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Equipes de desenvolvimento da The Coalition, estúdio baseado em Vancouver, Canadá, estão vivenciando um período de grande incerteza sobre seus empregos e a continuidade de importantes bonificações financeiras. A preocupação surge com a iminência do lançamento de “Gears of War: E-Day”, temendo que cortes de pessoal possam ocorrer logo após a estreia, o que inviabilizaria o recebimento de prêmios ligados à performance do jogo no Metacritic, condicionados à manutenção do vínculo empregatício.
Essa atmosfera de instabilidade foi acentuada pela saída do diretor de narrativa do projeto, Juan Vaca, cujo contrato foi rescindido em 22 de setembro de 2026. O desligamento aconteceu meros cinco dias depois que a The Coalition havia celebrado a conclusão da fase “gold” do título, marco que significa a finalização da versão master do jogo, pronta para fabricação e distribuição. Vaca, em um comunicado público, confirmou seu desligamento como parte de uma onda de cortes da Microsoft, afirmando estar disponível para novas posições em diversas mídias.
A demissão de Juan Vaca, que contribuiu por quatro anos como líder de narrativa no estúdio, não representa um evento isolado no cronograma de desenvolvimento. Nos dias que precederam o lançamento iminente do jogo, diversos outros membros da equipe também foram desligados discretamente. Essa série de eventos provocou uma crescente insegurança entre os funcionários que permaneceram, os quais contavam com um período de maior tranquilidade, pelo menos até a efetiva chegada do produto ao mercado.
Um membro da equipe, sob condição de anonimato, manifestou a insatisfação generalizada e a tensão provocada pela cadência dos cortes. “Há um profundo descontentamento e nervosismo, pois a expectativa era que os desligamentos ocorressem após o lançamento, mas isso parece ter mudado”, relatou o profissional. Outro colaborador indicou que antecipa mais reduções de quadro em breve: “Estamos aguardando a próxima leva de demissões ou uma possível reestruturação sob a alçada da Activision ainda neste ano”, afirmou.
A estrutura de compensação variável na divisão de jogos da Microsoft inclui bônus monetários determinados pela performance crítica dos títulos, aferida por agregadores de resenhas. “Gears of War: E-Day” alcançou uma pontuação inicial de 88 no Metacritic, uma marca notável no setor de jogos. Contudo, o dilema para os colaboradores em Vancouver reside nas condições de elegibilidade e permanência para o recebimento dessas bonificações, conforme estipulado pelas políticas internas da empresa.
A desvinculação de um funcionário antes do prazo final para o pagamento das bonificações resulta na perda do direito ao benefício, mesmo para aqueles que permanecem no quadro. Essa cláusula tem levantado suspeitas entre os profissionais de que os cortes possam ser estrategicamente cronometrados para diminuir os custos com pessoal. Com somas que podem atingir dezenas de milhares de dólares por indivíduo qualificado, a performance crítica do jogo, que deveria ser motivo de celebração, transformou-se em uma fonte de tensão e desconfiança dentro do estúdio canadense.
O planejamento de lançamento do jogo e as operações internas da The Coalition preveem momentos cruciais ao longo de outubro de 2026:
A precariedade na The Coalition é um sintoma de uma série mais ampla de reestruturações e cortes de custos implementadas pela liderança da divisão de consoles da Microsoft, sob a direção de Asha Sharma, presidente-executiva do Xbox, e Matt Booty, chefe de conteúdo e estúdios. Em julho de 2026, o conglomerado de tecnologia havia anunciado a eliminação de 3.200 vagas em suas unidades de jogos. Essa ação impactou diretamente estúdios renomados como Arkane Lyon, Ninja Theory, Obsidian, e levou à desorganização parcial da Halo Studios, favorecendo a integração com a estrutura da Activision.
Em outra rodada de cortes corporativos, ocorrida em 22 de setembro de 2026, a Microsoft dissolveu mais 268 posições em diversos estúdios Xbox, culminando na dispensa de profissionais em Vancouver. Embora a prática de vincular bonificações a avaliações críticas em plataformas como o Metacritic seja frequente na indústria de jogos de alto orçamento, esse modelo tem sido alvo de questionamentos por parte de sindicatos e organizações trabalhistas. As críticas se concentram na instabilidade que o sistema gera e no risco de transferir a pressão por notas editoriais diretamente para a remuneração das equipes criativas, criando um ambiente de trabalho de alta pressão e incerteza financeira.
A situação de cada colaborador na The Coalition é marcada por diferentes níveis de insegurança, dependendo de seu status contratual. Aqueles que já foram desligados antes do lançamento do título, em tese, conservam o direito contratual ao bônus, caso a meta de pontuação crítica seja alcançada. No entanto, os que continuam empregados na operação temem ser dispensados logo após a estreia comercial agendada para 6 de outubro de 2026, sem que lhes seja assegurada a permanência mínima necessária para o recebimento dos benefícios até o fim de outubro.
A liderança da Microsoft declinou comentar sobre a situação interna de trabalho e as preocupações expressas pela equipe de Vancouver. A empresa não emitiu nenhuma declaração oficial confirmando ou negando a possibilidade de futuras reduções de quadro focadas na The Coalition nas próximas semanas. Adicionalmente, o patamar exato de pontuação no Metacritic necessário para ativar os diferentes níveis de pagamento de bônus permanece confidencial, envolto em segredo corporativo.