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Após dias de buscas intensas, o corpo de João Gabriel Ferreira dos Santos, de apenas cinco anos, foi tristemente encontrado em 28 de julho de 2026, em uma propriedade rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O menino, que era autista não verbal, estava desaparecido desde 26 de julho e foi localizado em uma poça de aproximadamente dois metros de profundidade, formada sobre a lona de um biodigestor.
A localização do corpo se deu a cerca de 70 metros da residência familiar, onde os pais de João Gabriel trabalham em uma granja. As equipes de resgate, incluindo bombeiros, realizaram a descoberta enquanto esvaziavam pontos de acúmulo de água na área, uma medida crucial após dias de procura pelo garoto.
Um biodigestor é uma estrutura comum em fazendas, projetada para decompor resíduos orgânicos e produzir biogás e biofertilizante. Geralmente, esses tanques são cobertos por uma lona que se mantém inflada pelos gases. No entanto, neste caso, a lona apresentava uma perfuração, o que permitiu o acúmulo de água e a formação de uma poça profunda e perigosa, totalmente contaminada por dejetos animais.
O major Eduardo Hunzicker, do Corpo de Bombeiros, detalhou que o local já havia sido identificado no georreferenciamento das buscas. A água acumulada sobre a lona perfurada impossibilitou o mergulho, e a descoberta só ocorreu após o esgotamento desse líquido, com o auxílio de um caminhão do proprietário da fazenda.
João Gabriel havia sumido dois dias antes da descoberta, após informar à mãe que iria ao banheiro, que se localiza na parte externa da residência. Os familiares iniciaram as buscas por conta própria por cerca de uma hora e, ao não encontrá-lo, acionaram as autoridades.
Desde o alerta, uma vasta operação de busca foi montada, envolvendo múltiplas agências e voluntários. Equipes da Polícia Militar, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros se mobilizaram na região da fazenda, caracterizada por mata densa, tanques de água e outras estruturas de saneamento. Recursos avançados como helicópteros, drones com câmeras térmicas, scanners aquáticos e cães farejadores foram empregados na tentativa de localizar o menino.
A condição de autista não verbal de João Gabriel adicionou uma camada de complexidade às buscas, pois ele não conseguia responder a chamados ou fornecer informações sobre seu paradeiro, tornando a procura ainda mais desafiadora em um ambiente rural com diversos riscos ocultos.
Com a localização do corpo, a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local e encaminhar João Gabriel para exames de necropsia. O objetivo é determinar a causa e as circunstâncias exatas da morte.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) aguarda a conclusão e o encaminhamento do laudo pericial, que será fundamental para o aprofundamento das análises e a continuidade das investigações. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) confirmou que todos os esforços estão concentrados em esclarecer os fatos.
Embora o local do biodigestor fosse cercado, foi constatada a existência de uma abertura que, possivelmente, permitiu o acesso do menino à área de risco. Este incidente trágico reforça a importância da manutenção rigorosa e da segurança de estruturas rurais, como biodigestores, fossas e tanques de água, especialmente em propriedades onde crianças residem ou têm acesso.