
Bomba de gasolina Crédito: Mixvale.com.br
Consumidores de gasolina no Rio de Janeiro não sentirão o impacto de um aumento de R$ 0,19 por litro anunciado pela Petrobras, efetivado em 9 de setembro de 2026. A medida, que elevaria o custo do combustível nas refinarias, foi integralmente neutralizada por ações do governo federal, garantindo a estabilidade dos preços finais nos postos de abastecimento.
A decisão da Petrobras de elevar o valor do combustível acompanhou a volatilidade do mercado internacional de petróleo. Para evitar que essa alta chegasse aos motoristas, o poder público implementou uma série de ajustes fiscais. Uma subvenção anterior de R$ 0,44 por litro foi descontinuada, mas simultaneamente houve um corte de R$ 0,63 nas alíquotas de PIS/Cofins que incidem sobre o insumo. Essa manobra fiscal resultou na absorção completa do reajuste da Petrobras, mantendo o preço da gasolina inalterado para o consumidor final.
Em uma ação complementar, o governo também anunciou a isenção total da cobrança de tributos sobre o etanol. Esta medida tem vigência definida, iniciando em 10 de setembro e se estendendo até 9 de outubro. A iniciativa visa incentivar o consumo do biocombustível, que já apresenta uma vantagem competitiva significativa.
Atualmente, o etanol é negociado a um preço médio de R$ 3,95 por litro, representando aproximadamente 60% do valor da gasolina comum. Este patamar está bem abaixo do limite técnico de 70%, que define a viabilidade econômica do etanol para veículos flex-fuel, oferecendo uma alternativa mais barata aos motoristas brasileiros.
O cenário do diesel também recebe atenção especial do governo, dada sua importância para a cadeia logística e econômica do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória que estabelece uma nova subvenção de R$ 1,00 por litro para o diesel. Este valor se soma a um auxílio financeiro já existente de R$ 1,12, que permanecerá ativo até 26 de setembro.
Durante o período de sobreposição das duas regras, o subsídio total para o diesel alcançará R$ 2,12 por litro. A Petrobras, por sua vez, aguarda a publicação dos decretos oficiais para efetuar um novo cálculo do diesel, enquanto uma avaliação técnica ao final do mês determinará a continuidade ou alteração dos parâmetros de suporte financeiro, crucial para a estabilidade dos custos de transporte e mercadorias.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) revelam as recentes tendências nos preços dos combustíveis, influenciadas por eventos geopolíticos. Desde o início do confronto militar entre Estados Unidos e Irã em 28 de fevereiro, o diesel S10 registrou um aumento acumulado de 13% nos postos, atingindo um preço médio de R$ 6,88.
A gasolina também sofreu um acréscimo de 3,6% no mesmo período, com seu valor médio chegando a R$ 6,51 nas bombas em setembro. Em contraste, o etanol apresentou uma retração de 14,7% desde o final de fevereiro, consolidando-se como uma opção mais econômica para os consumidores.