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Família processa creche no Texas em mais de R$ 5 milhões após vídeo flagrar professora agredindo e incitando brigas entre crianças

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Pais de um menino de quatro anos entraram com uma ação judicial milionária contra uma creche particular em Fort Worth, Texas, depois que gravações de segurança revelaram uma professora substituta agredindo o filho e estimulando outras crianças a brigarem. As imagens, divulgadas recentemente, mostram a funcionária arremessando o pequeno contra o chão, em um incidente ocorrido em abril de 2026.

Família Busca Reparação Milionária na Justiça Após Incidentes na Creche

Os pais da criança, Heather e Richard Harris, formalizaram o processo no Tribunal Distrital do Condado de Tarrant. A denúncia é direcionada à Arka Risinger Educators LLC, empresa responsável pela Arka Montessori Academy of Risinger. A família, representada pelo advogado Russell Button, do escritório The Button Law Firm, pleiteia uma indenização superior a US$ 1 milhão, o equivalente a cerca de R$ 5,15 milhões, além de danos punitivos. As acusações incluem negligência, negligência grave e falhas na segurança da instituição. Até o momento, não foram apresentadas acusações criminais contra a professora envolvida, que já foi desligada da creche, conforme informado pela própria escola.

Família abriu um processo no valor de R$ 5 milhões para indenização — Foto: Reprodução/X Crédito: Extra.globo.com

Imagens de Segurança Revelam Sequência de Agressões a Menino de 4 Anos

O episódio detalhado na ação ocorreu em 27 de abril de 2026. Inicialmente, o menino foi colocado em uma sala mista com a professora Jacqueline De Luna. Enquanto De Luna estava de costas, outro garoto, filho de uma professora da unidade, desferiu um golpe nas costas da vítima, iniciando uma breve confusão que passou despercebida pela cuidadora. Ao se virar, Jacqueline separou os dois e pegou o agressor no colo.

Momentos depois, a professora substituta Chynia Johnson, mãe do menino agressor, entrou na sala para cobrir o intervalo de Jacqueline. Após soltar o filho no chão, ele empurrou o colega de quatro anos no peito. As gravações evidenciam que, quando a vítima tentou levantar os braços para se defender, Chynia Johnson avançou sobre ela, agarrou seu braço, sacudiu-o violentamente e o empurrou para longe.

A situação escalou quando a professora substituta incentivou o próprio filho a iniciar um segundo ataque. O agressor caiu, e Johnson, então, atacou novamente o aluno de quatro anos, segurando seus braços, sacudindo-o e gritando em seu rosto. Mesmo após o retorno de Jacqueline De Luna, as agressões continuaram. Chynia segurou o pulso da vítima, arrastou-a e a instigou a chutar e bater nela. Em seguida, aplicou uma rasteira e arremessou a criança para o alto, fazendo-a colidir com força contra o piso de madeira. Jacqueline De Luna testemunhou toda a cena sem qualquer intervenção ou reação para defender a vítima.

Trauma Infantil e a Descoberta da Farsa Pela Família

Ao chegar à creche para buscar o filho, a mãe encontrou o menino em prantos e visivelmente abalado. A equipe da creche tentou encobrir a verdade, alegando que as crianças haviam apenas brigado e sido separadas. A farsa foi desmascarada somente após a família insistir na verificação das imagens do circuito interno de segurança.

As consequências para a criança foram graves: hematomas e marcas nos braços, dores de cabeça pós-traumáticas e o desenvolvimento de um quadro de ansiedade severa, que tem dificultado seu retorno à escola. A denúncia apresentada à Justiça ressalta que “a confiança deles foi violada quando o ambiente seguro que lhes foi prometido se transformou em um clube de luta infantil”, demonstrando o profundo impacto psicológico do ocorrido.

Creche Enfrenta Acusações Graves e Histórico de Infrações

A administração da Arka Montessori Academy não se manifestou sobre as solicitações de posicionamento da reportagem. Contudo, o advogado Russell Button enfatizou a importância da responsabilização: “Outros pais precisam saber disso. A creche precisa ser responsabilizada”, declarou.

Uma auditoria independente, conduzida pela Divisão de Licenciamento de Creches da Comissão de Saúde e Serviços Humanos do Texas, já havia autuado a unidade por infrações sérias. Entre as irregularidades apontadas, estão o uso de métodos disciplinares proibidos, como agarrar, puxar, gritar e conter alunos à força, além do abandono do dever de proteção. O processo judicial também revela um histórico crítico de segurança da instituição, que acumulou 16 notificações desde janeiro de 2024, incluindo registros de crianças deixadas sozinhas no pátio e em salas de aula sem supervisão adulta, o que acende um alerta sobre a persistência das falhas de segurança no local.