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Corretora é presa 12 anos após brutal assassinato de mulher com 100 facadas no Texas

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A prisão de uma corretora de imóveis nos Estados Unidos encerrou um mistério que perdurava por mais de uma década. Mayra Velasquez, de 42 anos, foi detida recentemente, acusada de ser a responsável pela morte brutal de Irasema Chavez, de 32 anos, ocorrida em janeiro de 2012, na cidade de Arlington, Texas. A vítima foi encontrada sem vida em seu apartamento, com aproximadamente cem golpes de faca.

Uma investigação complexa e as pistas iniciais

A cena do crime, à época, apresentava desafios significativos para os investigadores. A polícia de Arlington não detectou sinais de arrombamento ou entrada forçada na residência de Irasema Chavez. Essa ausência sugeria que a vítima poderia ter conhecido o agressor ou permitido sua entrada voluntariamente no imóvel.

Mayra Velasquez — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com

A única evidência visual relevante no início da apuração era um registro de segurança capturado na noite anterior ao homicídio. As imagens mostravam uma figura não identificada se aproximando do apartamento, batendo à porta e, após uma breve interação, sendo admitida no local. A pessoa vestia roupas folgadas e um moletom com capuz, dificultando a identificação.

Apesar da coleta de diversas provas, incluindo amostras de sangue no apartamento que não pertenciam à Irasema, os resultados de DNA da época não encontraram correspondência em nenhum dos bancos de dados criminais existentes. Em 2016, cientistas chegaram a tentar criar um perfil visual do suspeito a partir de marcadores genéticos para ancestralidade, cor dos olhos, cabelo e pele, mas o autor do crime permaneceu desconhecido por muitos anos.

A virada no caso com tecnologia de ponta

O ponto de inflexão na investigação ocorreu em 2024, quando o caso de Irasema Chavez foi oficialmente reaberto. O Departamento de Polícia de Arlington estabeleceu uma colaboração estratégica com o escritório do FBI em Dallas, empregando uma metodologia forense avançada: a Genealogia Genética Investigativa (IGG).

Essa técnica inovadora combina a análise de material genético recuperado da cena do crime com informações de bancos de dados genealógicos públicos. Por meio da reconstrução de árvores genealógicas complexas, os especialistas conseguem identificar parentes distantes do suspeito, narrowing down o círculo de possíveis indivíduos até chegar a um nome.

Após cerca de dois anos de trabalho intensivo com o programa IGG, uma pista crucial emergiu. Embora os detalhes específicos dessa nova evidência não tenham sido divulgados pelas autoridades do Texas, ela foi considerada suficiente para que os detetives obtivessem um mandado de prisão contra Mayra Velasquez.

A prisão da suspeita e a vida após o crime

A detenção de Mayra Velasquez na última sexta-feira (17/7) trouxe uma conclusão aguardada por mais de uma década. Não foi esclarecido pelas autoridades se havia algum tipo de relacionamento ou conhecimento prévio entre Mayra e a vítima, Irasema Chavez.

Chama a atenção o registro da vida da corretora após o assassinato. Documentos mostram que, nos anos seguintes ao crime, Mayra Velasquez manteve uma rotina aparentemente normal, com diversas viagens internacionais e nacionais, incluindo destinos como Peru, México, Paris, Londres, além de visitas a parques temáticos como Disney World e cidades como Nova York. Este aspecto ressalta a complexidade de casos de crimes não resolvidos por tanto tempo, onde a vida dos envolvidos segue caminhos tão distintos.

A aplicação da Genealogia Genética Investigativa neste caso exemplifica a crescente capacidade da ciência forense em desvendar crimes antigos, oferecendo justiça a vítimas e suas famílias mesmo após muitos anos de espera.