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O piloto britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, encerrou a sessão de treinos livres 2 (FP2) para o Grande Prêmio da Hungria na liderança, superando Charles Leclerc, da Ferrari, e Lando Norris, da McLaren. A forte performance de Hamilton marcou o ponto alto de uma sexta-feira intensa no circuito de Hungaroring, onde as equipes testaram suas mais recentes atualizações em busca de desempenho.
A sexta-feira em Hungaroring foi movimentada, com a Ferrari demonstrando força desde o início. No entanto, foi Hamilton quem ditou o ritmo, deixando seu companheiro de equipe Charles Leclerc e Lando Norris, da McLaren, logo atrás na tabela de tempos do segundo treino livre.
Muitas escuderias dedicaram o FP2, que começou às 17h no horário local, a refinar seus novos componentes. A Aston Martin, por exemplo, trouxe as maiores inovações, quase um carro “B-spec”, mas enfrentou um contratempo quando Lance Stroll teve um problema de suspensão que encerrou seu FP1 prematuramente. A McLaren também apresentou um pacote substancial de atualizações, enquanto a Red Bull reintroduziu sua asa traseira rotativa.
As equipes Cadillac e Alpine foram as primeiras a sair para a pista sob condições de vento. Nomes como Kimi Antonelli, Oscar Piastri, Franco Colapinto, Ollie Bearman e Valtteri Bottas fizeram sua primeira aparição na sessão, após cederem seus lugares a pilotos novatos no FP1.
Foi rapidamente confirmado que Stroll não participaria do FP2, pois sua equipe não teve tempo suficiente para reparar os danos sofridos anteriormente. Isso deixou Fernando Alonso como o único representante da Aston Martin na pista, coletando dados cruciais sobre o carro amplamente revisado.
Enquanto Alonso continuava a fornecer informações valiosas sobre o carro modificado, Charles Leclerc estabeleceu a primeira marca significativa com 1m20.103s usando pneus médios, cerca de um segundo mais lento que seu tempo no FP1 com pneus macios. Pouco depois, Hamilton superou esse tempo em quatro décimos, indicando o potencial de sua Mercedes.
A dupla da Ferrari mostrou um bom ritmo desde o começo da sessão, mas nem todos estavam satisfeitos. Pierre Gasly expressou sua frustração, relatando que “algo parece errado no carro, está extremamente ruim. Parece quebrado na Curva 12. Há algo errado com a frente”.
A instabilidade na pista logo se tornou um tema comum, com o vento aumentando e afetando o equilíbrio dos carros. George Russell, da Mercedes, descreveu seu veículo como “terrível” e “muito desequilibrado”, enquanto seu colega de equipe também questionou o comportamento do carro, afirmando ter “quase rodado duas vezes na frenagem”.
Mesmo com as queixas dos concorrentes, Hamilton conseguiu melhorar seu tempo e manter a primeira posição. Leclerc, por sua vez, enfrentou dificuldades, sofrendo três travamentos de roda nos primeiros 20 minutos antes de retornar aos boxes.
A sessão esquentou com as voltas de pneus macios, e Lando Norris cravou a volta mais rápida até então com seu McLaren atualizado, registrando 1m19.228s. No momento em que Antonelli se preparava para responder, uma bandeira vermelha interrompeu sua volta rápida devido a um acidente envolvendo Franco Colapinto.
O piloto argentino foi o primeiro a ser pego pela baixa aderência na última curva, perdendo a traseira e batendo de ré na barreira, o que resultou em uma noite de trabalho para a Alpine para reparar o carro danificado.
Após a remoção do carro de Colapinto, as simulações de classificação foram retomadas. A Ferrari voltou a mostrar sua força, com Leclerc recuperando a ponta ao cravar 1m18.877s, e Hamilton se posicionando apenas 0.037s atrás. Este desempenho inicial da Ferrari sugere que a equipe está encontrando uma boa sintonia com as condições de Hungaroring, um ponto crucial para a estratégia de corrida.
Contudo, o britânico da Mercedes ainda não havia finalizado sua performance. Hamilton conseguiu cortar ainda mais seu tempo, abrindo uma vantagem de mais de um décimo sobre seu rival. Com o foco mudando para as longas simulações de corrida, seu tempo de 1m18.729s permaneceu o melhor do dia, encerrando o FP2 à frente de Leclerc e Norris.
Max Verstappen, da Red Bull, garantiu a quarta posição após atingir detritos do Aston Martin de Alonso. Ele foi seguido por Russell, Isack Hadjar e Liam Lawson. Oscar Piastri ficou em sétimo lugar, enquanto o top 10 foi completado por Nico Hulkenberg e Arvid Lindblad.
Logo abaixo do top 10, Gabriel Bortoleto, da Audi, terminou em décimo primeiro, seguido por Esteban Ocon, um Antonelli fora de posição, Gasly, Bearman e a dupla da Williams, Alex Albon e Carlos Sainz.
Valtteri Bottas, Fernando Alonso, Sergio Perez e Colapinto em seu Alpine danificado completaram a ordem final. Lance Stroll permaneceu na garagem durante toda a sessão, aguardando os reparos em seu carro.