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Fabricantes de celulares alertam que arroz acelera corrosão em aparelhos molhados

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A prática difundida de colocar celulares molhados em potes de arroz é, na verdade, uma armadilha perigosa que agrava os danos internos dos dispositivos. Gigantes da tecnologia como Apple e Samsung desaconselham veementemente essa abordagem, alertando que ela pode acelerar a corrosão de componentes cruciais e comprometer irremediavelmente o hardware. Essa informação é vital para quem busca salvar seu aparelho após um acidente com líquidos, evitando prejuízos maiores.

Minúsculas partículas do cereal podem facilmente infiltrar-se pelas aberturas e conectores do smartphone.

Celular no arroz Crédito: Mixvale.com.br

Métodos populares que causam mais prejuízo ao seu aparelho

O amido presente no arroz cru, ao entrar em contato com a umidade residual nas portas do alto-falante, nas entradas USB-C ou Lightning, desencadeia uma reação. Essa mistura forma uma substância densa e pegajosa, capaz de reter calor, obstruir passagens internas e até conduzir eletricidade de forma irregular. Essa massa gelatinosa pode solidificar-se sobre os pinos elétricos, acelerando a oxidação de peças de cobre e solda essenciais para o funcionamento da placa principal.

O uso de secadores de cabelo ou outras fontes diretas de calor também é contraindicado, pois o ar quente pode empurrar a água ainda mais para o interior do aparelho, além de danificar as vedações de borracha. Ligar o telefone ou conectá-lo à tomada antes da secagem completa é extremamente arriscado; o líquido pode desviar o fluxo de elétrons na placa lógica, gerando micro-curto-circuitos que incineram processadores em uma fração de segundo.

As orientações oficiais da Samsung e Apple para dispositivos molhados

A Samsung orienta que a primeira medida ao molhar o celular é cortar imediatamente qualquer fornecimento de energia para evitar danos maiores. Recomenda-se segurar o aparelho na vertical, com o conector virado para baixo, e dar leves batidas na palma da mão. Essa técnica simples utiliza a gravidade para auxiliar na drenagem do líquido excedente, impedindo que ele atinja módulos sensíveis como a câmera ou a bateria selada.

A Apple, por sua vez, atualizou suas recomendações, proibindo expressamente a inserção de cotonetes, hastes de algodão ou papel toalha nas portas de carregamento dos iPhones. A empresa de Cupertino sugere que os consumidores deixem o dispositivo repousar sobre uma superfície seca, em temperatura ambiente. A circulação natural do ar deve promover a desumidificação gradual, processo que pode levar até 48 horas se a notificação de líquido persistir na tela OLED.

Qualquer tentativa de acelerar a secagem por meios térmicos, como fornos ou jatos de ar comprimido, é desencorajada pela marca. Tais métodos podem comprometer os adesivos perimetrais que garantem o isolamento de fábrica, descolando-os e abrindo novas frestas para a entrada de umidade.

Muitos modelos de ponta ostentam a certificação IP68, um padrão internacional da Comissão Eletrotécnica Internacional. Este selo garante resistência à submersão em água doce parada, a uma profundidade de até 1,5 metro, por no máximo 30 minutos, em condições controladas de laboratório. O dígito 6 indica proteção total contra poeira fina, enquanto o 8 atesta a integridade contra imersão contínua em água estagnada, desde que não contenha cloro, sal ou sabão. É crucial entender que esta certificação tem limites claros e não torna o aparelho imune a todos os tipos de líquidos, o que é um ponto importante para o consumidor.

Por que a água salgada e outros líquidos são especialmente danosos

É importante notar que a água salgada, por sua composição química e condutividade, é particularmente destrutiva para as borrachas protetoras e componentes eletrônicos. Ela acelera a corrosão e pode causar danos irreparáveis em pouco tempo, muito mais rápido que a água doce.

Os termos de garantia da Samsung e da Apple são claros: eles não cobrem reparos decorrentes de contato com substâncias líquidas. Sensores internos nos aparelhos mudam de cor ao menor contato com água, servindo como um indicador inquestionável de imersão para as assistências técnicas.