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Cirurgião brasileiro ‘Dr. Frankenstein’ escapa de julgamento nos EUA e intriga autoridades

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Um médico brasileiro, amplamente conhecido por procedimentos estéticos controversos e apelidado de ‘Dr. Frankenstein’, rompeu sua tornozeleira eletrônica e desapareceu poucos dias antes de um julgamento crucial nos Estados Unidos. O cirurgião plástico sem licença enfrentaria acusações severas de desfigurar pacientes na Flórida.

Fuga inesperada e acusações graves nos Estados Unidos

João Araújo, de 57 anos, cuja esposa é uma figura notória por suas críticas à primeira-dama americana Melania Trump, sumiu na manhã de 1º de agosto. Sua fuga ocorreu três dias antes do início de um processo judicial que incluía 14 acusações distintas. Entre os delitos imputados ao médico estavam crimes graves como furto qualificado, prática ilegal da medicina e fraude em sua clínica, localizada na movimentada região de Miami.

Médico brasileiro João Araújo — Foto: Reprodução/Miami-Dade Corrections Crédito: Extra.globo.com

A gravidade das acusações sublinha a importância do julgamento que ele agora evitou, deixando as vítimas e as autoridades em uma situação delicada. A alcunha de “Dr. Frankenstein” surgiu devido à natureza de seus procedimentos e aos resultados insatisfatórios relatados por diversos pacientes.

Paradeiro provável no Brasil e desafio da extradição

Quatro fontes ligadas à investigação, que conversaram com um veículo internacional, indicam que o médico provavelmente retornou ao Brasil, apesar de ter entregado seu passaporte às autoridades americanas. Acredita-se que um pedido de extradição para os Estados Unidos enfrentaria consideráveis obstáculos, dada a complexidade dos acordos jurídicos internacionais e a legislação brasileira que, em muitos casos, impede a extradição de cidadãos natos.

A confirmação de seu paradeiro ganhou força com a participação de João Araújo em um podcast no dia 23 de agosto, apresentado pela jornalista Hildegard Angel. Na entrevista, o próprio “Dr. Frankenstein” se vangloriou de ter conseguido fugir dos EUA. Embora não tenha detalhado quem o auxiliou, ele fez menção a “conexões com juízes” no Brasil, levantando questões sobre possíveis apoios em sua evasão da justiça.

Ligações políticas e insinuações sobre a primeira-dama americana

O caso ganha contornos ainda mais complexos devido às conexões familiares de João Araújo. Sua esposa, Amanda Ungaro, é ex-companheira de Paolo Zampolli, um enviado especial de Donald Trump para parcerias globais e uma figura central na apresentação de Melania Trump ao então futuro presidente em 1998. Este elo familiar adiciona uma camada de intriga ao desaparecimento do médico.

Durante uma disputa pela guarda do filho adolescente com Zampolli, Amanda Ungaro fez insinuações vagas sobre possuir informações confidenciais a respeito do passado da primeira-dama dos EUA. Um e-mail, supostamente enviado da conta do marido, mas assinado por Amanda, sugeriu que João não estaria no Brasil, mas “muito perto de onde [Zampolli] se encontra”, em uma aparente referência ao sul da Europa. No entanto, as quatro fontes envolvidas no caso consideraram essa informação uma pista falsa, reforçando a crença de que o médico está em solo brasileiro.