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Dados recentes divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelam um cenário de contrastes na infraestrutura de redes móveis do Brasil. Enquanto a tecnologia 4G já alcança a totalidade das cidades do país, a conectividade em importantes vias de transporte, como as rodovias federais e estaduais, ainda apresenta deficiências significativas. Essas informações são fundamentais para o planejamento governamental e para o setor de telecomunicações, orientando futuros investimentos e políticas públicas que visam ampliar o acesso à comunicação em todo o território nacional, conforme detalhado no Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT).
Para o horizonte de 2026, o PERT projeta que, apesar da ampla presença do 4G em todos os centros urbanos brasileiros, sua cobertura se estende a apenas cerca de metade da malha rodoviária. Essa discrepância notável gera preocupações quanto à segurança dos motoristas e à capacidade de comunicação em situações de emergência ou durante longos deslocamentos, evidenciando um desafio crítico para a conectividade em trânsito.
Apesar de um avanço contínuo na expansão das redes de comunicação, o relatório PERT 2026 sublinha uma considerável diferença na disponibilidade das redes 4G e 5G para a população. Atualmente, o 4G atende a 99,62% dos habitantes em áreas urbanas, consolidando-se como o padrão de conexão móvel predominante, com presença confirmada nos 5.570 municípios brasileiros.
Em contrapartida, a implantação da rede 5G progride em um ritmo mais gradual. A tecnologia de quinta geração está ativa em 2.677 localidades, o que representa menos da metade dos municípios brasileiros que já possuem acesso a esse tipo de sinal, indicando uma fase de crescimento e expansão ainda em curso.
O desafio da conectividade se torna particularmente acentuado quando a análise se volta para as regiões fora dos grandes centros urbanos. Nas estradas, a cobertura 4G abrange somente 53% dos 122 mil quilômetros de rodovias federais e 50,7% dos 323 mil quilômetros de vias estaduais que foram avaliadas pela Anatel. Esse dado reforça a urgência de investimentos direcionados para assegurar acesso à internet e capacidade de comunicação essenciais para viagens de longa distância, impactando a logística, a segurança e a experiência dos usuários.