
Nintendo usa remakes para criar novas produções no Switch 2 Crédito: Mixvale.com.br
A Nintendo surpreendeu o público global ao divulgar, em 12 de setembro de 2026, as primeiras imagens e detalhes do aguardado Switch 2. Entre os destaques, a empresa apresentou uma versão reimaginada de The Legend of Zelda: Ocarina of Time e confirmou o lançamento de um título completamente novo: Metroid Ravenous, previsto para chegar em 28 de janeiro de 2027.
A icônica caçadora de recompensas Samus Aran promete combates intensos e uma jogabilidade focada na aniquilação de adversários.
Este novo capítulo da saga Metroid desafia a heroína em confrontos que exigem estratégias de sobrevivência no console Switch 2. A apresentação do jogo ocorreu em conjunto com a nova versão de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, uma produção que gerou discussões entre os fãs devido à introdução de um comando de salto sem precedentes e alterações na estética visual. O relançamento de Zelda é considerado o empreendimento de maior porte para a nova plataforma.
O desenvolvimento deste Metroid original representa um avanço significativo, construindo sobre as bases e o sucesso alcançados por projetos anteriores da franquia. A continuidade no processo criativo é uma consequência direta do êxito de Metroid Dread, consolidando uma metodologia de trabalho que a Nintendo parece valorizar para suas propriedades intelectuais.
A colaboração entre a Nintendo e a MercurySteam teve seu pontapé inicial na E3 de 2017. Foi nesse período que a gigante japonesa encarregou o estúdio espanhol de reimaginar Metroid: Samus Returns para o portátil Nintendo 3DS, uma modernização do clássico Metroid 2: Return of Samus. A desenvolvedora já possuía experiência no gênero, tendo sido responsável por Castlevania: Lords of Shadow em 2010. O bom desempenho desse trabalho serviu de catalisador para que a equipe fosse incentivada a criar obras originais, expandindo suas fronteiras para além de refilmagens como Super Metroid.
A autonomia artística oferecida aos criadores viabilizou o refinamento da fluidez nos movimentos e a implementação de sequências cinematográficas que marcaram o capítulo subsequente da série. Para o lançamento previsto em 2027, a Nintendo planeja preservar a funcionalidade de absorção de energia, um elemento que se destaca como uma característica técnica distintiva do jogo.
Este modelo de validação de equipes terceirizadas, que começa com recriações bem-sucedidas, foi replicado com o estúdio Grezzo. Após entregar uma versão renovada de The Legend of Zelda: Link’s Awakening em 2019, a desenvolvedora foi encarregada de um projeto inovador. Posteriormente, a Grezzo foi responsável por The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom, uma aventura que inverteu os papéis tradicionais, colocando a Princesa Zelda como protagonista central em uma narrativa focada na resolução de enigmas.
A Nintendo tem demonstrado consistência ao implementar este método de transição e gestão em diversas outras equipes de produção de jogos, garantindo que a experiência em remakes sirva como um degrau para a inovação.
Nos últimos anos, outras companhias colaboradoras também foram incumbidas de desenvolver recriações técnicas para o catálogo da Nintendo. Esses estúdios externos foram responsáveis por modernizar franquias consagradas em diversas plataformas:
A reedição de Super Mario RPG, finalizada pela ArtePiazza em 2023, foi cuidadosamente elaborada para preservar a essência dos mecanismos de jogo originais, garantindo uma experiência fiel para os fãs.