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Google restringe acesso da Meta à IA Gemini por escassez de capacidade computacional

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O Google impôs limitações ao uso de seus avançados modelos de inteligência artificial Gemini pela Meta, conforme apuração de um jornal internacional. A decisão decorre da incapacidade do gigante da tecnologia em fornecer a totalidade dos recursos computacionais solicitados pela empresa de redes sociais, sinalizando um gargalo crescente na infraestrutura global de IA.

Este incidente ressalta os desafios emergentes enfrentados pela infraestrutura de inteligência artificial em larga escala. A Alphabet, holding que controla o Google, tem aplicado restrições a diversos clientes, mas o impacto na Meta foi particularmente significativo. A medida já provocou mudanças nos planos internos da Meta, que orientou seus funcionários a otimizar o consumo de “tokens” de IA, de acordo com fontes anônimas ligadas à empresa.

After the delay at I/O, all signs are now pointing to a launch this week

What we're expecting:

>Major coding improvements
>Better agent workflows
>Stronger UI/frontend… pic.twitter.com/71AOXCEG9Z

— Salio (@Mr_Salio) June 28, 2026

Quando contatadas para comentar sobre o assunto, tanto o Google quanto a Meta optaram por não se pronunciar, mantendo silêncio sobre os detalhes das restrições.

Estratégia da Meta: do Gemini ao desenvolvimento interno de IA

Inicialmente, a Meta utilizava os modelos Gemini, reconhecidos por sua performance superior em comparação com seus próprios modelos de código aberto Llama. A tecnologia era empregada em funções críticas de segurança, como a identificação e remoção de conteúdo prejudicial e a prevenção de atividades fraudulentas. Contudo, a empresa tem intensificado o desenvolvimento e a aplicação de seu modelo interno, o Muse Spark, buscando diminuir sua dependência de soluções de IA fornecidas por terceiros.

O avanço acelerado da inteligência artificial tem gerado uma pressão considerável sobre a capacidade de processamento e a demanda por energia. Essa situação representa um obstáculo direto para a expansão contínua dos inúmeros centros de dados que estão sendo construídos em diversas partes do mundo.

Investimentos do Google para expandir infraestrutura de IA

Em um movimento estratégico realizado no início de junho, o Google concretizou um acordo de peso com a SpaceX, empresa de Elon Musk, comprometendo-se a desembolsar 920 milhões de dólares mensalmente por capacidade de processamento. Este contrato, que totaliza 30 bilhões de dólares em serviços de computação em nuvem, se estenderá até meados de 2029 e sublinha a urgência do Google em conseguir atender à demanda colossal por recursos de IA.

No início deste ano, a Meta já havia informado seus colaboradores sobre a intenção de cortar 10% de sua força de trabalho, o que representou a eliminação de aproximadamente 8.000 postos. Essa iniciativa visava compensar os vultosos investimentos em inteligência artificial. Simultaneamente, a companhia realocou 7.000 funcionários para novas funções com foco em IA, como parte de uma ampla reestruturação corporativa.