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Homem é preso novamente na Flórida por assaltos a banco usando máscara de idoso, replicando modus operandi do Texas

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David Sartin Jr., um homem de 40 anos com um histórico de envolvimento em crimes bancários, foi detido recentemente na Flórida, acusado de uma série de assaltos a agências financeiras. A prisão ocorreu enquanto ele estava em liberdade condicional, após ter cumprido parte de uma pena por roubos similares cometidos no Texas. O detalhe que mais chama atenção é o retorno ao seu método distintivo: a utilização de uma máscara hiper-realista que o fazia parecer um idoso.

Reincidência com a mesma assinatura criminosa

O homem, que havia sido condenado em 2018 a mais de uma década de prisão federal por uma sequência de assaltos a bancos em 2016 no Texas, onde também empregou o disfarce de um idoso, parece ter retomado suas atividades ilícitas. Sua libertação condicional foi interrompida pelas novas acusações, que o ligam a pelo menos dois roubos distintos em um curto espaço de tempo na Flórida.

Após 10 anos, David Sartin Jr. voltou a assaltar bancos usando máscara de idoso e acabou preso — Foto: Reprodução/Department of Justice/USA v. Sartin Crédito: Extra.globo.com

As autoridades revelaram que Sartin Jr. não apenas repetiu o disfarce, mas também o veículo e parte da estratégia de fuga utilizada em seus crimes anteriores. A Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito Central da Flórida detalhou que as ações criminosas ocorreram em St. Petersburg e Largo, com apenas algumas semanas de diferença entre os incidentes.

Sequência de ataques e a mensagem enigmática

O primeiro assalto na Flórida foi registrado em 24 de agosto. David Sartin Jr. teria sido visto circulando nas imediações de um banco em Largo, antes de estacionar seu carro e seguir de bicicleta. O veículo, conforme apontado pelos investigadores, era o mesmo já associado aos roubos no Texas.

Dentro da agência, disfarçado, ele exigiu dinheiro de um funcionário e conseguiu fugir com aproximadamente US$ 2.900 (cerca de R$ 14.580). Ao deixar o local, o criminoso teria proferido uma frase sugestiva: “Até a próxima”. A fuga foi executada na bicicleta, que o levou de volta ao seu carro para então desaparecer.

A ameaça de retorno se concretizou em apenas três semanas. Em 15 de setembro, os promotores relataram um novo ataque, desta vez contra um banco em St. Petersburg. Nessa ocasião, o assaltante, novamente usando a máscara de idoso, subtraiu cerca de US$ 2.554 (equivalente a R$ 12.840) da instituição.

A caçada e as provas decisivas

As investigações já estavam em andamento quando o segundo assalto ocorreu. Imagens de sistemas de segurança capturaram um veículo deixando a residência de David Sartin Jr. antes do segundo crime e retornando logo após. Um homem branco, com características físicas que se assemelham às do acusado, também foi visto retirando uma bicicleta do carro.

Um dia após o segundo assalto, os investigadores observaram Sartin Jr. pintando o teto branco de seu veículo com tinta spray preta, um indício de tentativa de ocultar provas. Uma busca subsequente em sua casa revelou uma bicicleta, um terno azul e uma bolsa preta, todos compatíveis com os itens usados no primeiro roubo.

No entanto, a descoberta mais crucial foi feita em um depósito associado a ele. Lá, foram encontrados sacos contendo a máscara protética de idoso, completa com pelos faciais grisalhos, além de óculos de armação escura e luvas de trabalho manchadas com tinta preta. Uma arma de fogo falsa e vestimentas que condiziam com a descrição do assaltante nas gravações de segurança também foram apreendidas. O mais revelador, talvez, tenha sido um diário, no qual David Sartin Jr. registrava seu aparente fascínio por assaltos a banco.

Um histórico de disfarces e roubos

A ficha criminal de David Sartin Jr. demonstra um padrão de comportamento de longa data. Em 2008, ele já havia sido condenado pela Justiça federal por tentativa de roubo a banco. Naquela ocasião, ele e um cúmplice tentaram assaltar uma agência bancária utilizando máscaras de Halloween e outros disfarces, um precursor dos métodos que viria a aperfeiçoar e repetir anos depois. Este histórico ressalta a persistência e a audácia do criminoso em seu modo operandi, mesmo após passagens pela prisão.