucial em câmeras profissionais dedicadas, onde o controle preciso da luz e da profundidade de campo é essencial. Embora os sensores de smartphones enfrentem restrições de tamanho, a introdução de um diafragma mecânico oferece um desfoque óptico autêntico. Este tipo de bokeh, gerado fisicamente pela lente, muitas vezes supera a qualidade e a uniformidade do desfoque simulado por software, especialmente em situações complexas com múltiplos planos ou contornos difíceis.
A Apple, ao reintroduzir este sistema de lâminas móveis, não apenas resgata uma inovação pioneira da Samsung, mas a integra de forma estratégica aos seus algoritmos de imagem de última geração. Essa combinação visa levar a experiência fotográfica em smartphones a um novo patamar, unindo o melhor da ótica tradicional com o poder do processamento digital avançado.