
Final Fantasy VII Revelation - Reprodução/YouTube Crédito: Mixvale.com.br
O capítulo final da aclamada trilogia de Final Fantasy VII, intitulado Revelation, foi concebido para ser totalmente acessível a novos jogadores, dispensando o conhecimento prévio do clássico original de 1997. Essa abordagem estratégica foi esclarecida pelo diretor Naoki Hamaguchi durante uma entrevista concedida em Tóquio, no último sábado (26), onde ele pormenorizou a estrutura pensada para facilitar a entrada de um público mais amplo.
Hamaguchi assegurou que a essência narrativa do renomado RPG foi mantida na reformulação, embora a forma de desfrutar a saga se diferencie para os entusiastas de longa data e para os recém-chegados. Conforme o diretor explicou, a história do Final Fantasy 7 original está profundamente enraizada na trama e na construção do universo da série Remake, funcionando como um elemento integrante que permite múltiplas camadas de interpretação.
Para aqueles que já dominam os eventos da edição lançada em 1997, a identificação das alterações no enredo configura um atrativo extra e valioso. Hamaguchi ressaltou que esse background prévio engrandece a percepção dos detalhes e das nuances: “Quem já conhece a trama original e consegue identificar o que está mudando ou aparenta que vai mudar, terá um prazer maior e aproveitará mais intensamente a experiência.” Essa dinâmica foi cuidadosamente elaborada para cativar o público que acompanhou o lançamento original no primeiro console PlayStation.
Simultaneamente, o diretor defendeu que a ausência de familiaridade com o passado não compromete a vivência e pode até beneficiar quem se inicia na franquia através desta produção contemporânea. Na visão do desenvolvedor, conhecer personagens icônicos como Cloud Strife, Tifa Lockhart e Aerith Gainsborough diretamente sob a ótica da alta definição proporciona uma reação dramática singular, potencializada por atuações vocais completas, expressões faciais aprimoradas e uma escala cinematográfica que eram impossíveis com a tecnologia da década de 1990.
O diretor destacou que testemunhar as reviravoltas da narrativa sem memórias anteriores amplia significativamente o fator surpresa ao longo da campanha. “É uma oportunidade de vivenciar tudo pela primeira vez com essa magnificência gráfica moderna. Talvez essa seja, inclusive, uma maneira superior de desfrutar. No final das contas, tudo se resume à preferência individual de cada um. Não há uma resposta definitiva para um lado ou para o outro”, ponderou Hamaguchi.
A jornada épica culminará com Final Fantasy VII Revelation, o derradeiro e terceiro volume do ambicioso projeto de reimaginamento conduzido pela Square Enix. Esta produção final reunirá um elenco de oito combatentes jogáveis com mecânicas diretas, confirmando a inclusão de Vincent Valentine e Cid Highwind como personagens controláveis em tempo real, sob a batuta do diretor de combate Teruki Endo.
No que tange à jogabilidade, o título introduz o inovador sistema FITS, uma sigla para Function-Integrated Tactical Suitwear. Este mecanismo emprega trajes táticos modulares que desbloqueiam habilidades vinculadas a classes tradicionais da marca, subdivididas em quatro funções de suporte essenciais: Guerreiro, Cavaleiro, Mago Negro e Invocador. Os jogadores terão a liberdade de usufruir dessas atribuições táticas sem a obrigatoriedade de exibir o visual das armaduras, mantendo as vestimentas clássicas da equipe, se assim desejarem.
Os elementos técnicos e a estrutura confirmados para o encerramento deste grandioso projeto são os seguintes: