
forza horizon 6 - Divulgação Crédito: Mixvale.com.br
Criadores de pinturas personalizadas, conhecidas como “itasha”, no jogo Forza Horizon 6, estão sendo alvo de uma série de suspensões de contas e remoção de conteúdo. A controvérsia, que se intensificou no Japão, levou os estúdios responsáveis pelo popular simulador de corrida a revisar as normas oficiais de conduta nesta quinta-feira (24), buscando esclarecer os procedimentos de moderação e acalmar a comunidade.
Em resposta à crescente insatisfação, a Playground Games e a Turn 10 Studios atualizaram a seção de Conteúdo Gerado pelo Usuário no Código de Conduta da franquia Forza. O documento esclarece os procedimentos para infrações, formalizando que todas as denúncias são submetidas à análise humana por moderadores e enfatizando que a quantidade de queixas não determina a aplicação de penalidades, descartando punições baseadas apenas em volume.
As medidas disciplinares no ambiente do simulador não se limitaram apenas às criações disponibilizadas publicamente para download, mas também atingiram fotografias divulgadas por jogadores em galerias virtuais e até esboços incompletos salvos de forma privada. As punições abrangeram desde ilustrações de personagens desenhadas à mão até réplicas visuais de logotipos de fabricantes automotivos reais, gerando reclamações de usuários que afirmam manter seus trabalhos em sigilo durante o processo de criação.
A comunidade local reagiu com forte indignação às ações punitivas, que resultaram na perda de acesso a perfis e bloqueios de identificadores de hardware. Um membro da comunidade japonesa de Forza Horizon 6 expressou o descontentamento generalizado em plataformas online, criticando a atitude dos desenvolvedores: “Eles demonstram total desrespeito pela própria cultura que usaram como um dos principais atrativos do jogo”. Jornalistas como Carlos Zoto Zotomayor e Connor Bennett acompanharam de perto a crescente onda de protestos e a subsequente resposta oficial das empresas.
A atual crise surge dois meses após os primeiros registros de remoções direcionadas a criadores de pinturas itasha, em julho de 2026. Naquela época, artistas com um grande número de seguidores optaram por apagar seus catálogos públicos para evitar o encerramento permanente de suas contas. O fato de Forza Horizon 6 ser ambientado no Japão havia gerado grande entusiasmo entre os entusiastas de carros locais, visto que o país é o berço cultural dessa forma de arte que adorna veículos com temas de animação e quadrinhos, o que torna a restrição ainda mais sensível para a base de fãs.
Enquanto as diretrizes de conduta do jogo proíbem explicitamente imagens de teor sexual, mensagens ofensivas e o envio repetitivo de dados, os criadores penalizados insistem que suas obras excluídas não violam nenhuma dessas regras. Uma parcela significativa dos jogadores levanta a hipótese de que grupos organizados estariam utilizando ferramentas automatizadas, como macros, para inundar o sistema de denúncias e prejudicar concorrentes, uma alegação que a desenvolvedora refuta, afirmando que nenhuma suspensão é resultado de processos automáticos.
Até o momento, não há confirmação técnica independente sobre a existência e a efetividade de ferramentas de macro supostamente utilizadas para derrubar contas de adversários através de denúncias em massa dentro do jogo.