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Um incidente envolvendo um carregador portátil que superaqueceu e gerou chamas no compartimento de bagagem de mão provocou um pouso de emergência para um avião da companhia aérea IndiGo no último domingo (11). A aeronave, que transportava mais de 180 ocupantes, partiu de Déli com destino a Chennai, na Índia, quando a detecção de fogo na cabine exigiu o desvio imediato para o Aeroporto Internacional Rajiv Gandhi, localizado em Hyderabad.
Felizmente, nenhum dos passageiros ou membros da tripulação sofreu ferimentos durante o episódio a bordo do Airbus A321neo. A empresa aérea prontamente informou que seus colaboradores agiram com rapidez para conter o incêndio e organizar um voo substituto para levar os passageiros ao seu destino final, a capital do estado de Tamil Nadu, Chennai.
O princípio de incêndio teve início no compartimento superior, o espaço designado para acomodar bagagens de mão logo acima das poltronas. Passageiros próximos notaram o surgimento de chamas no acessório eletrônico e, de imediato, tentaram abafar o calor usando bolsas e peças de tecido até a chegada dos comissários de bordo.
A equipe de voo utilizou extintores para apagar o fogo visível e, em seguida, aplicou a técnica de contenção de superaquecimento, que envolve imergir o equipamento em água para interromper a reação química da bateria. A decisão da tripulação técnica foi pousar imediatamente em Hyderabad para assegurar a segurança operacional e permitir que equipes em solo inspecionassem o interior da cabine.
No período da tarde, a aeronave estava cumprindo uma rota doméstica que conectava o norte ao sul do território indiano.
As diretrizes da aviação civil na Índia, assim como os protocolos internos das companhias aéreas, estabelecem que baterias de lítio e carregadores externos devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão, onde podem ser facilmente monitorados pela tripulação ou pelos passageiros. As normas proíbem expressamente o despacho desses itens no porão de carga, minimizando o risco de um incêndio começar em uma área inacessível durante o voo. Além disso, os manuais de segurança vetam o carregamento de qualquer dispositivo eletrônico através de baterias externas enquanto a aeronave está no ar, um ponto crucial que muitos passageiros desconhecem e que visa prevenir incidentes como o ocorrido.
A fiscalização recomenda que os dispositivos permaneçam em locais de fácil visualização pelo passageiro, evitando que sejam esquecidos sob camadas de roupas ou outras bolsas dentro dos bagageiros fechados. Essa medida preventiva é vital, pois em caso de uma reação térmica em uma bateria de íons de lítio, a detecção e o isolamento rápidos diminuem significativamente a chance de propagação do calor para outros materiais inflamáveis presentes nas malas de mão.
Baterias de lítio, comuns em equipamentos portáteis, são suscetíveis ao fenômeno da fuga térmica. Este processo ocorre quando uma célula danificada, superaquecida ou em curto-circuito gera um calor intenso de forma acelerada, liberando gases combustíveis e faíscas que podem inflamar objetos próximos. Se o dispositivo estiver confinado em um espaço com mochilas e tecidos sintéticos, a temperatura pode subir vertiginosamente, produzindo uma densa fumaça no interior da cabine de passageiros, criando um risco iminente.
A periculosidade desses eventos já levou a evacuações dramáticas em voos comerciais recentes na Índia. Em 5 de maio de 2026, outro voo da IndiGo, de número 6E 108, que ligava Hyderabad a Chandigarh, teve que ser evacuado por escorregadores infláveis após a explosão de uma bateria portátil na cabine, resultando em cinco passageiros feridos e mobilizando 204 pessoas a bordo.
Sobre o ocorrido, um porta-voz da IndiGo se manifestou, classificando o objeto como um “dispositivo eletrônico pessoal de uso individual”. O comunicado da companhia ressaltou a pronta atuação dos funcionários a bordo.
“O voo 6E 6115 da IndiGo, que operava de Déli para Chennai em 11 de outubro de 2026, foi desviado para Hyderabad após a detecção de fumaça proveniente do dispositivo eletrônico pessoal de um cliente. A tripulação de cabine respondeu prontamente e a situação foi controlada. De acordo com os protocolos estabelecidos, os pilotos desviaram o voo e pousaram em segurança no Aeroporto Internacional Rajiv Gandhi, em Hyderabad”, afirmou o representante da empresa, em tradução livre.
A companhia também divulgou uma nota direcionada aos passageiros afetados pelo atraso em sua rota. “Lamentamos o transtorno causado aos nossos clientes devido a esta situação imprevista e estamos empenhados em minimizá-lo, incluindo a oferta de lanches e a partilha de atualizações em tempo oportuno. Na IndiGo, a segurança dos nossos clientes e da tripulação permanece como prioridade”, complementou o porta-voz.
Até o momento, a marca e o modelo exato do carregador portátil envolvido no superaquecimento não foram divulgados pelas autoridades aeronáuticas locais. O horário preciso da aterrissagem em Hyderabad apresenta pequenas variações entre as plataformas de rastreamento e os registros operacionais, oscilando entre 15h15 e 15h59 no horário local, enquanto a aeronave substituta foi rapidamente organizada para finalizar a viagem até Chennai.