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Homem é morto em ação policial após manter 13 crianças reféns em creche de Curitiba

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Uma operação de resgate da Polícia Militar do Paraná resultou na morte de um homem que invadiu um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Curitiba e fez 13 crianças reféns nesta sexta-feira (9). O incidente, que se estendeu por mais de duas horas, foi encerrado por volta das 18h20, com todas as crianças sendo libertadas sem ferimentos, após a intervenção de tropas especializadas da corporação.

Invasão e o início do cativeiro infantil

O episódio de grande tensão teve início no CMEI São Braz, localizado na Rua Genauro Ferreira de Almeida, no Bairro São Braz, zona oeste da capital paranaense. Por volta das 15h, as autoridades foram acionadas para atender à ocorrência de invasão. O agressor, portando uma faca, conseguiu acessar o estabelecimento e rapidamente rendeu um grupo de crianças, concentrando-as em uma das salas de aula da unidade educacional.

Crédito: Mixvale.com.br

Nos momentos iniciais da crise, as informações eram imprecisas, com testemunhas relatando a possibilidade de 10 a 25 pessoas sob o domínio do invasor, incluindo profissionais da creche. A confirmação do número exato de reféns, 13 crianças, só foi estabelecida às 17h30, quando a polícia conseguiu um canal de comunicação direto com o indivíduo.

Amplo cerco e mobilização de forças de elite

Para garantir a segurança do local e das vítimas, as forças de segurança rapidamente montaram um perímetro de proteção na Rua Genauro Ferreira de Almeida, bloqueando todos os acessos ao CMEI São Braz. A resposta mobilizou um contingente significativo, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e o Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) da Polícia Militar, além do apoio da Guarda Municipal de Curitiba.

O Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) também prestou suporte crucial, realizando sobrevoos com um helicóptero durante todo o desenrolar da ocorrência, o que permitiu uma visão estratégica da área e agilidade na comunicação.

Negociação exaustiva e intervenção decisiva

Por mais de duas horas, negociadores especializados, entre eles o capitão João Roberto Galeto Alves e a tenente Letícia, tentaram dialogar com o agressor. Os esforços concentraram-se em convencê-lo a liberar as crianças e a abandonar a faca. No entanto, diante da persistência da situação de risco, a decisão por uma intervenção tática foi tomada às 18h20. O suspeito foi alvejado e morreu no local, encerrando o cativeiro.

Enquanto a negociação prosseguia na sala onde as crianças estavam reféns, os demais alunos e funcionários presentes em outras dependências do CMEI São Braz foram evacuados em segurança. Um protocolo de emergência também foi ativado para uma instituição de ensino vizinha, que teve seus alunos retirados do perímetro, e os pais foram contatados para buscá-los.

Apoio e acolhimento à comunidade escolar

A Prefeitura de Curitiba agiu rapidamente para estruturar um esquema de atendimento emergencial destinado às crianças resgatadas e seus familiares. Equipes municipais forneceram suporte médico imediato e acolhimento psicológico especializado, visando mitigar o impacto traumático do evento. Este tipo de suporte é fundamental em crises como esta, oferecendo amparo emocional e prático àqueles que vivenciaram momentos de grande medo.

Em comunicado oficial, a administração municipal reiterou seu compromisso: “A Secretaria Municipal da Educação acompanha a situação desde o início e mobilizou suas equipes para prestar todo o apoio necessário às crianças, aos profissionais e às famílias. A prioridade absoluta neste momento é a preservação da vida e da integridade de todos os envolvidos”.

Investigações prosseguem para esclarecer motivações

As circunstâncias que levaram à invasão e ao sequestro, registradas em 9 de outubro de 2026, continuam sob rigorosa análise dos órgãos de segurança do Paraná. Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade ou a idade do agressor morto durante a ação policial. A polícia também não confirmou se o homem possuía qualquer ligação familiar com os alunos da unidade municipal de educação ou se já havia frequentado o local anteriormente.

Os próximos passos incluem a perícia detalhada na creche e o prosseguimento das investigações formais para apurar todos os detalhes da invasão e suas motivações. O caso levanta questões sobre a segurança em ambientes escolares, um tema de crescente preocupação em todo o país.