
Crédito: Formula1.com
A cena esportiva global frequentemente testemunha a fusão de diferentes modalidades de prestígio, e o futebol, com sua Copa do Mundo, e a Fórmula 1, com suas corridas de alta velocidade, compartilham um palco notável.
Ao longo dos anos, inúmeros vencedores do torneio mais cobiçado do futebol mundial foram vistos em momentos memoráveis dentro do paddock da principal categoria do automobilismo. Esses encontros sublinham a universalidade do esporte e o fascínio que grandes personalidades exercem, transcendendo suas próprias modalidades.
Com a aproximação das fases decisivas da Copa do Mundo de 2026, é oportuno revisitar algumas dessas notáveis aparições. Desde visitas a garagens e caminhadas pelos grids até a honra de acenar a bandeira quadriculada e sessões de fotos com pilotos, exploramos dez ícones do futebol que já estiveram em um fim de semana de Grande Prêmio.
A posição de Lionel Messi entre os maiores jogadores de futebol de todos os tempos já estava solidificada muito antes da gloriosa conquista da Copa do Mundo de 2022 pela Argentina, no Catar. Naquela ocasião, o craque foi o grande motor que impulsionou sua nação a levantar o troféu pela terceira vez em sua história, sendo ainda agraciado com a Bola de Ouro, reconhecimento concedido ao melhor atleta da competição.
Messi também foi fotografado em diversas ocasiões no paddock da Fórmula 1, incluindo durante o Grande Prêmio de Miami de 2026. Lá, ele desfrutou de uma visita guiada à garagem da equipe Mercedes, onde teve a oportunidade de conhecer o jovem piloto Kimi Antonelli, George Russell e outros integrantes do time.
Em outro momento marcante no paddock, Messi encontrou o piloto argentino Franco Colapinto, da equipe Alpine. Esse encontro proporcionou ao compatriota a tão desejada chance de interagir com uma das figuras esportivas mais celebradas de sua nação.
Pelé permanece como o único atleta a ter conquistado três Copas do Mundo, levantando o cobiçado troféu com a seleção brasileira nos anos de 1958, 1962 e 1970. Seu primeiro título veio quando tinha apenas 17 anos, na Suécia, onde ele se tornou o jogador mais jovem a marcar na história da Copa do Mundo masculina, com o gol da vitória contra o País de Gales.
Naquela campanha, ele ainda marcou um hat-trick contra a França na semifinal e dois gols contra a Suécia na final. Posteriormente, Pelé fez parte do vitorioso elenco de 1962 e, em 1970, desempenhou um papel protagonista na formação que é considerada uma das maiores seleções de todos os tempos.
Pelé também foi uma presença notável no autódromo de Interlagos, no Brasil. No Grande Prêmio brasileiro de 2002, ele teve a honra de acenar a bandeira quadriculada enquanto Michael Schumacher vencia a corrida, embora o sinal tenha sido exibido com um ligeiro atraso.
Ele retornou à pista em 2006, em um momento emocionante, quando entregou um troféu a Schumacher em reconhecimento às suas extraordinárias conquistas na Fórmula 1, pouco antes da primeira aposentadoria do piloto alemão do esporte.
Kylian Mbappé se apresentou ao mundo no palco da Copa do Mundo de 2018, marcando quatro gols pela França – incluindo um na grande final – e conquistando o prêmio de Melhor Jogador Jovem do torneio, enquanto a equipe de Didier Deschamps erguia o troféu na Rússia.
Quatro anos depois, ele balançou as redes oito vezes no Catar, incluindo um hat-trick na final contra a Argentina, em uma partida eletrizante que terminou em 3 a 3 e foi decidida nos pênaltis, com a França sendo superada.
Mbappé também marcou presença em fins de semana de Grande Prêmio, em circuitos como Mônaco e Espanha. No famoso circuito de Monte Carlo em 2024, ele teve a responsabilidade de acenar a bandeira quadriculada, testemunhando a primeira vitória de Charles Leclerc em sua corrida em casa.
Ronaldo Luís Nazário de Lima, mundialmente conhecido apenas como Ronaldo, foi um dos atacantes mais influentes e marcantes de sua geração, além de bicampeão da Copa do Mundo com a seleção brasileira.
Ele integrou o elenco vitorioso do Brasil em 1994 e brilhou intensamente no torneio de 1998, mas seu momento mais icônico em Copas do Mundo ocorreu em 2002, quando marcou oito gols – incluindo os dois na final contra a Alemanha – levando o Brasil ao seu quinto título, um recorde histórico.
As conexões de Ronaldo com a Fórmula 1 remontam ao Grande Prêmio da Itália de 1999, onde ele posou com o também brasileiro Rubens Barrichello nos boxes de Monza e chegou a entrar no carro antes da corrida, durante a temporada de Barrichello pela Stewart-Ford. Ele também frequentou fins de semana de corrida em Abu Dhabi e Imola, sendo convidado pela Ferrari e pela Red Bull, respectivamente.
Antes da ascensão de Lionel Messi, Diego Maradona era o ícone futebolístico definitivo da Argentina. Sua campanha na Copa do Mundo de 1986 permanece como uma das maiores performances individuais da história da competição, com cinco gols e quatro assistências, enquanto ele conduzia a Argentina ao título no México.
Maradona capitaneou sua nação à sua segunda conquista mundial naquele ano, um torneio que ficou talvez mais conhecido por seus dois gols contra a Inglaterra – o infame gol da ‘Mão de Deus’, seguido por um esforço solo majestoso apenas quatro minutos depois, demonstrando sua genialidade.
Ele também teve encontros com o universo da Fórmula 1, incluindo no Grande Prêmio de Mônaco de 1995, onde conheceu Michael Schumacher e Niki Lauda. Em outra ocasião, em 2014, Maradona se uniu a Fernando Alonso para participar de um jogo de futebol beneficente, mostrando a união entre os grandes esportistas.
Zinedine Zidane continua sendo um dos maiores jogadores da história da França, e sua influência alcançou até mesmo o grid da Fórmula 1, com Pierre Gasly citando-o como a inspiração para correr com o número 10 em seu carro.
Zidane foi o pilar central da primeira vitória da França na Copa do Mundo em 1998, marcando dois gols na final contra o Brasil. Ele retornou à final em 2006, quando a França foi derrotada pela Itália nos pênaltis, em um jogo memorável.
No cenário da Fórmula 1, Zidane tem sido associado à equipe Alpine. Ele participou do lançamento do carro da equipe em 2023 e tem comparecido a diversos fins de semana do Grande Prêmio de Mônaco. Além disso, foi parte da cerimônia de apresentação do troféu da Sprint no Grande Prêmio de Miami de 2024, onde Max Verstappen garantiu a vitória.
Mario Götze será eternamente lembrado por um dos momentos mais gloriosos do futebol alemão, ao marcar o gol da vitória contra a Argentina na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2014, garantindo o título para seu país.
Götze visitou o paddock da Fórmula 1 durante o Grande Prêmio de Mônaco de 2026, onde ele e outros membros do elenco campeão mundial da Alemanha em 2014 – incluindo Lukas Podolski e Mats Hummels – encontraram Nico Hülkenberg, piloto da Audi, e trocaram camisas com o atleta alemão, em um gesto de confraternização.
Alessandro Del Piero foi um membro crucial da equipe italiana que conquistou a Copa do Mundo de 2006, desempenhando um papel importante nas fases finais do torneio. Ele marcou na semifinal contra a Alemanha antes de converter seu pênalti na vitória por disputa de pênaltis sobre a França na final.
Del Piero foi visto em vários Grandes Prêmios, incluindo o de Monza, na Itália. O ex-atacante da Juventus teve a honra de acenar a bandeira quadriculada em 2024, quando Charles Leclerc proporcionou uma emocionante vitória para a Ferrari no Grande Prêmio da Itália, para delírio da torcida local.
Conhecido por seus chutes potentes de falta e sua constante ameaça ofensiva vinda da lateral-esquerda, Roberto Carlos foi uma figura central na seleção brasileira que conquistou a Copa do Mundo de 2002. Ele também ajudou seu país a chegar à final em 1998, solidificando seu legado.
Assim como Ronaldo, Roberto Carlos tem desfrutado da Fórmula 1 após sua aposentadoria dos gramados, participando de fins de semana de Grande Prêmio. Nessas ocasiões, ele teve a chance de cruzar caminhos com Fernando Alonso (no Brasil em 2022) e Carlos Sainz (em Miami em 2025). Ele esteve no paddock do Grande Prêmio da Espanha de 2025 ao lado de outras figuras do futebol, como o inglês Jude Bellingham.
Sergio Busquets foi uma peça fundamental na estrutura da seleção espanhola, desempenhando um papel crucial na conquista do título mundial, com sua inteligência tática e capacidade de controle de jogo no meio-campo.